… Adolfo, é, por coincidência, uma biografia também. E devo dizer que não foi a clássica imprecação feita título, depois de arremessada pelo biografado em modo de resposta final na entrevista à Revista Ler, em 1995, que me fez poisar por uns dias o Nemésio com que me tenho andado a entreter. Foi um excerto do Diário de 1982 citado na dobra da capa, no qual Luiz Pacheco, escritor, crítico, polemista, malandrista e outras coisas mais, evoca o período de ‘vida louca de Massamá‘, o qual inclui certa peregrinação em pijama e casaco até Lisboa, a 25 de Abril de 1974.

[Foto: JL, in JRF]
Porque enfim, como pode uma moderadamente pacata mactamense viver sem perceber em que consistiu a vida louca de um dos seus mais ilustres vizinhos? Não pode: a solução é fruir da resposta serzida, entre outras, pelo autor que em tempos também brincou aos blogues, de seu nome João Pedro George. Pelo que já li – e ainda estou a chegar a meio – a obra tem disto e muito mais, em modo vivo e limpo de dizer.
[Nota: Ficaram curiosos? A Tinta-da-China disponibiliza algumas páginas para degustação.]
Mas então e tu, Ana Lima, o que andas por estes dias a ler? Conta, conta!
