O roto ao nu.


vidabreve,

O Miguel Abrantes, que tem defendido Sócrates com o mesmo ardor que Thomas More devotou ao papado, embora sem perder a cabeça, está agora muito sentido com o presidente Cavaco Silva. Ele proclama, vejam só, que Cavaco

• Nunca se preocupou com o défice orçamental em vésperas de eleições (…);

• Convivia mal com o jogo democrático (…);

• Não hesitou em se desembaraçar dos seus “amigos”, quando estes se tornaram num estorvo à sua carreira (…);

• Jamais deu um sinal de reprovação perante os escândalos que surgiram no seu consulado e se foram mantendo ao longo dos anos.

Sim, amigos. Estamos a falar de Cavaco Silva. Cavaco. O Cavaco. Nada de confusões com aquele tipo vertical e amante das liberdades, que impõe a sua ética rigorosa aos amigalhaços e nos vai legar um défice de 7 ou 8 por cento neste ano de todas as disputas eleitorais.

 

jose-socrates

 

Se faz favor.

3 comentários em “O roto ao nu.”

  1. Sobre o legado socialista…

    Hipotecados ao estrangeiro
    em cifrões astronómicos,
    tratamos de modo ligeiro
    os problemas económicos.

    As medidas “keynesianas”
    com a actual conjuntura,
    são políticas levianas
    que agravarão a factura.

    A realidade é evidente
    sobre as despesas estatais,
    com este Estado decadente
    as injustiças são brutais.

    É tamanha a voracidade
    do monstro a engrandecer,
    revelando a ferocidade
    do nosso défice a crescer.

    O Estado deformado
    a caminho da falência,
    deixa o povo tramado
    por ignóbil indolência.

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