Ainda a saga dos manuais escolares: Para as famílias do escalão 1 do abono de família, a comparticipação sobe entre 30 e 50 cêntimos no 1.º ciclo; 1,5 euros no 2.ºciclo; dois euros no 3.º ciclo e 70 cêntimos no secundário. Fiquei atónita com tamanha generosidade. Vejam lá, agora que estão cheios de dinheiro, não vão fazer férias para as Caraíbas.
O que farei com estes 30 cêntimos?
cronicasnofeminino,

Com estes 0,30 cêntimos compram-se (+-) 20 bagos de uva, os quais bem administrados dão para o almoço das crianças durante toda uma semana….!
Queremos erradicar a obesidade desde a mais tenra idade (rimou)!
E apostamos tanto nessa erradicação que o Governo até encara, com muito agrado, a erradicação pura e simples de quem assim almoça, dados os enormes benefícios para as contas públicas decorrentes da diminuição de portugueses vivos.
Sabe que há uma ligeira diferença entre os seus “0,30 cêntimos” e os referidos “30 cêntimos” (ou € 0,30)?
Sugiro-lhe que mantenha o anonimato se quer continuar a escrever antes de ler melhor os manuais escolares.
Vá lá, João, … as nossas diferenças quanto aos 30 cêntimos (€0,30 ou 0,30 cêntimos) dão para comprar mais bagos de uva? Boa!
E ainda:
Os tais 30 cêntimos não me permitem comprar os manuais para seguir a sua sugestão de “ler melhor antes de escrever”…é que eu estudei por livros emprestados por Doutores, Engenheiros e Notáveis!
É vergonhoso este aumento, diria até ofensivo.
Cara Leonor,
Tem tudo a sua lógica para este Governo: os desempregados e os carenciados são uns bandidos. Dar-lhes um aumento de €0,30 para os manuais escolares dos filhos é mais do que eles merecem! São pobres, porra! E nunca hão-de chegar a ricos! O Estado está a gastar com quem não tem valia ou futuro!
Claro que o João prefere discretear sobre as diferenças entre “0,30 cêntimos” “€0,30″…!
Começa a instituir-se esse tipo de pensamento. De repente todos gastámos em excesso, vivemos acima das nossas possibilidades e portanto temos o que merecemos. Esquecem-se de como se vive mal em Portugal, que há dois milhões de pobres neste país, um quinto vive com o rendimento luxuoso de 360 euros por mês. Quanta insensibilidade!