“Para o líder do CDS, não é importante na formação do próximo Governo se o PS tem mais votos: se a direita tiver maioria absoluta, governará.”
“[O] importante é que haja governo de maioria (à direita) – “é isso que o Presidente quer” – Paulo Portas, DN, 13 de Maio de 2011
Em tempo: Como já tive oportunidade de escrever, não estou de acordo com o que está a acontecer, mas isso não invalida que vá reparando nestas coisas de que alguns andam esquecidos, porque agora não lhes dá jeito, para atacarem os adversários políticos.

Nisto dou-lhe inteira razão – penso da mesma forma.
Isto que acontece não tem nada que ver com o facto de concordar-se ou discordar-se. A questão remete-se a uma equação simples:
É legal e é possível fazer-se o que está a ocorrer?
Sim, é por determinação constitucional que isto ocorre.
A única dúvida que me fica é a esta: Em nome de que ética, lei e valores democráticos se pode contestar ou obstar a que isto ocorra?
Parece-me que as pessoas confundem ética e valores democráticos com exercícios de imaginação e critica política.
O PSD/CDS através de seus líderes transformou-se numa coligação de oportunistas que pretendem através de um revisionismo bacoco alinhar pelas estruturas e políticas em tudo semelhantes às do MRPP. E os seus fãs confundem-se, julgando que os bitaites que propagam em nome da liberdade de expressão se torna força de lei. Para tal andam a catar por ali e por aqui alguns elementozitos que dizem opor-se a estas negociações para tentar credibilizar o que não é credível.
Aliás, é também isto que Durão Barroso, em linha com suas causas mrpêpistas agora tão bem vincadas no Clube de Bilderberg, nos vem dizer.
Se Costa firmar um acordo de princípio, escrito e assinado, com o BE e PCP que garanta os pontos básicos de seu programa e alinhamento não europeu mas a uma Europa com ética e valores democráticos, então deve firmar tal acordo e implementá-lo. Quer seja por indigitação do PR quer seja por derrube da coligação no parlamento.
É necessário acabar com os fascistas/nazistas/estalinistas que desgovernaram nestes últimos 4 anos.
A questão que se coloca é : teria o Ps os mesmos votos se, antes das eleições, tivesse anunciado que pretendia colaborar com dois partidos que até então o arrazaram publicamente ? Esqueçam o PSD , esta campanha ficou marcada por uma guerra entre a esquerda, guerra essa da qual nenhum partido saiu em condições para criar alguma aliança sem perder a sua já reduzida credibilidade.
Tal como na Grécia, ninguém quer estar isolado da europa. Se fomos explorados pslos alemães, muito o devemos não só a quem chamou a troika como também aqueles partidos que só fazem oposição quando a direita está no poder, tendo a sua passividade muito contribuído parao nosso abismo.
Nestes moldes, com 3 partidos de esquerda que foram derrotados nas eleições, e juntamente com o monopólio das centrais sindicais que eles detêm, está tudo em aberto para regressarmos às grandes obras, aos aumentos salariais sem aumento da produtividade, e todos os outros cenários que tradicionalmente afundam portugal.
É a sua imaginação a funcionar. Para haver obras teria de existir dinheiro e mercado para as executar. Não existe nem uma nem outra. As grandes obras não foram somente um projecto nacional, mas europeu. Da mesma forma a conversão dos juros bonificados para compra de habitação foram transformados em juros baixos.
Uma e outra situação, associada às quotas estabelecidas e ao desmantelamento de tecido produtivo através da subsidiação à não produção, serviu para não só consolidar como também aumentar a influência da indústria, agricultura e mercados financeiros europeus. Este foi o objectivo do alargamento.
Portanto, é falso que a questão da vinda da troika se deva somente a vectores endógenos. E este argumento de quem chamou a troika é culpado não se transforma na verdade que o célebre propagandista de Hitler pretendeu implementar através da repetição de um milhão de vezes ou mais da mentira.
Ficou também provado que o aumento da produtividade não se deve a salários e a assalariados. Mas a uma gestão ineficaz, parasita e oportunista. Pretendeu reduzir-se salários quer de forma efectiva, incluindo o desemprego, quer através do aumento de horas de trabalho, e não resultou. A economia colapsou.
O Japão hoje pede que se baseie o crescimento deste país através do aumento salarial e do investimento. Só há investimento se existirem consumidores e consumidores com dinheiro para comprar. São estes que geram empregos e empresas e não os empresários.
É verdade que sim, que os opositores de Costa foram a coligação, Jerónimo e Catarina. Mas já antes tinham sido de Seguro.
Acontece que Costa, individualmente, bateu-os a todos: PSD, CDS, BE e PCP. Jerónimo e Catarina estão agora a beber de seus erros. Ou se sentam e conversam direitinho, ou governa a coligação. Tão simples quanto isto.
gostei, excelente. Até a penultima frase, é de mestre. Nao que o rui alves mereça resposta, pois nao passa de ladainha oca para analfabetos. Exatamente : sao os consumidores que geram empregos. Tao basico e simples, que nao houve nem há patroes que contratem trabalhadores para fabricas e lojas despidas, vazias de maquinas e mercadorias, patroes que apenas queiram empregados inativos pelo prazer de lhes pagar salario.
“A questão que se coloca é : teria o Ps os mesmos votos se, antes das eleições, tivesse anunciado que pretendia colaborar com dois partidos que até então o arrazaram publicamente “
De facto esta questão pode colocar-se e a resposta é difícil. Eu penso que teria mais votos. Mas ninguém sabe ao certo, exceptuando certos senhores da direita que dizem saber a intenção dos votantes socialistas. Como sabem? Mistério!! Note-se que o PS e os da esquerda deram várias vezes a entender que seria possível uma aliança à esquerda. Se o afirmassem categoricamente teriam beneficiado (penso eu).
exatamente, é uma versao, a outra versao, alias aflita, é a de que os partidos á esquerda do ps nao sao europeus, bla bla bla. Ou seja é normal que os adeptos dos diferentes clubes leiam diferentemente a atitude o arbitro. Mas a coligaçao está aflita, e vai de lançar papoes, como hoje voltou a fazer o portas. Alias os portas da altura, também se arrogaram de cristaos, justamente para para nao votarem no PS de entao. E entao, o povo, sendo livre de votar, em vez de votar no cds, votou na democracia, pois ps e psd.
Mas o que nesta tematica mais importa não é a pretensa preocupaçao do psd e cds pela sobrevivencia do ps, sim o ps nunca se ter demarcado. Alias, nas bases e votantes do partidos do arco de governaçao, predomina muitissima ignorancia funcional, pois porque os partidos 40 anos depois continuam desinteressados de cultivar o espirito critico.
Teria o PSD e o CDS o mesmo número de votos se fossem separados?
É que muita gente anda enganada sobre estas eleições… Elegeram-se deputados, não se elege o governo.
O PSD tem 89 deputados, o PS tem 86, o BE tem 19, o CDS tem 18, a CDU tem 16, o PEV tem 1 e o PAN tem 1.
São estes que vão eleger o governo.
PSD e CDS firmaram um acordo parlamentar, igual ao que firmaram em 2011, ficando com 107 deputados.
A “moral” diz que este grupo devia lider o país, pois tiveram mais votos. No entanto, com 107 deputados, vão ver muitas leis chumbadas. Até o próprio programa de governo pode ser chumbado 2 horas após tomarem posse, caindo o governo. Como a missão da PàF é matar toda a gente que não seja apoiante deles (foi o que andaram a fazer nestes últimos anos), não conseguem negociar com ninguém, pois a sua política é “Eu mando e vocês obedecem ou morrem.”
Por isso, podemos ver Passos Coelho a tomar posse, Paulo Portas a marcar 15 dias num hotel de 6* no Dubai para ir apresentar a CGD aos banqueiros asiáticos para a sua privatização… e o governo ver o seu programa a levar com 123 votos contra, causando a sua destituição. Com esse acontecimento, o presidente teria de chamar o PS, pois é o 2 partido com mais deputados, a formar governo. E a opção final, está indisponível até ao Verão de 2016… pois não podem convocar novas legislativas até lá.
Errado, a questão é: este virar à esquerda já estava anunciado? A resposta é sim. E Portas já vinha a denunciar desde Abril (pelo menos), reafirmou diversas vezes desde então e chegou mesmo a atacar o PS em campanha por isso mesmo.
Dúvidas sobrassem ainda bastou ver os debates televisivos para ter a certeza que o virar à esquerda estava anunciado, mais que anunciado estava feito e as barreiras que se falam agora foram vencidas antes das eleições e não depois (veja a “reportagem a dois” que foi o “debate” Costa/Jerónimo, ou a declaração de apoio de Catarina Martins no “debate” com Costa, que dizia que dia 5 de Outubro, dia seguinte às eleições, Costa podia contar com o apoio do BE).
Se estamos na situação que estamos agora foi por arrogância do PSD/CDS na pré-campanha e durante a campanha.
Não houve iludidos (e a haver esses estão do lado do BE e do PCP que devem ter pensado que essa aproximação era somente do PS e não de lado a lado), estava anunciado há meses e foi confirmado durante a campanha (e nem sequer a coligação pode chorar agora e dizer que foram enganados pois eles próprios fartaram de denúnciar essa viragem à esquerda do PS e aproximação ao BE e PCP, explorando o lado “Syriza”, o medo).
Guião (não, não é esse) para um novo governo:
a. Cavaco dá posse a Coelho e Portas
b. O orçamento não passa na AR, por chumbo de toda a esquerda
c. Ora falem-me lá agora dos votos da PaF … De como esse chumbo não expressa a vontade dos Portugueses votantes … Falem-me lá agora de como se está a trair a democracia … Expliquem-me como está em progresso uma usurpação !!!
Cavaco depois só tem de decidir o que vai fazer – se acredita que a PaF tem maioria absoluta marca eleições, se não acredita, ou pior ainda, se lhe ocorrer que o PS sózinho tem maioria … Talvez “pense” (LOL Cavaco pensar rsss) que mal por mal, um governo minoritário é bem melhor para o SEU PSD !!!
Infelizmente, vivemos no reino dos argumentos de geometria variável: pior, por parte de todos os partidos.
Defende-se um argumento que é a nosso favor se nos dá jeito, mais tarde, quando nos prejudica, defende-se o contrário.
O que estranho é que certos opinadores comam tanto queijo. Ontem, na TVI24, até Manuela Ferreira Leite veio dizer que era imoral o que Costa está a fazer, porque não disse na campanha eleitoral que se iria coligar com o PCP e o BE.
Eu tenho 2 argumentos contra esta hipótese de governo do PS + PCP + BE: mas nunca este.
Em 2011, o PSD e o CDS disseram que se iriam coligar?
E em 2002 (no governo de que ela fez parte) idem?
Portanto, sejamos éticos.
Falsa questão meu Caro, ou então vontade expressa da sua parte de enganar.
Em 2011 o PSD venceu as eleições (teve mais votos e mais deputados que outro qualquer partido),e como tal direito a indicar o primeiro ministro. Para formar maioria coligou-se com o CDS, o que é perfeitamente legitimo e ético.
Em 2015 o PS perde as eleições (tem menos votos que a coligação e menos deputados que o PSD sozinho).Porque raio haveria de indicar o primeiro ministro?
Em 2002 foi o mesmo cenário.
Vá lá ao baú das recordações e seja honesto nas declarações.
“Em 2011, o PSD e o CDS disseram que se iriam coligar?”
Um argumento arrancado a ferros.
O PSD ganhou as eleições em 2011, o PS não ganhou nada nestas.
Quer mesmo comparar o PSD/CDS com o PS/BE/PCP e as suas inimizades?
Não vale a pena vir com o agora “famoso” videozinho do Portas, o CDS é diferente do PSD e tem/ou teve um agenda política distinta, sobretudo até 2011, mas isso não os faz nem inimigos nem antagónicos nas ideias base, por isso é que não houve indignação nem punição por parte dos militantes e simpatizantes de ambos. Mais por mais já tinha havido coligação anteriormente sem levantar o burburinho que uma de esquerda está a fazer agora. É bastante óbvio.
Continuam a bater-se pelo argumento do “vencedor” “vencido”. Não há esse conceito nem na Constituição nem a lei eleitoral. Há o conceito de deputados eleitos e absolutamente mais nada. É regra dar a formar governo ao partido mais votado? Nim! É regra dar a formar governo à força política com maior representação parlamentar tendo em conta a dinâmica do novo quadro parlamentar (e repare que disse “força”, não “partido”), que por coincidência tem sido também o partido mais votado, mas em nada, absolutamente nada, legitima um mais que o outro… excepto o que todos os Presidentes da República disseram antes de eleições do género, que nomeariam quem desse maior estabilidade (e em teoria é o que tiver maior representação parlamentar, e digo em teoria pois houve o episódio do “irrevogável”, maioria absoluta de parlamento e mesmo assim o governo quase que caiu).
Se o PSD e o CDS tivessem concorrido em separado às eleições, eu queria ver quem ganhava as eleições, tendo em conta que mesmo assim coligados tiveram muito menos votos que o PSD sózinho em 2011! Imagino a votação que o CDS teria tido agora, sózinho..um resultado no mínimo hilariante. Mas quem vê o Portas com aquela pose e ego inflacionado, até parece que é líder de um partido maioritário. Que pobreza de espírito de um individuo que em termos politicos, não passa de uma verdadeira figura de opereta. Que presunção para quem sempre andou na órbitra do poder como aguadeiro de serviço. Sem dúvida, um dos símbolos maiores da mediocridade e menoridade politica deste país.
Olá
Eu vejo isto de uma forma simples.
Um dos valores da amizade, do bem comum, que no fundo são os valores da democracia é de respeitar a vontade a maioria .
Se num grupo de 6 amigos que decidem que tipo de filme querem ver 3 quiserem romance 1 ficção científica e 2 terror. É normal que vão todos ver o filme de romance e se divirtam em conjunto.
Isto são os valores da amizade e da democracia também.
Ninguém espera que nesse período de convívio os 6 amigos vejam 3/6 de filme de romance, 1/6 de um filme de ficção científica e terminem com 2/6 de um filme de terror.
Somos humanos não somos máquinas, se a maioria das pessoas acreditou num projecto. Há que respeitar ….
Goste-se ou não se goste , são os valores fundamentais da nossa sociedade.
Todos diferentes todos iguais, impor a nossa vontade pela força dos números é coisa das ditaduras de partidos nazis e outros que tais….
A vida é simples , nós é que a complicamos.
Imaginemos que 9 amigos querem ir ao cinema.
4 querem ir ver um filme de terror
3 querem ir ver um musical
2 querem ir ver um western. Ou um eastern.
Acontece que os 2 amantes de western abominam filmes de terror. A somar a isso, na última vez que foram ao cinema, havia 5 que queriam o thriller e como eram maioria obrigaram toda a gente a gramar os mortos-vivos.
Não é natural que os 2 do western cheguem a acordo com os 3 do musical para ir ver o “Oklahoma”?
Por onde tem andado? Presumo que não esteve em Portugal ou é membro do PSD ou do CDS…
O que fez o, ainda, governo nestes 4 anos? Não negociou com NINGUÉM. Aprovou mais de 58000 diplomas seus, com votos contra da oposição. (alguns vieram a revelar-se inconstitucionais e o governo quis demitir o tribunal constitucional…)
Em 4 anos foram 16 os projectos aprovados que partiram de uma bancada que não fosse a do PSD ou CDS. Dá uma média excelente de 4 por ano… um deles até foi revogado há poucos dias atrás, pois não podem existir cartões do cidadão sem limite de validade e passou por unanimidade (foi proposto pelo PCP e votado a favor por todos os grupos parlamentares).
Se o governo foi ditador nestes 4 anos, como é que acha que eles se vão comportar agora que não o podem ser?
Vamos voltar aos velhos tempos em que os partidos de direita mandam atirar os esquerdistas ao rio amarrados a pedras?
Tem razão André. Este governo de direita foi um verdadeiro governo ” fora da lei”, que nem tão pouco aprovou um único orçamento que respeitasse a CRP. Fizeram o que quiseram e lhes apeteceu, com exceção de alguns diplomas em boa hora chumbados pelo TC. Agora estão histéricos, de cabeça perdida, difamando, insultando, usando argumentos recheados de anti comunismo primário velhos e gastos, nos quais já ninguém de bom senso acredita em pleno seculo XXI, só pelo fato de estarmos perante um eventual acordo à esquerda. A irritação e frustração da direita e seus acólitos ainda é maior, porque têm plena consciência que, se PSD e CDS tivessem concorrido isoladamente, não teriam ganho as eleições, porque mesmo concorrendo juntos tiveram menos votos que o PSD sózinho em 2011! O CDS então, se tivesse concorrido sózinho a sua votação seria no mínimo…hilariante! Não é por acaso que é precisamente deste partido que tem andado na esfera do poder por ser o aguadeiro de serviço, que vemos surgir as cabeças mais descontroladas. Um exemplo disso, a entrevista da ministra Cristas…Nossa! A mulher estava completamente destrambelhada, a Judite de Sousa bem tentava interpelá-la, mas a mulher não se calava nem por nada! Sabem bem que em termos reais foram reduzidos à insignificância! É uma tristeza assistir a este espetáculo de mediocridade e menoridade politica. Espero sinceramente que este impasse seja superado o mais rapido possível, e se possível, como desejo, com a formação de um governo de esquerda, que afaste de vez esta direita do poder. Sei que não será o governo de esquerda que eu mais desejaria, mas pelo menos que seja o que for possivel, pelo menos sempre será melhor que suportar por mais tempo esta direita elitista e bafienta.
Vivemos no tao famoso pântano politico, onde todo o tipo de parasita se move e sente bem. Desde a esquerda sedenta de poder á direita desesperada para não o deixar, todos fazem o seu jogo nojento. No final, o zé povinho cá estará para aguentar mais 4 anos da mesma politiquice do faz de conta e continuar a pagar a conta, por ter gente tão baixa a comandar os destinos do burgo.
Subscrevo este comentário.Resumidamente, o que se passa no nosso país, com os nossos políticos, está aqui bem retratado, infelizmente para grande parte do povo português, que não estão bem na vida e que, com outros políticos podiam estar melhor………….
Concordo em absoluto !
” Quem se coloca no terreno nacional não tem partidos, nem grupos, nem escolas… ”
Os submarinos para o Paulo Portas são uma virtude…
Para o António Costa são um defeito…
Não digo naturalmente que seja o seu caso mas continua-se a (querer) confundir uma coligação governamental (de direita, esquerda ou das esquerdas) com um governo (PS) apoiado parlamentarmente por outros 3 partidos (BE, PCP e PEV).
Num caso será a obra prima do Mestre. No outro é a prima do mestre de obras:
– parece a mesma coisa mas não é.
Em ambos os casos, constitucionalmente, são iguais e só muda as figuras que tomam posse. Na prática não é bem assim e a verdade é que o apoio parlamentar que estaria de certa forma vinculado aos partidos que formariam governo na prática não estão pois não têm ninguém do partido representado no governo, é somente um acordo de apoio parlamentar e nenhuma das responsabilidades mútuas, podem sempre lavar as mãos dali e desresponsabilizarem-se. Infelizmente é assim.
Admito que me possa ter expressado de forma pouco clara pois partilho da sua opinião.
Os políticos têm ideias curtas.
Não andam na defesa do povo, apenas procuram o poder.
a ditadura da esquerda esta a preparar uma Nova forma de golpe do estado com a ajuda dos anginhos do ps.
Essa “esquerda” obteve democráticamente a maioria dos votos e deputados. Eu até poderia discordar do que estão a fazer (e somente a título pessoal sem qualquer legitimidade fora disso), no entanto chamar-lhe “ditadura” é complicado face ao que eu escrevi na primeira frase. Os tempos mudaram tanto que os mais à direita já fazem uso dos argumentos que a esquerda usava antes? Irónico e revelador.
A ditadura da esquerda esta a preparar uma Nova forma de golpe do estado com a ajuda dos anginhos do ps.
Dupond e Dupont?
A cada dia que passa tenho a sensação de estar a viver um filme em que a ficção tenta antecipar uma realidade. Sem ter nada a ver com qualquer partido político e, apenas na qualidade de cidadão observador, é visível que o que está a passar é que a nossa democracia tem no panorama político uma série de partidos legalmente constituídos, constitucionalmente reconhecidos e que por isso se apresentam a eleições mas, nesta altura, uma certa direita (extremista, autoritária, arrogante e prepotente), tem um discurso que condiciona a sua ascensão ao poder (a velha teria dos partidos do arco da governação), questionando a sua legitimidade como se estes partidos fossem infiltrados e não tivessem, também eles, um público eleitor que naturalmente se revê mais nos respetivos programas do que nos dos demais partidos. O próprio PR manifestou esta atitude discriminatória quando não começou por ouvir todos os partidos com assento parlamentar. Neste momento não se procura a melhor solução para o país, tendo em conta os superiores interesses dos cidadãos, mas sim está a tentar-se impor uma maioria psd/cds querendo obrigar o ps a legitimar a sua governação quaisquer que sejam os termos em que o faça. Por tudo o que se passou nestes 4 anos é óbvio que esta coligação não é capaz de dialogar com ninguém, nem chegar a acordos. Acordo para a coligação é ameaçar os restantes ou impor: Eu faço e tu votas a favor! É uma pena. Mas tudo isto acontece porque teve sempre o alto patrocínio do PR que os obrigou a ficar no governo os últimos 4 anos do seu mandato e, neste momento de grande fragilidade está novamente a obrigar os Portugueses a uma situação difícil porque não quis equacionar (simplesmente) outra solução e confrontar os partidos com ela. Pretende apenas Impor a coligação mesmo que a conhecida solução resulte numa terrível instabilidade e mesmo quando é sabido que a coligação não acautela os interesses de todos os portugueses, é governada por altas figuras que ditam as políticas a seguir para garantir que se mantém intocáveis os interesses financeiros dominantes. É por exemplo o caso de Horta Osório que tem sido o grande pensador de como aniquilar quem trabalha e dar asas a quem vive da alta finança (veja-se as suas declarações recentes sobre a situação política deste país que são de quem manda e não pode ser contrariado). Infelizmente, esta gente não quer hipóteses viáveis, embora nunca testadas. Querem a garantia de que a água e o vento continuam a correr a seu favor e não lhes retiram o poder. É este o país que temos!
Mas o meu voto no BE foi contra o PS!
A honestidade da preposição depende da próximidade ou não dos programas/promessas eleitorais.
Se o CDS e PSD não têm diferenças significativas nenhum dos seus eleitores deve ficar defraudado por colocar o seu voto e verificar uma aliança pós eleitoral, ora existem grandes diferenças entre os programas do PS e do PCP e do BE.
E é aí que se coloca o problema da legitimidade ética.
Se o PS, PCP, BE não diferissem em nada significativo não haveria nenhuma critica a fazer teriam todo o direito a formar um Governo de maioria.
Não se deve de recordar do que era o PSD e o CDS em 2002… e no entanto tivemo-los no governo, coligados após as eleições. Há mais pontos em comum nos 3 partidos (PS, PCP e BE) actualmente do que havia no PSD e CDS de então.
Aproveitando aquela comparação com o futebol, em que Portugal ficaria de fora do euro porque as restantes equipas do grupo resolveram somar os pontos, eu diria que Costa me faz lembrar um jogador que devia ter levado o cartão vermelho por uma falta grave dentro da sua área e que além de não ter sido penalti, além de não ter sido expulso, na jogada a seguir marca um golo!!
Mas não é o único, o exemplo deste post, o Portas é um deles.
Coitado deste sujeitinho, se ele tivesse CONSCIÊNCIA dava para conversar NÃO TENDO coitadinhoooooooooooooooooooo……….. ………………………….
Mas ainda haverá quem liga ao que diz o irrevogavelmente revogável ?
São infelizmente sempre as mesmas caras. Competendes no exercicio de suas funções nunca foram teem duas mãos esquerdas para tudo o que fazem e nem inteligencia teem para repararem que cada vez menos Portugueses vão votar. Infelizmente em Portugal só existe divisão os partidos são como as equipas de fotebol cada torce pelo seu. Nas campanhas só sabem lavar roupa suja e nem apresentam programas de governação e soluções para os nossos problemas e do País, que foram criados pelos SR. Doutores ( da mula russa). Os burlões são perdoados e mandados para casa, os vigaristas vão para o governo com a benção dos seus partidos e assim vamos andando ano após ano. Realmente os Portugueses teem o que merecem pois nem para parar este circo teem Tomates.
De acordo com a observação. O Portas e seus acólitos sofrem de amnésia incurável e conveniente.
clarinho, tao clarinho quanto a logica atual do Costa : existe uma maioria de esquerda, vamos governar.
Isto se for mesmo o que pretende o Costa, é o que parece.
E todos somos esquecidos, mesmo quando o esquecimento nos prejudica a argumentaçao. O esquecimento, a espuma dos dias, sao naturais. o que nao é natural é o esquecimento dos jornalistas, pois deveria fazer parte do seu exercicio consultar as bases, o historico.
O Costa lembrou, e muito bem, aquele titulo do jornal em que o psd abria garrafas de champanhe quando o ps foi obrigado a chamar a troika.
Apesar de ter sido mais troika que a propria troika, mais ladrao, o coelho nao conseguiu empobrecer todo o portugal, estamos longe de competir com a china, e sem a desculpa da troika, nao sei como pode continuar a roubar, a empobrecer o pais e as pessoas.
E ate se regista esta coisa bestial : despedem-se uns, atirando-os para a miseria e o desemprego, para que outros possam, argumentam, continuar a ter emprego.
acrescento, tipo ultima hora.
Costa é burro. Explico. o pior bando de ladroes que assaltou os portugueses, o bando do coelho, explicou, em privado, ao costa, que o pais está mesmo mau, em pessimo estado, pelo que ele Costa vai espatifar-se. E com ele se espatifará a demais esquerda.
ou seja, e agora vou repetir-me : a coligaçao nao está preocupada com portugal, e sim com a sobrevivencia do PS.
Porque será que , até perlo tal de interesse nacional, a coligaçao nao apoia um governo minoritario do PS sozinho ?