O que é que a União Europeia já fez por nós?


eventhorizon,

(a propósito deste post do Pedro)

 

JERÓNIMO: Sugou-nos até ao tutano, a União Europeia. Tirou-nos tudo, e não só a nós, mas também aos nossos pais, e aos pais dos nossos pais.

CATARINA: E aos pais dos pais dos nossos pais.

JERÓNIMO: Sim.

CATARINA: E aos pais dos pais dos pais dos nossos pais.

JERÓNIMO: Pois, sim, certo, Catarina. Já percebemos. E o que é que a União Europeia nos deu em troca?

ANTÓNIO: O mercado comum?

JERÓNIMO: Hã?

ANTÓNIO: O mercado comum.

JERÓNIMO: Ah, sim, isso. Sim, deram-nos isso. É bem verdade, sim.

MILITANTE #3: E a livre circulação.

CATARINA: Pois é, a livre circulação. Lembras-te da maçada que era viajar para fora do país antes?

JERÓNIMO: Pronto, está bem, admito que o mercado comum e a livre circulação foram duas coisas que a União Europeia nos deu.

JOÃO: E o Euro.

JERÓNIMO: Bom, sim, o Euro é óbvio. Quer dizer, nem é preciso falar nisso, não é? Mas tirando o mercado comum, a livre circulação, e o Euro…

MILITANTE #1: Mais turistas.

ANTÓNIO: Mais investimento.

MILITANTES: Sem dúvida, sem dúvida.

MILITANTE #2: O Programa Erasmus.

MILITANTES: Ah…

JERÓNIMO: Está bem, está bem, já percebi.

MILITANTE #1: E os fundos europeus.

MILITANTES: Ah, pois, os fundos…

JOÃO: Ora aí está uma coisa de que iríamos mesmo sentir falta se a União Europeia acabasse, Reg. Os fundos.

MILITANTE #1: Acesso à justiça comunitária.

CATARINA: E desde que estamos na União Europeia temos mais disciplina nas contas públicas, Reg.

JOÃO: Eles bem tentam que sejamos mais disciplinados nas finanças. Convenhamos que num país destes se não fosse por eles lá em Bruxelas também não nos iríamos maçar muito com isso.

MILITANTES: Eh eh eh eh eh.

JERÓNIMO: Muito bem, mas para além do mercado comum, da livre circulação, do Euro, dos turistas, do investimento, do Programa Erasmus, dos fundos europeus, do acesso à justiça comunitária e do rigor orçamental, o que é que a União Europeia alguma vez fez por nós?

ANTÓNIO: Trouxe paz para a Europa?

JERÓNIMO: Paz para a Europa? Bardamerda para isso!

 

0 comentários em “O que é que a União Europeia já fez por nós?”

  1. Os nazis portugueses, tal como os nazis alemães (e outros), NÃO TÊM EMENDA: não passam sem andar por aí a negar o Direito à Sobrevivência de outros.
    [nota: nazi não é ser alto e louro, blá, blá, blá… mas sim, a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros]
    Ora, como a sobrevivência de Identidades Autóctones prejudica os interesses económicos:
    – no passado foi usada a teoria duma espécie de ‘nova brasilidade’ para negar o Direito à Sobrevivência de autóctones da América do Sul;
    – no presente usam a teoria duma espécie de ‘nova portugalidade’ para negar o Direito à Sobrevivência de autóctones europeus.
    .
    Os nazis alemães proclamam que defender a existência de outros… deve ser considerado um crime de ódio: o estatuto dos «donos disto tudo» (salvadores da demografia) não pode ser posto em causa.
    [as reacções ao discurso de Donald Trump vieram realçar algo que já se sabia: o pessoal com uma elevada taxa de natalidade é altamente amigo… desde que… não seja posta em causa a sua condição de «DONOS DISTO TUDO»]
    .
    .
    NOTA: em vez de andar a chatear SEPARATISTAS-50-50 o bandalho europeu deve é ir fazer périplos… tal como o primeiro ministro de Portugal, António Costa, faz.
    —» como uma sociedade sustentável (economicamente e demograficamente) é uma coisa muito trabalhosa, o bandalho europeu prefere fazer périplos apelando à naturalização de jovens oriundos de povos com uma boa ‘produção’ demográfica.
    Obs: o bandalho europeu é fácil de identificar -» como a sociedade nativa não é sustentável (média de 2.1 filhos por mulher), ao mesmo tempo que critica a repressão dos Direitos das mulheres, em simultâneo, para cúmulo, o bandalho europeu bajula a ‘boa produção’ demográfica daqueles que tratam as mulheres como úteros ambulantes – ex: islâmicos.
    .
    .
    .
    .
    Anexo:
    Há que mobilizar aqueles nativos que se interessam pela sobrevivência da sua Identidade para o Separatismo-50-50.
    Leia-se:
    – Todos Diferentes, Todos Iguais… ou seja, todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta.
    [nota: Inclusive as de rendimento demográfico mais baixo… Inclusive as economicamente menos rentáveis…]
    Dito de outra maneira: os ‘globalization-lovers’, UE-lovers e afins, que fiquem na sua… desde que respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa.
    Explicando melhor:
    – Democracia sim; todavia, a minoria de autóctones que se interessa pela sobrevivência da sua Identidade… tem de dizer NÃO ao nazismo-democrático, leia-se: é preciso dizer não àqueles que pretendem democraticamente determinar o Direito (ou não) à Sobrevivência de outros.
    —» ver blog http://separatismo–50–50.blogspot.com/.
    .
    Nota: é necessário um activismo global!!!
    -» Imagine-se manifestações (pró-Direito à Sobrevivência) na Europa, na América do Norte (Índios nativos), na América do Sul (Índios da Amazónia), na Ásia (Tibetanos), na Austrália (Aborígenes), ETC… manifestações essas envolvendo, lado a lado, participantes dos diversos continentes do planeta… tais manifestações teriam um impacto global muito forte.

  2. Meu caro, o mercado comum é um neologismo para colonialismo económico, em que os grandes prevalecem e os pequenos comem as sobras que caiem da mesa. Já agora o que é isso de mercado comum sem igualdade fiscal entre países? Outro Vasconcelos

  3. E faltam dizer que sob o termo “fundos europeus” se acotovelam coisas comezinhas como auto-estradas, portos e aeroportos, infraestruturas de energia e telecomunicações, reconversão da agricultura de subsistência, requalificações urbanas e recuperação de património histórico. E muito carro, piscina e tacho (ou, dito de outro modo, “putas e vinho verde”). Tudo pago pelos “calvinistas”.

    1. O filme tem tantos momentos memoráveis. Este nem é o meu preferido.

      (acho que nunca vou encontrar em comédia uma cena que me faça rir tanto como a do “Bigus Dickus”)

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