O radicalismo trabalhista.


Luís Menezes Leitão,

Depois do desastre que foi a liderança de Ed Miliband, o Red Ed, cuja viragem à esquerda conduziu os trabalhistas a uma derrota histórica, esperava-se que os militantes do partido trabalhista ganhassem algum juízo e escolhessem um líder credível que os conduzisse novamente à vitória eleitoral. Mas não. Foram escolher Jeremy Corbyn, defensor de uma esquerda ainda mais radical, que propõe estabelecer o desarmamento inglês, um aumento colossal de impostos, e sucessivas impressões de moeda. Se alguma vez fosse eleito, o Reino Unido voltaria num ápice aos desastrosos anos 70 do século passado. Como David Cameron acaba de escrever no twitter: “The Labour Party is now a threat to our national security, our economic security and your family’s security“. Está tudo dito.

0 comentários em “O radicalismo trabalhista.”

  1. Não se espante que os radicalismos chamem outros radicalismos. Mas olhe que são necessários. E quem pensava que o impulso vindo da Grécia tinha morrido ainda vai ter de engolir muitos sapos.
    Fique atento ao que aí vem, e também da Grécia.

    Quem pensa que é possível determinar quem deve morrer e viver dar-se-á conta que algo extraordinário está a dar vida aos mortos. E o extraordinário que lhes dá a vida é a morte propagada por quem decide quem deve morrer e viver.
    Na realidade o mundo dos acomodados está a ruir.

  2. Os “Idiotas úteis” ganharam a Esquerda. Os cheerleeders de tudo o que está contra o Ocidente (do Hamas ao Mugabe, de Pol Pot ao Assad) estão hoje a tirar o poder ao Comunistas e à Esquerda não Marxista.
    É a grande mudança que está acontecer na Esquerda um pouco por todo o Ocidente, especialmente nos países anglo-saxónicos fruto do poder mediático/educativo que têm.
    Escorraçaram os Comunistas e a Esquerda não Marxista ao dominarem os Média e as Universidades.
    É gente que concorda com os objectivos Comunistas mas nunca aceitou os seus custos. Querem o conforto do Capitalismo a trabalhar para eles.
    De uma maneira geral têm aversão ao risco em comparação com os Comunistas que põem toda a carne no assador.
    Como gerir uma Industria. Uma siderugia, coisa que para os Comunistas é sacrossanto. Os Idiotas Úteis preferem estrangula-la: taxá-la, força-la a apoiar o regime, a colocar publicidade nos jornais do regime, a “cooperar” com os programas do Governo. Os risco fica todo do outro lado. Se falir faliu.
    A culpa é dos “capitalistas” que a geriam e a “roubaram”.
    Mas os “Idiotas úteis” já não desdenham gerir uma empresa petrolífera onde os lucros estão assegurados -julgam eles- e assim ficam com poder para comprar muitos.

    Isto é o resultado do discurso dos ultimos 20 ou 30 anos do The Guardian a fazer o takeover do Labour, em vez de ser tradicionalmente o The Guardian representar o que nasce no Labour.

    P.S: note-se a fragilidade da Esquerda não Marxista mesmo cá. Como o António Costa flirtou com o Syriza quando viu que mediaticamente era proveitoso. Se a fénix do Syriza tivesse mais uns largos meses ou 1-2 anos de vida, António Costa teria levado o PS para a Extrema Esquerda. Só por causa do poder dos jornais.

    Bastaria a descoberta de hidro-carbonetos nas águas Gregas há não muito tempo.

  3. Os trabalhistas “moderados” com o sr. Toni Blair a chefiá-los arrastaram o Reino Unido para a guerra do Iraque, pensando que poderia pingar petróleo.

    Agora em plena crise de refugiados, provocada em grande parte por essa guerra, ainda têm a lata estanhada de chamar perigosos radicais a outros.

    Realmente só quando se é da classe possidente a morte desnecessária de centenas de milhares de pessoas, sob falsos pretextos, não é um radicalismo.
    Radicalismo é não seguir a cartilha económica ortodoxa, tudo o resto são pecadilhos.

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