Ó Relvas, ó Relvas, folclore à vista!


cronicasnofeminino,

A Universidade Lusófona não detalhou as cadeiras em que Miguel Relvas miraculosamente se licenciou mas ‘entre a experiência profissional invocada para o processo de equivalência figura o de (…) presidente da Assembleia Geral da Associação de Folclore da Região de Turismo dos Templários‘. Mediante isto o Cantarinhas de Barro merece um doutoramento. Transpiram bem mais numa actuação do que Relvas numa licenciatura inteira. 

29 comentários em “Ó Relvas, ó Relvas, folclore à vista!”

  1. O “Dr” Relvas constitui, agora, um incentivo académico para qualquer lusitano indígena….. eu estou já a pensar requerer um mestrado em danças latino-americanas, porque sempre fui muito competente no tango e afins….. a minha ambição intelectual já não se contenta com a minha licenciatura em Filologia Românica….. eu quero um mestrado!!!!

    1. Faz muito bem.
      Eu depois de 25 anos de ensino quero um doutoramento em Ciências da Educação. Tantas aulas, tantas reuniões, tanta legislação digerida deve dar direito a alguma coisa.

  2. P.S.

    Só para acrescentar que, mal me apanhe com o mestrado em danças latino-americanas, a minha ambição académica vai apontar para um doutoramento numa engenharia qualquer, porque sou muito boa a pregar pregos, apertar parafusos, mudar pilhas, desentupir o lava-loiça, encher o depósito do carro…. enfim, vasta experiência nos vários ramos da engenharia…

    1. Essa está boa! 😀 Que as engenharias deixem, pois, de estar associadas somente ao cromossoma Y! 🙂
      Bem haja!

  3. A única coisa que me alegra no meio disto tudo é que eles podem continuar no poleiro assobiando para o ar porque só saiem quando e se quiserem já que o poder é deles ou são eles mesmo o poder, mas pelo menos caiú-lhes a máscara, onde quer que vão já todos lhes conhecem o verdadeiro carácter e isso já nenhum fato escuro às riscas de mil euros pode esconder, nem os fatos nem a mula ruça.

    1. O que me irrita de sobremaneira é depois do Sócrates, Miguel Relvas estar envolvido num esquema parecido. Vergonhoso. Não ser licenciado não é vergonha nenhuma mas que alguém branqueie este caso, como Marcelo Rebelo de Sousa, parece-me desonesto.

      1. De acordo quanto ao professor Marc(t)elo. Torna-se penoso ver até que ponto o suposto prestígio de um comentador pode ser posto em causa porque na hora agá é incapaz de se distanciar o suficiente dos seus correligionários para fazer uma análise minimamente credível.
        Quanto às suas ambições de mestrados e/ou doutoramentos com base no currículo, ainda que mal pergunte, mas já tratou do cartãozito? É que isso é o mais importante…
        Como dizia um professor meu, nós somos como as ovelhas: precisamos da segurança do rebanho para nos fortalecermos. Quer seja um partido (de preferência do “arco do poder”), a Maçonaria, a Opus Dei, os Rotários, um dos três maiores clubes de futebol… Melhor ainda se se puder conciliar alguns destes.
        Enfim, convém ser um rebanho grande, para nos poder proteger. Entra-se, respeita-se as regras, obedecendo a quem se deve, presta-se alguns bons serviços e a recompensa não tarda.
        Neste País, como diria o Vasco Santana, “Relvas há muitos…”

        1. E Marcelo Rebelo de Sousa, além de comentador, é professor universitário numa instituição que devia prestigiar. O que pensar de um professor catedrático que legitima uma trapaça destas? Fiquei chocada.
          Claro que o cartão é importante e a universidade evidentemente. Não me parece que se qualquer um de nós aparecesse numa universidade de currículo cheio alguém nos desse equivalências. Digo-lhe mais, não passa pela cabeça de quem se quer formar, aprender, evoluir. Só passa pela cabeça de quem quer o canudo, só o canudo para poder ascender a cargos em que supostamente a licenciatura é importante.

  4. Na foto do Cantarinhas de Barro, não é o Relvas que está disfarçado de bigode?… e o maiorzito não parece o Silva Carvalho?

  5. Oh Leonor, isso não, por favor não coloque mister Herb no meio das cantarinhas.
    Quer dar cabo do grupo?

    (epá lembrei-me agora que quando era adolescente organizava festas para as crianças e vestia-me de pai natal, para distribuir doces no natal.
    Isso contará para alguma coisa ? tipo um mini doutoramento. )

    1. Tem razão. O Cantarinhas não merece e deve ser reservado o direito de admissão, mas também lhe digo que Relvas e a Lusófona estão dotados de algo que atribuem aqui à zona: esperteza saloia.
      Neste país, a partir de agora, qualquer coisa pode dar equivalências.

  6. a que cadeira terá dado equivalência este cargo de tamanha relevância ao nível da Ciência Política, fica a dúvida…ai este país!

      1. Então e «Política, Ética e Vida Quotidiana», como é que aquele anexim (estudante de um curso anexo à Universidade, segundo a Infopédia) conseguiu equivalência a esta? Ou será que a «Ética» aqui serve só para enfeitar?

        1. Uma licenciatura como esta só serve para enfeitar. E andou Passos Coelho a dizer que as Novas Oportunidades eram ‘certificados de ignorância’. Ora se tivesse estado caladinho…

  7. Extraordinário!!!
    Suponho que este gajinho já tenha experiência suficiente para lhe darem o título de Mestre e assim poder ombrear com os seus pares tipo Professor Karamba.

  8. Dona Leonô

    Siá devia comessá por se senssorá oucê memo, por senssorá meu recado ao Siô Relvas…

    Malandrice de Lionô… fica bem não!

    Passá bem sià lapisinho azu!

    Orixá

  9. A ser verdade o que se veiculou nos meios de comunicação social é reprovável sem dúvida que haja tal sistema de «equivalências». Não obstante, considero, igualmente reprovável que «oficialmente» se tenha implementado o programa «Novas Oportunidades» que mais não é do que estabelecer «equivalências» a bem de pseudo estatísticas que venham «embebelezar» supostas políticas (sérias) de Educação (independentemente de ter a plena consciência que a experiência feita, proporciona inegáveis ambivalências.Mas não as submeteria a lutas por números e sim às necessidades do mercado de trabalho).
    Penso que todas estas questões se relacionam com um conceito infelizmente muito arredado da Sociedade Portuguesa, que dá pelo nome de Meritocracia.

    1. O que está em causa não é o sistema de equivalências, Nuno, o que está mal é que, aproveitando-se dele, alguém se tenha licenciado desta forma escandalosa e ainda haja quem o defenda. Não discordo que as pessoas tenham equivalências, se conseguirem provar que a experiência de vida as conferiu. Discordo do aproveitamento abusivo que foi feito do programa, mas se pensarmos que o financiamento dos Centros estava dependente da quantidade das certificações, é fácil de ver que estava comprometido à partida.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *