Quanto mais leio sobre o assunto SIS/portátil, mais questiono se não veremos ainda uma (nova) Comissão Parlamentar de Inquérito para se perceber que tipo de relação o governo tem tido com as “secretas”.
Há poucos dias, o Paulo Ferreira do Observador dizia que, em termos cinematográficos, este caso-SIS é já uma sequela do caso-TAP. Penso que ele está enganado. Isto é um spin-off: uma narrativa que se separa de outra e toma um rumo independente, explorando personagens e/ou aspectos distintos da original.

Os titulares dos mais altos cargos da Nação estão a pedir ser metidos num portátil a depositar em arquivo geral de perdidos sem aproveitamento.
Para segurança adicional, espero que encriptem o disco. E depois, que deitem fora o papelinho com a senha.
Está bem visto.
O caso Sis/Portátil está para o caso TAP, como o “Better call Saul” está para o “Breaking Bad”. Só falta contratar os argumentistas e um título condigno.
Breaking Bad? A única série que a nossa política, actualmente, me faz lembrar é o “Yes Minister” – mas numa bizarra versão em que metade dos personagens são versões ligeiramente diferentes do Sir Humphrey Appleby.
A referência a estes séries é porque a “Better call Saul” nasceu pela riqueza e espessura de uma personagem do “Breaking Bad”. O caso do SIS/Portátil tem sumo suficiente para alimentar pelo menos mais uma CPI.
Eu até consigo, com alguma boa vontade, imaginar o Costa a dizer “Stay out of my territory” ao Pedro Nuno Santos. Mas já o aflautado Galamba, nas queixinhas nocturnas à esposa, a gabar-se de ser “the one who knocks”… não, isso não passa.
Muito bom