O jornal português “Sol” tem uma edição moçambicana, composta por uma mescla de material integrando a edição portuguesa e outro produzido em Moçambique. O director é também o arquitecto José António Saraiva. A ideia desta composição é até interessante, ainda que o resultado seja algo ambivalente, e explicitamente ambíguo.
Em Moçambique o momento político é difícil, com as investidas da Renamo dos últimos meses no centro do país. O país está algo suspenso das negociações em curso, em busca da necessária pacificação. As avisadas palavras do ex-presidente Joaquim Chissano no último 25 de Junho, apelando a uma negociação entre os partidos, a um “amolecimento do coração de Dhlakama”, sintetizam bem a vontade generalizada da manutenção do diálogo e da paz.
Neste contexto acabo de ler o jornal dirigido por José António Saraiva, em Lisboa, na sua edição moçambicana. Aí consta o habitual “edital”, o cunho político semanal que o jornal produz para Moçambique, assinado pelo português Vítor Gonçalves (que sempre se apresenta nos textos como sendo moçambicano), julgo que responsável pelo dossier moçambicano do “Sol”. O texto é absolutamente incendiário. Refutando a dimensão política da situação, reduzindo-a a um caso criminal, apelando à pura intervenção policial e radical intervenção dos tribunais.
É certo que cada um escreve o que lhe apetece, e que a liberdade de imprensa é um valor fundamental em democracia. Mas se foi para publicar imbecilidades inconscientes destas o arquitecto José António Saraiva podia deixar o seu jornal na nossa terra, e não vir armar-se em incendiário para terra alheia. Num registo inacreditável, o mais baixo possível. Sem rodeios, desprezível.


ele é um perigoso cretino
Não estou a afirmar um qualquer isso, ainda que dependendo do “ele” a que se refere
ele é um vaidoso que espera o prémio Nobel da Literatura…
que se pode esperar de um tipo assim ?
Tudo isto é pago… Portanto, apagar!!
O que é pago, sendo apagável?
Nem sei como é o tal Vítor Gonçalves não te pediu autorização para escrever sobre moçambique, ou sobre outra coisa qualquer. Tu é que és o mestre.
Basílio, isso que deixa aqui é só um renhanhan, não tem ponta por onde se lhe pegue nem meio que se amarrote
Passas o tempo a rezingar, pá! Mas, tu é que és o mestre.
Isso de me dizer rezingão, Basílio, é outra coisa. Sim, serei, e V. não está sozinho ao afirmá-lo. Outra coisa, vazia, é a invectiva sobre ter eu (ou ambicionar ter) a prerrogativa de conceder cartas de corso. Isso é mera rezinguice sua, já agora.
O dono do periódico, e o articulista, são Portuguêses ou Chinêses, ou lá o que forem, é uma informação.
Exibir a Frelimo, ou a Renamo, sempre em cima de uma azinheira, ou de um embondeiro, não leva ninguém a parte nenhuma.
jpt-news, sim, enquando isenta, muita, toda, boa, doa a quem doer.
obg.