Debate Paulo Rangel- Pedro Passos Coelho
1. Se hoje o PS de José Sócrates está no Governo, isso deve-se em boa parte à incompetência do PSD de Manuela Ferreira Leite, de cuja direcção Paulo Rangel fez parte. Pedro Passos Coelho deixou isto claro no debate desta noite na SIC Notícias – o primeiro frente-a-frente televisivo entre os candidatos à liderança social-democrata.
Rangel fez questão de acentuar que não exerceu efectivas responsabilidades directivas no partido entre Junho de 2009, quando o PSD venceu as europeias, e Setembro, quando o partido laranja foi derrotado nas legislativas. Mas perdeu a oportunidade de se demarcar, neste debate, da decisão de excluir Passos Coelho das listas eleitorais – uma manifestação de ‘asfixia democrática’ da direcção social-democrata que logo se virou contra o partido.
2. O eurodeputado mostrou-se mais nervoso e muito mais à defensiva neste confronto em que Passos Coelho esteve francamente melhor na abordagem das questões económicas, que tanto preocupam os portugueses. E foi incapaz de rebater o argumento central do seu antagonista sobre o Orçamento de Estado, já aprovado graças à abstenção do PSD (e do CDS).
"O PSD viabilizou o Orçamento para 2010 sem forçar o PS a suspender os grandes projectos de obras públicas. (…) Esta é a primeira vez que se faz um Programa de Estabilidade e Crescimento num tempo diferente do Orçamento", criticou Passos Coelho. Rangel, remetido à defesa, não deu nenhuma justificação satisfatória.
Foi igualmente incapaz de rebater outro argumento central de Passos: é inútil encher a boca com a palavra "ruptura", pois as grandes mudanças na sociedade portuguesa envolveram sempre o entendimento entre os dois maiores partidos. Foi assim em 1982, quando a revisão constitucional eliminou a tutela do Conselho da Revolução sobre as instituições políticas, e também em 1989, quando outra revisão da lei fundamental pôs fim ao primado da economia pública em Portugal.
3. Rangel, procurando legitimar-se, invocou os exemplos de Francisco Sá Carneiro – fundador do partido – e Aníbal Cavaco Silva para justificar os seus contínuos apelos à "ruptura". Mas em nenhum momento como este foi tão visível a discrepância entre o candidato que milita há três décadas no partido e aquele que só assinou a ficha de inscrição há quatro anos, após um percurso algo enigmático pelo PP de Manuel Monteiro.
Rangel: "Se lermos o discurso de Cavaco Silva no congresso da Figueira da Foz…"
Passos: "Paulo, eu estive lá. Eu ouvi-o."
4. Em democracia, a melhor ruptura obtém-se pelo voto. Nenhum militante antigo ou recente, diga Paulo Rangel o que disser, imagina Sá Carneiro ou Cavaco a perder uma eleição contra Sócrates como sucedeu ao PSD de Manuela Ferreira Leite. Os seus herdeiros políticos terão de responder por isso nesta campanha interna. E Rangel é um herdeiro político de Ferreira Leite, o que talvez explique a incomodidade que revelou neste debate.



Ao assistir ao debate dei por mim a pensar várias vezes se o principal partido da oposição (um partido que em tempos atraía muitos dos mais competentes e capazes da sociedade portuguesa), neste momento tão importante e delicado para o país apenas tem isto para nos oferecer? Muito pouco e muito pobre para a complexidade dos desafios que o país enfrenta. O país espera mais do PSD. Para quando a mudança e a ruptura no PSD?
Atenção: ainda pode haver mais candidaturas. Uma, pelo menos. Nunca se sabe.
O Marcelito? hum…não acredito ele tem vontade é de ser presidente…
Imagine, se ele pode ser Deus porque se vai candidatar a Anjo?
Ou Rui Rio – quem sabe?
Como é possível a alguém minimamente inteligente e com dois dedos de testa dizer que Passos Coelho, em cuja cabeça não se vislumba o resquício de uma ideia, venceu o debate com Paulo Rangel?
Como é possível achar que o vazio e a inconsistência ganharam a uma visão segura e consistente dos problemas do País e à melhor forma de os resolver?
A cegueira mental, não haja dúvidas, é bem pior que a cegueira física.
Dou-lhe os parabéns. V. acaba de descobrir a receita infalível para ganhar eleições: basta considerar que quem não pensa da mesma maneira padece de “vazio”, de “inconsistência” e de uma irremediável “cegueira mental’.
Chama-se a isto “discutir ideias” para uma certa facção do PSD…
Agora só falta pôr em prática esta fantástica receita. Veja lá se com ela não obtém o belíssimo resultado que conseguiu a 27 de Setembro de 2009.
Então vamos á parvoíce de andar a jogar ás ideias em vez de limpar a bagunça.
Quem diz que reforçar um partido com ideias firmes e pouco ambíguas , passíveis de colocar certos personagens que não interessem em certa altura longe dos cargos em que são necessários é como que retirar o guarda do banco na hora que se quer assaltá-lo, (mas leia-se que quem quer prevenir coisas destas não tem ideias para solucionar a crise).
Tem sim ideias que futuramente segurariam uma instituição cuja finalidade sempre foi (ou deveria ser ) defender os interesses dos cidadãos, afinal onde está a cegueira? está nos idiotas? ou em quem quer segurar as cordas e almejar um estado mais justo … com poucas ideias , dizem eles, mas com mãos firmes e confiáveis…..
…. ou seja as suficientes ….
é certo que quem desempenha certos cargos tem de combater e por isso mesmo passa a ser alvo de certos lobys cujo objectivo é manter o monopólio dos seus interesses …. mas Passos Coelho é gato escaldado …. e dos resistentes ,,, tenho pura convicção que quem não o quer para presidente do PSD , ou é cego mental, (aproveitando a expressão) ou não tem interesse nisso…
OLHEM COM OLHOS DE VER
Permitam-me transcrever aqui a opinião que tenho do debate e escrevi no meu blogue:
Olhando ao padrão dos debates em Portugal, Pedro Passos Coelho (PPC) esteve melhor do que Paulo Rangel (PR). Apenas e só porque conseguiu, a espaços, jogar mais baixo. Como que, num pontapé de canto, dar aquelas cotoveladas no estômago do adversário sem que o árbitro veja.
Os seus apoiantes dirão que PPC foi astuto e inteligente, aproveitando os pontos fracos de PR, ao lançar aquelas farpas do “sou militante há 30 anos“, “eu não li livros, estive lá“, etc. Para mim isso não passa de jogo baixo. Quem tem um programa credível não precisa destes remoques para ganhar terreno.
Além de que PPC repetiu várias vezes que “esteve lá” com Cavaco e Sá Carneiro, mas disse que estes não romperam, ao invés, geraram consensos. PPC demonstra assim que, se esteve lá, estava desatento. E PR apesar de estar no PSD há menos tempo, sabe mais da sua história. Sá Carneiro e Cavaco romperam e forte com o partido e com o país.
Lembre-se que Sá Carneiro rompeu até com o seu partido abandonando-o temporariamente, para depois voltar em grande e chegar a 1º ministro. Cavaco também rompeu com o PSD de Balsemão, para depois ser aclamado presidente e chegar a 1º ministro. Como chefes do Governo romperam com a história recente (dessa altura) do país e viraram Portugal para o futuro.
Para já não sou apoiante de PR (quero ver equipas e programas antes de decidir o voto) e não quero comparar a ruptura de PR à ruptura de Sá Carneiro ou Cavaco. Mas o facto é que PR tem razão ao dizer que o PSD venceu quando rompeu com o establishment.
Quanto ao debate de ideias pouco há para dizer. A certa altura PPC e PR tentaram, e bem, direccionar o debate para aí. PPC puxou para a economia (tema que lhe é favorável) e PR para a educação (na qual se sente à vontade), mas depressa a fraca e gótica (toda de preto com aquele crucifixo?!) Ana Lourenço desviou para confronto pessoal, porque é o que dá audiências em Portugal.
Ó Luís, dizer que se é militante do PSD há 30 anos é “jogo baixo”? Então como classifica alguém que diz não se lembrar se foi militante do CDS?
Discordo profundamente de si. Aliás, nunca vi ninguém considerar “fraca” e muito menos “gótica” a bonita e competente Ana Lourenço.
Caro Pedro,
Dizer que se é militante do PSD há 30 anos não é “jogo baixo”. Jogo baixo é achar-se mais competente e capaz por isso. Ou o Pedro também acha bem que alguém se julgue superior ao próximo só porque tem dinheiro, ou só porque tem um curso superior?
Ana Lourenço, desde aquela célebre entrevista a José Sócrates, nunca mais deveria moderar nenhum debate político. Ela é simpatica e bonita, mas não confundamos isso com capacidade e competência. É boa pivô, mas fraca entrevistadora ou moderadora. Não vem mal por isso ao mundo.
Quanto à Gótica, percebe bem que foi uma piada. Ou melhor, um reparo à forma como uma jornalista se vestiu num programa daquele tipo. Gostos…
Muito embora seja da opinião de que Pedro Passos Coelho cilindrou Paulo Rangel, também concordo com a apreciação feita à jornalista: Incompetente e sem a noção daquilo que é dirigir o diálogo entre duas pessoas inteligentes. De resto, é visível que o edifício artificialmente construído de Rangel ruiu como um castelo de cartas…
Caro Luís Melo,
Eu não estive lá e também confesso que não tenho preferências por nenhum dos 3 candidatos. Mas não posso deixar de dizer que o que aconteceu, por exemplo com Sá Carneiro, foram as duas coisas, RUPTURA e CONSENSO. Ninguém ganha o partido e muito menos eleições sem gerar consenso. Portanto, isso não passa de um jogo de palavras. Cada um interpreta-as como quiser.
Abraços.
Caro P.Cordeiro,
As rupturas de que falo foram, 1º rupturas internas e depois foram rupturas c/ as políticas públicas addoptadas na altura. O que se pretende é romper/mudar as políticas actuais do PS.
Sá Carneiro e Cavaco romperam c/ as direcções PSD à época por não concordarem. Assumiram diferenças e não foram obedientes (O PSD não é o PCP). O tempo deu-lhes razão, e por isso ascenderam a presidentes do partido.
A partir daí conseguiram convencer todos (ou a maioria) dos militantes e dos portugueses dos seus programas, das suas ideias, geraram portanto consensos. Naturalmente.
A ruptura de que Rangel fala é – para mim – com as políticas de Sócrates, e não com alguém dentro do PSD, seja quem for.
Temos de ser rigorosos e verdadeiros no que escrevemos, não é verdade que Cavaco tenha rompido com Balsemão. O VIII governo presidido por Pinto Balsemão durou de 04.09.1981 a 09.09.1983. Este governo é substituído pelo o do Bloco Central, onde as principais figuras do PSD são Prof Dr Carlos Mota Pinto (Vice 1º ministro e ministro da Defesa) e o Dr Rui Machete (Vice 1º ministro). O PSD teve como presidente neste período o Dr Nuno9 Rodrigues dos Santos e posteriormente o Prof Dr Carlos Mota Pinto. E este militante que assistiu e viveu este período, viu mais conversa que programa político para o país. Os bons resultados devem-se a:
– excelente trabalho nas Finanças no IX Governo do Prof Ernâni Lopes, o homem que realmente salvou o país, impondo uma disciplina aos dois partidos e aos seus líderes.
– O fenómeno PRD criado pelo general Ramalho Enes, que permitiu partir e dividir o PS.
– A entrada na Comunidade Europeia e a entrada dos fundos estruturais
– um bom primeiro mandato do Prof Cavaco Silva.
Caro CFB,
O senhor diz “não é verdade que Cavaco tenha rompido com Balsemão”.
Esta afirmação, demonstra que não sabe do que fala e portanto nem sequer vou comentar o resto.
este luis melo e ca um convencido esta resposta e a prova que quem discorda do luis melo nem merece resposta pois e um ser superior iluminado grande p faxista.
Não caro anónimo ricardo. Simplesmente eu sei o que se passou. Tenho contacto directo com as pessoas em causa e sei como se passou. Portanto não vou perder tempo com quem veio, do topo da sua sabedoria, dizer algo que não corresponde à verdade. Ponto. Chame-me o que quiser. É para o lado que durmo melhor.
Parabéns!
Faço jus à análise, um excelente comentário …
Boa tarde caro Pedro,
A vida não tem sido fácil e tempo para ler os amigos não tenho tido,mas hoje tinha de o ler porque não vi o debate.Como tal e se me permite deixo aqui cópia que fiz no Vila Forte sobre este tema.
Grande abraço
“Não vi o debate,conto ver na net quando puder,mas como tive que me levantar ás 5 da manhã fui ouvindo várias pessoas, já li outras e a conclusão tem sido unânime: Pedro Passos Coelho mostrou-se mais preparado para ser líder,enquanto Paulo Rangel para romper sem mostar que tem competências para liderar o partido e o país.
Como já sabem o meu apoio , caso votasse, seria para Aguiar Branco, porque lhe reconheço caracteristicas de líder(quem quiser que vá ao histórico do VF e leia sobre o que já escrevi sobre liderança e líderes) e de estadista, mas como penso que parte do partidoestá na onda do barulho e do “efe erre á” esta noticia, http://www.ionline.pt/conteudo/49334-pa ssos-coelho-comeca-demolidor-na-corrida-l ider , deixa-me triste porque Aguiar Branco não terá hipótese,mas por outro vejo que PPC ganha o congresso, logo as directas e isso é melhor que termos alguém que tendo algum poder já mostrou algum do seu carácter…
Vejo com agrado qque pessoas que prezo e que SEMPRE foram social-democratas saibam distinguir estratégia com táctica,que não embarcam em ondas e que não têm medo de escrever Paulo Rangel, nunca!
Mas como é óbvio a minha opinião vale o que vale e para a maioria vale zero, mas o meu voto nas legislativas vale tanto como o de qualquer português.”
“Pedro Passos Coelho mostrou-se mais preparado para ser líder (…)”.
Eis o “wishfull thinking” em todo o seu esplendor.
E isto é não tendo visto… O que não seria se tivesse…
Ora, bolas!
Meu caro, tem razão faltaram as aspas, para que percebesse que recorri a opinião alheia sobre o debate que não vi.
obrigado
Gosto de o ver por cá novamente, meu caro Pedro. Espero que tenha mais disponibilidade daqui para a frente.
Um grande abraço.
Boa Tarde.
Concordo com a maioria do que foi escrito. Só me entristecem as frases do tipo “gente que SEMPRE foi Social Democrata…”. Isto porquê? Porque tal como disse Winston Churchill “Fanático é o sujeito que não muda de ideia e não pode mudar de assunto”. Ou seja, uma pessoa não tem que pertencer toda a vida a um partido só porque foi o primeiro a que se associou, por exemplo desde os tempos de escola. Isso são os clubes de futebol. Aqui tratam-se de ideias políticas que o tempo se encarrega de nos demonstrar, ou não, se até um determinado período da nossa vida fomos mais ou menos exigentes com determinados vectores políticos.
Meus amigos, cada vez mais a política é feita de e por pessoas e não de dogmas. E quanto a mim não são compatíveis com testas de ferro nem cães de fila.
Abraços.
Assumo que tenho muitas dificulade em aceitar que alguém que não se lembra que foi militante de um partido(deve ter sido por amor que interesse não tinha nenhum…), só porque foi um razoável orador como líder parlamentar e porque ajudou o PSD a ganhar umas eleições, para mim e muitos quem perdeu foi o PS e Sócrates pela conjuntura e pelo cabeça de lista escolhido, venha agora armado em salvador da pátria e falar em rupturas. O que o Partido precisa é de um líder e não de um radical de direita.
Como diz e bem António Capucho, há quem, demasiados, no PSD, não ligue quando se diz que o PSD é de direita, mas eu sim.
Por fim, dizer para conhecer o crácter de alguém basta dar-lhe poder, com o pouco que tem e ao que aspira já vimos todos o carácter de Paulo Rangel.
Mas sei que no PSD há quem vá votar em Rangel, para que ele “morda” em voz alta os calcanhares de Sócrates para provocar eleições anticipadas e ao mesmo tempo lhe seja, ao PR, “preparada a cama” para que novo líder assuma os comandos do PSD, daí eu falar em estratégia e táctica.
Mas isto sou eu a “escrever” alto….
Paulo Rangel já veio dizer que se encontra “à direita do PSD”. Creio, sinceramente, que desta vez está no partido errado. Há uns dez anos estava no partido certo. À direita do PSD.
Nem deveria ser preciso dizer mais nada, mas há quem teime em não compreender.É da vida!
Este post está em destaque na Homepage do SAPO.
Obrigado, Jonas. Uma vez mais.
Hipótese…. Como ultimamente o PSD aceita todas as ideias do BE , porque não escolher para líder o Francisco Loucã
Mais vale um pássaro na mão que dois a voar!
«Todas as ideias» é a comissão de inquérito no Parlamento?
«Mais vale um pássaro na mão que dois a voar» não é confundir o BCP com o PSD e o Francisco Louçã com o Jorge Gabriel?
Excelente ideia, a do BE, quanto à comissão parlamentar de inquérito. Esta é uma das mais nobres missões da instituição parlamentar: as audições na Comissão de Ética é que não servem para nada.
Se as propostas do partido X ou Y forem boas, porque não hão-de ser subscritas por outros partidos?
Será que é desta vez que irá sair um Coelho da cartola?
Espero que nestes debates não apertem muito o Rangel, senão ele volta a fazer queixinhas na CE.
É preciso, de facto, algum cuidado com ele, não vá voltar a usar a eurocâmara, em Estrasburgo, para clamar contra a “asfixia”.
Ao assistir ao debate de ontem com os três tubarões do PSD veio-me á lembrança aquelas figuras que constituiam a parceria ” OS TRÊS DA VIDA AIRADA”, Cocó, Reineta e Facada. Mal vai o Partido que não encontra melhor que aquilo!
Não assistimos certamente ao mesmo debate. Aquele a que eu assisti não tinha três intervenientes, mas dois – nenhum deles confundível com um tubarão. Além disso, que eu saiba, Ana Lourenço não concorre à liderança do PSD.
Bem!
Não percebo porque os candidatos, não apresentam nestes debates ideias para melhorar a situação!
Nota:
Força, o PS tem um programa de governo, não vai poder aproveitar-se!
Acho que o novo líder ainda vai sair em “Branco”.
José Pedro Aguiar Branco não me parece ter condições para liderar o PSD. Como é que este partido conseguiria ganhar eleições com votos em Branco?
Concordo em branco andamos todos!
Presentemente o país só tem 4 problemas.
1- Quem é o dito do PSD.
2- Se o PM sabia ou não do negócio da TVI, antes de ser posta em hasta pública.
3- Se M. Guedes vai trabalhar para Espanha
4- Se o polícia de serviço em S. José, disse ou não, ao pessoal para sair da do local de passagem das ambulâncias.
Graças a Deus o Carvalho da Silva não estava lá!
– Na Madeira já está tudo resolvido, vamos voltar a construir junto às ribeiras.
Pedro Passos Coelho deixou claro que se o PS de José Sócrates está no Governo, isso se devia em boa parte à incompetência do PSD de Manuela Ferreira Leite, de cuja direcção Paulo Rangel fez parte. Pessoalmente penso que não teve a ver apenas com a incompetência de Manuela Ferreira Leite mas com a incompetência interna de uns quantos que, desde a derrota, sempre criticaram, tomaram posições a favor de Sócrates e contra MFL . Pareciam meninos ressabiados e assim continuarão se a derrota mais uma vez lhes for aplicada.
Se eu fosse da liderança de MFL teria aplaudido ao afastamento dessas pessoas de todas as listas. Se assim têm “cuspido” veneno, imagine-se deixá-los à solta. Quando não concordamos, não deixamos de fazer críticas, mas estas devem ser construtivas e ter alguma alternativa válida. Não foi o caso, não é o caso se se ler com atenção o livro que anda por aí “Mudar”.
O problema não está na MFL , pessoalmente até acho que é a melhorzinha deles todos.
O problema do PSD é serem muitos a querer dar nas vistas, e não terem respeito por nenhum dos últimos leaders.
Já agora é bom não esquecer que o P. Rangel foi militante do CDS.
Penso que a situação não é fácil de resolver!
Tem que ser alguém que tenha coragem como diz, para arrumar a casa e até a dispensa.
Cumprimentos.
Nunca fui militante do PSD, nem de nenhuma outra força partidária. No entanto sempre fui uma pessoa que revê nos ideais sociais democratas.
Estou neste momento a pensar seriamente filiar-me no PSD, com uma condição: Paulo Rangel ser o líder. É de facto o único candidato à altura deste partido e à altura dos desígnios da governação. Não tem vícios antigos, como os de Passos Coelho, em que nomeadamente os mais jovens se reverão. A imagem de juventude ser-lhe-á sempre associada. E mais, quando Passos Coelho perdeu as últimas eleições para a liderança do partido, em vez de unir esforços e mostrar-se grande de nobreza e carácter , fez exactamente o contrário fomentando a conhecida guerrilha interna que há muito assola o PSD.
Aguiar Branco, só terá o apoios dos senhores barões, muitos deles do norte, (do qual sou natural e habitante). É demasiado colarinho branco, para os problemas que realmente afectam este país. Será visto como mais do mesmo…
Paulo Rangel parece-me diferente… inteligentíssimo, motivado e motivante, confiante e de confiar. Está no partido há pouco tempo dirão. Para mim isso é uma vantagem, e que vantagem.
A minha possível filiação vale o que vale, mas acredito, e digo-o também porque padeço da maior maleita deste país (desemprego), em Paulo Castro Rangel.
Já li atentamente o livro “mudar” de PPC ) e diria que os militantes atentos e preocupados com a situação no pais o deveriam ler.
Passos Coelho disse e muito bem que era militante há 30 anos e esteve lá, nos momentos que se falam aqui, mesmo assim ainda há quem questione a sua experiência politica!
Paulo Rangel ganhou umas eleições europeias nacionais com todo o mérito pelo voto do protesto e porque o candidato do PS escolhido por Sócrates deixa muito a desejar… (Recordem-se da subida do BE nestas europeias) e também pela forma como cativou os estudantes universitários pelas medidas do ERASMOS para o primeiro emprego apresentadas pelo PSD. Mas não nos podemos esquecer que tanto um como outro deram um bom contributo ao Partido e ao pais.
Depois das directas os dois devem-se preocupar em assentar a verdadeira Democracia e melhorar o pais independentemente dos resultados.
Depois de ler o Livro “MUDAR” não tenho duvidas em relação ao meu voto nas próximas directas penso que é mesmo isso que todos precisamos.
Até que enfim apareceu um politico no PSD com espírito de liderança, que traz soluções, que apresenta propostas e ideias lúcidas do meu ponto de vista, não olha para o Bota-Abaixo ” acredita e tem confiança e quer! sobretudo PPC ) sabe o quer implementar em portugal e felizmente voltou-me a trazer vontade e motivação para trabalhar Autárquica mente contra uma maioria comunista de há 30 anos…
Bruno Seixo, Poceirão
03 Março de 2010
Não há economia
Não há justiça
Não há trabalho
Não há obrigações, só regalias, para quem não trabalha e recebe dinheiro do estado
Mais comentários para quê?
realmente a política é um mal necessário, e dificilmente alguém que não domine a arte de jogar com as palavras, ganha. infelizmente é assim !
uma coisa que me chocou em Rangel, foi o facto de ter insistido, que P Coelho, esteve ao “lado” do Governo na Questão da Madeira. este é outro grande problema da nossa politica! A oposição tem que estar sempre contra o Governo. Que pensamento mais limitado. temos todos que ir mudando, pois o governo não é mais do que o reflexo da nossa sociedade.
Todos nós socialistas sabemos que Paulo Rangel não ganhou nada. Fomos nós socialistas que quisemos que o PS perdesse essas eleições para manifestar o nosso desagrado. Se o candidato do PSD fôsse outro qualquer, teria ganho. Paulo rangel é um miúdo mimado e não será nunca um grande político e muito menos um bom dirigente político para Portugal. Só quem não percebe nada de liderança poderá ver nele qualidades para um eventual cargo. Pobre PSD.
Essa de os socialistas terem perdido de propósito soa a história da carochinha, meu caro.
Oh Pedro Correia, esse argumento de alguém ter pertencido à direcção do PSD, no passado, para o tornar incompetente na liderança, no futuro, é a coisa mais anormal que já ouvi em termos políticos e partidários.
Vc devia era estar preocupado com a utilização dos argumentos de sócrates contra o PSD, por parte de um dos concorrentes. Isso sim, sempre foi sinal de incapacidade e de inadequação.
Ter pretencido a qq direcção do PSD no passado (até da do Emídio Guerreiro) só pode ser um orgulho e uma referência positiva.
Rangel pertenceu à direcção que foi copiosamente derrotada nas legislativas de Setembro. Isso para si é uma boa carta de recomendação?
É um orgulho e uma honra pertencer ou ter pertencido a qualquer direcção do PSD. Foram todas democraticamente eleitas pelos seus militantes e só isso basta para se ter esse orgulho. Como não entende isto Pedro??
Além disso Rangel ganhou brilhantemente eleições nacionais, de que ele e nós tb nos devemos orgulhar. Sim, foi essa direcção que o Pedro parece querer criticar, que indicou Rangel para cabeça de lista, foi um erro? Ganhar é um erro?
Muitas direcções e lideres do PSD terão errado no passado, aqui ou ali, mas estou convicto que foram as que menos erraram e as que melhor governaram o país.
Espero que esteja a ajuda-lo a compreender isto Pedro, se é militante há aqui coisas que vai ter de rever e repensar, se quer servir bem o país e o partido.
A dupla Manuela Ferreira Leite-Paulo Rangel ganhou a eleição europeia, tradicionalmente dominada pelo voto de protesto e à qual o PS se apresentou tendo como cabeça de lista o candidato mais fraco de que há memória. Isto é factual. No teste decisivo, o das legislativas, o PSD foi derrotado por um Sócrates já em declínio e apesar de Portugal viver uma das maiores crises económicas de sempre.
Não, não sou militante. Nem do PSD nem de partido algum. Nunca fui nem tenciono ser. Como aliás transparece de tudo quanto escrevo na blogosfera. E já vou no quinto ano de escrita contínua em blogues, tão escrutinável ou mais do que os actos dos políticos que nos cabem em sorte.
Mas como gosto de um bom debate, aprecio o seu contributo para a discussão. Vá aparecendo por cá.
Pedro,
Já que gosta de “factualidades” aqui vai mais uma: Em 200 anos de democracia, neste país, NUNCA um primeiro-ministro eleito perdeu eleições, muito menos perderia um que tinha maioria absoluta. Este dado é bem conhecido e continua a ser um facto palpável. Qualquer político que realmente o queira ser, com competência e profissionalismo, tem de saber história e conhecer o seu povo.
O não ser militante de um partido explica muito da forma como encara a política. Tal como as galinhas os políticos não se fazem nos supermercados…
Vim aqui parar por um link que encontrei num dos blogs que frequento há vários anos. É natural que continue a aparecer. Felicidades.
Isso mesmo: vá aparecendo. Felicidades também.
Inda tá pra aparecer aquele que fará deste PORTUGAL um país com gente honesta.
Olhe que não, olhe que não…
Peço desculpa, mas quem quer um presidente de partido, candidato a PM já com antecedentes duvidosos, inclusivé “negociatas” com o Sr. Sócrates!
Sugiro que vão ao Youtube e escrevam/pesquisem Cova da Moura e vejam/ouçam quem são os intervenientes (empresas/pessoas) e os seus administradores.
Caso o Pedro Passos Coelho seja eleito primeiro ministro, daqui por uns tempos vão ter “mais do mesmo”, casos e mais casos de negociatas e jogos de influências…
Até porque o discurso deste, é um tanto semelhante ao do Sr. Sócrates: Com um discurso Cativante dos ignorantes e que nada sabem sobre as suas verdadeiras “competências”.
Mas volto a referir, pesquisem no Youtube a palavra “Cova da Moura” e verifiquem quem são os Administradores da HLCTejo … isto deve ser só a “ponta da meada” …
É por intervenções como a sua que há muito considero o PSD um partido sem remédio. Um partido condenado a fragmentar-se em dois ou três. Cada «líder» que elege, como se tem visto, só lidera meio partido, na melhor das hipóteses. E tudo indica que com o próximo continuará a ser assim.