
Bem se esforçam os nossos – malfadado possessivo – governantes por garantir que Portugal não corre o risco de se vir a implementar um saque semelhante ao que foi proposto para os cipriotas.
Não corremos esse risco? Essa agora! Mas alguém, no seu perfeito juízo, acredita em promessas deste tipo, por parte de um governante que nem desculpa pede pelos imensos erros cometidos e compromissos sucessivamente quebrados?!
Se o descaramento fosse premiado julgo que teríamos um merecidíssimo primeiro lugar no ranking europeu.
Por mim, já só peço que não façam previsões. Ou, se as fizerem, pelo menos tenham a compaixão de as não partilhar connosco. Por mera sanidade mental que devemos tentar manter. Ou para que não sejamos, de novo, achincalhados.

Macacos me mordam se não tenho pensado nisso neste últimos dias!… Instalou-se no miserável rectângulo um clima de terror e depressão nunca vistos. Estes senhores perderam de todo o respeito por eles próprios e principalmente por quem governam.
Morro de vergonha só de pensar que um ministro do meu país foi pela calada da noite dar o aval a um roubo endiondo. E que não hesitará de aplicar a receita cá, caso as suas folhas de excel voltem a falhar (não tarda nada).
As televisões são vomitivas, os jornais intragáveis.
Abençoada internet, não sei o teria sido (já) de nós sem ela.
“Se o descaramento fosse premiado julgo que teríamos um merecidíssimo primeiro lugar no ranking europeu.”
Helena: olhe que a concorrência é forte… não sei se obteríamos votos suficientes. Ao contrário do que sucede no Festival da Canção, acho que nem os espanhóis votavam em nós.
Mas votavam os alemães…
Acho que dispersavam o voto por nós, pelo gregos, pelos espanhóis e pelos italianos… E uns quantos ainda haviam de votar nos irlandeses por causa do descaramento da taxa de IRC de 12,5% e meia dúzia nos cipriotas por quererem manter o seu paraíso fiscal intacto.
Enquanto o governante estiver no governo e não houver uma declaração oficial em contrário do governo, o governante está a prosseguir uma política governamental que obriga a todos os outros membros do governo.
Helena, com todo o respeito, penso que está a pôr mal a questão: não é por este lamentavel episódio ter acontecido (que a mim, me pôs os cabelos em pé) que o ministro das finanças pode afirmar que os depósitos bancários dos portugueses estão mais ou menos garantidos hoje, do que estavam há uma semana.
A garantia dos 100 mil euros, e o rácio depósitos/empréstimos, são como sabemos uma ficção. Se houvesse uma corrida aos bancos, eu desconfio quem eram os primeiros a ser servidos, e não seriam de certeza os que têm menos de 100 mil euros.
De bancos falidos, já temos em Portugal a nossa conta: tivemos dois nos ultimos anos, e não temos um terceiro, a CGD, porque pelo menos desde 2006 que os governos todos os anos lá metem dinheiro ( dos nossos impostos) às carradas.
Quanto às previsões do Gaspar, ele tem-se enganado um bocadinho; andam por aí uns quantos a dizer que acertam nas previsões, mas é assim uma espécie de “totobola à segunda-feira”. Todas as instituições (UE, BCE, FMI, OCDE, BP, agências de rating, etc) fazem previsões, mas corrigem-nas trimestralmente. As do Gaspar são feitas em Novembro, para serem confirmadas, ou não, em Dezembro do ano seguinte.
Mas como se diz na minha terra: em casa onde não há pão…
Eu pessoalmente já comecei a levantar os meus parcos euros e aconselho a fazê-lo a todos pois vão ver que as coisas mudam logo.
Ataquem os bancos onde mais lhes doi!
Para terem um exemplo , em 2008 tentei comprar ouro (em barra) no banco e não havia , não que tivesse muitos euros mas apenas para assegurar algum infortunio que tenho a certeza irá acontecer.
Sra. Dra. Helena
Importa-se de referir, a titulo de exemplo, um dos tais “imensos erros cometidos e compromissos sucessivamente quebrados”?
Obrigado.
Não seria melhor pôr a questão ao contrário e pedir um compromisso mantido? Algo como aquele de que não haveria mais impostos?
Sra. Dra. Helena
Não me recordo de o MF em funções alguma vez ter prometido que “não haveria mais impostos” ou sequer que não haveria mais aumentos de impostos. De resto, qualquer MF teria muita dificuldade em fazer essa promessa, conhecendo a real situação financeira do País e as exigências em detalhe do “memorando de entendimento”. Poderia a Sra. Dra. fazer o esforço de procurar concretizar em que momento, ou em que orçamento, ou em que documento é que o MF fez essa tal promessa?
Mais uma vez obrigado.
Julgo que lhe seria muito útil tomar Fosforo Ferrero. Desde que o actual MF está em funções que os investigadores se esforçam por encontrar um medicamento que esbata a memória. Mas os resultados não têm sido brilhantes.
Só as previsões de VG se mantêm firmes e, claro, inalteradas!
Boa noite.
Esperava da Sra. Dra. uma resposta com mais elevação e que não se limitasse a refugiar-se em piadas de gosto duvidoso. E já agora também registo que, apesar de instada, não me conseguiu indicar um único exemplo dos tais “imensos compromissos” que o MF terá quebrado. Fica o registo.
Obrigado.
Não esperava de tão ‘ilustre’ senhora este tipo de argumentação:
1. Nao responde ao repto\questão lançado, nem apresenta nenhum argumento remotamente válido;
2. “haveria mais impostos” que eu saiba não houve aumento do numero de impostos mas sim do seu valor, esperava melhor Português / clareza técnica da senhora;
3. Espera mais elevação e educação da senhora.
Muito boa noite.
Boa boa Dr. Helena
E para o Francisco TOMA E EMBRULHA
Não percebi o que levou este comentador\a a escrever este comentário, terá sido uma celebração da falta de argumentos e de educação demonstrada na argumentação da Sra. Helena? Ou será um side-kick invertebrado da sra Helena a fazer de cheerleader?
De qualquer forma esperava mais elevação técnica e cívica neste forum. “toma e embrulha” parece-me linguagem de taberna, mas provavelmente o meu comentário será censurado e este foi publicado.
Calma gentes: segundo um documentário americano de “catástrofes possíveis”, a elevação do nível dos oceanos obrigaria a obras de engenharia tão gigantescas que nenhum bloco político e económico existente teria por si só capacidade de as executar o que obrigaria a humanidade a cooperar e implicaria também o pleno emprego. Um exemplo das obras necessárias naquela eventualidade seria um dique no estreito de Gibraltar. Coitadinho do Bangladesh.
P.S. Sendo hipotética a hipótese anterior poderemos sempre contar com a repetição de 1755 para resolver o nosso caso particular. Tendo um precedente parece mais provável. A mim até me parece mesmo a única possibilidade de os portugueses se focarem num objectivo comum durante uns tempos. Entretanto uns viram-se para as nanotecnologias e outros para a tão desejada marquise nova. Uns para a “esfregar na cara” dos espanhóis, (os mais finos na dos franceses), outros ainda na da “toleirona do 3º esq”.