O quadro de honra


fiodeprumo,

A ALUMNI, Associação dos Antigos Alunos de Económicas, comemorou ontem o centésimo primeiro ano da criação do ensino desta disciplina, tendo resolvido inaugurar um “quadro de honra” dos seus alunos mais brilhantes.

Fui uma excelente estudante e, por isso, tive a distinção de ser convidada para participar da cerimónia. Aceitei e em boa hora o fiz.

Confesso, sem qualquer ponta de humildade, que me soube muito bem ver o meu nome entre os melhores. E eu, que não sou passadista, comovi-me ao ver desfilar, em projecção, nomes e retratos de pessoas que me marcaram profundamente.

Apraz-me salientar Etelvina Torroaes Valente, a minha primeira chefe no meu debute no mundo laboral, à qual estarei, para sempre, muito grata. 

Depois, os Professores Bento Murteira, Luis Teixeira Pinto, Jacinto Nunes, Silva Lopes, Bento Jesus Caraça, Sedas Nunes e tantos outros que me deixaram a sua forte marca.

O ISCEF – Instituto Superior de Ciencias Económicas e Financeiras – fez de mim alguém que sabe pensar e que ainda tem prazer em estudar. Parece pouco, mas afinal é quase tudo!

11 comentários em “O quadro de honra”

  1. Vou atrever-me a comentar. Mas com algum receio, confesso.
    Gostei tanto daquela parte do “sem qualquer ponta de humildade, que me soube muito bem ver o meu nome entre os melhores”.
    É que estou tão cansada de falsas modéstias. Dum país cheiro de gente toda ela muito humilde. Às vezes não se aguenta!

  2. Para quem não visita o seu outro blogue “Fio de Prumo”…

    Cara, Dra Helena, escrevi-lhe ontem uma comentário a este post mas não tenho a certeza de ter chegado, já que a minha conta google estava desactivada sem eu ter dado por isso.

    Enfim, resumindo a mensagem de ontem, queria apenas dizer-lhe que concordo inteiramente com a D.ª Sandrine: também gosto de pessoas simples sem, contudo, serem simplórias. Pessoas grandes, assim: como a senhora. E é por isso, que um dia, quando chegar a hora do balanço, entre a restrita mas forte lista de pessoas que me inspiram constará o nome HELENA SACADURA CABRAL (conhece??) é uma senhora fantástica e uma pessoa com quem temos muito a aprender: pela idoneidade, pela frontalidade, pela auto-confiança e pela coragem de assumir o valor que tem, sem falsas modéstias (e talvez seja o ponto onde devemos focar a nossa atenção já que o povo Português, agarrado ao Fado e à Sina, se lança para o precipício da falsa modéstia e acaba por não assumir o valor que tem, acabando inconscientemente por assumir complexos de inferioridade e a ideia de que nunca chegaremos a lado nenhum – fosse o Vasco da Gama assim e ainda não teríamos chegado à Índia) mas a Senhora mostra-nos que são possíveis voos mais altos (pode ser que seja de família 😉 , a senhora faz ver a muitos jovens que com determinação alcançaremos os que ambicionamos.

    Chegou então a hora de dizer Obrigada (e por isso insisti no envio do comentário) porque não queria perder a oportunidade de lhe agradecer.

    Agradecer por ser a pessoa que é, uma pessoa vertical, fiel a valores, obrigada por me mostrar que é possível ultrapassar todos os obstáculos, obrigada por esse sorriso contagiante, que até já me arrancou alguns risos, obrigada por esse brilhito nos olhos (brilho que só tem quem gosta de viver) e já agora obrigada por este blogue onde nos vai esclarecendo acerca da sociedade e onde nos faz pensar.

    Obrigada, por tudo isto.
    Um grande abraço

    Vânia Batista

    1. Ó Vânia, agora sou eu que fico desarmada. Eu não sou. Eu tento ser.
      Mas quando penso na gente a quem tanto devo, que se cruzou comigo e deixou semente, aí sim, sinto algo de parecido com aquilo que de mim diz.
      Bem haja!

  3. Não há nada de mais sincero, genuíno e comovente do que o reconhecimento aos que tiveram a paciência e o génio de nos ensinarem alguma coisa de útil. Mais ainda quando se tem o seu estatuto e a sua classe.

    Como eu a compreendo. Mesmo sem precisar de olhar à minha volta.

  4. Aquele Outono de 1963.

    Como recordo aquele mês de Setembro , em que saído do
    Instituto Comercial de Lisboa , fiz o meu exame de admissão ao ISCEF .
    A minha prova oral com com o Sr. Dr. Hugo de Jesus , com a presença de alguns distintos Professores e, em cerca de uma hora, lá arrebatei os 17 valores que tanto ambicionava!
    Depois veio o deserto, não suportei a transição para o Ensino Superior nem o espectro da Guerra Colonial.
    E lá fui para Moçambique . O Curso por concluir , mas um conhecimento humano vasto do meio estudantil e, felizmente da convivência com algumas das mais ilustres figuras do nosso Portugal.

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