O PSD a votos (31)


Pedro Correia,

Manuela Ferreira Leite já terá carregado a bateria do telemóvel para poder felicitar Pedro Passos Coelho pela sua inequívoca vitória eleitoral?

20 comentários em “O PSD a votos (31)”

  1. Passos venceu contra quase tudo e todos!
    São estas vitórias que marcam um vencedor, dando-lhe a força necessária para abrir caminho a conquistar o destino.
    Aguarda-se os primeiros combates políticos com Sócrates para se tirar ilações mesmo pontuais do que pode valer Pedro Passos Coelho.

  2. Ferreira Leite dará os parabéns a Passos Coelho quando em vésperas de eleições legislativas e estando o PSD a dez pontos do PS lhe exigir a maioria absoluta.

    Como é evidente, é assim que se dá os parabéns a políticos como Passos Coelho. E nessa altura será comer e calar, porque ao passismo falta a legitimidade moral para vitimizações.

    1. Já vi que, tal como MFL, também V. considera que “o inaceitável é inevitável”. A senhora fez escola. Só não fez muitos adeptos, como a esmagadora votação dos militantes do PSD em Passos Coelho ontem demonstrou.

      1. Pedro Correia,

        O inaceitável é, neste caso, a oposição interna que PPC desenvolveu contra Ferreira Leite como se viu no episódio TGV (que era estratégico antes das legislativas e agora deve ser adiado), na questão das maiorias (exigência de maioria absoluta a Rangel, nas europeias, e depois a Ferreira Leite nas legislativas) quando o PSD ia bem atrás nas sondagens e por aí fora.

        Acha que agora PPC tem legitimidade moral para exigir união e lealdade depois de ter sido desleal e ter desunido o partido? É evidente que não tem. E quando a coisa lhe começar a correr mal – em particular, se este governo for até ao fim e PPC estiver três anos no deserto da oposição – terá os mesmos problemas que criou a Ferreira Leite. Isto é a lei da vida. Cá se fazem, cá se pagam.

        Mas o que não é a lei da vida e já se afigura uma pura desonestidade é pretender agora que as figuras com quem PPC não foi leal sejam agora leais com ele. Qualquer esforço nesse sentido será particularmente ridículo e infrutífero.

        1. Pergunta-me se Passos Coelho tem legitimidade moral. Respondo-lhe sem hesitar: tem. E tem mais que isso: tem legitimidade eleitoral, ao receber o apoio de quase dois terços dos militantes, o que lhe confere inegável legitimidade política.

          1. Claro! Tinha dúvidas? Mas despache-se a enviar a candidatura ou ainda lhe ganho o lugar…

  3. Pedro Correia, venho declarar que os seus últimos posts sobre o PSD me têm deixado muito mal humorada 🙂 É por isso que nem comento. Convém mesmo, sobretudo quando me sobem uns ímpetos de entrar a desmanchar-lhe os calores interpretativos… Mas enfim, penso cá para mim que deve ser próprio dos vencedores. E de quem sempre se bateu pelo que veio a ser a razão dos números. Tem direito a essa chapelada.
    Sabe porquê? Porque há uma coisa muitíssimo pior do que esse meu simples e saudável mau humor… e que é o que eu sinto quando, a propósito do mesmo tema, visito por aí certos blogues (como aquele com o nome de obra do Bissaya B.). Aí é mais… asco profundo. Tanta pirueta repugnante, tanto volte-face, tanta sem vergonhice oportunística a troco do palco da opinião… Pasmo!
    Vc. disse aqui uma vez que, no dia seguinte às eleições, Portugal ia acordar com hordas de gente subitamente afectas a PPC desde criancinhas, não foi?
    Na mouche!
    O problema é mesmo meu, que nunca deixarei de me espantar com a falta de coluna vertebral de certos exemplares da nossa raça. Sobretudo quando são os que mais pregam sobre a decadência dos valores e outros blábláblás. Está vista a exemplaridade..
    E agora espero que não me responda como o António José de Almeida (“só os burros não mudam de opinião”)… É que logo assim de repente, ao cheiro de uma “poderosa” revelação divina?..!

    1. Não tenho nada que responder com alusões a burros, Chloé. Por mim, escrevo hoje sobre o PSD – ou qualquer outro partido – o que sempre escrevi.

      Não acordei agora para as críticas a MFL, que fiz desde o início, nem às mirabolantes teses da ‘asfixia democrática’. Não andei, como outros andaram, com Paulol Rangel ao colo, considerando-o o vencedor antecipado da eleição interna no PSD. Não andei em busca do D. Sebastião – o “único homem que podia unir o partido” – na véspera do congresso de Mafra.

      Não retiro uma linha ao que escrevi até hoje, neste e noutros blogues. Nem retiro uma vírgula a este “post”. MFL – uma “institucionalista”, como gosta de acentuar – tinha a estrita obrigação, no plano democrático e no plano do puro civismo – de cumprimentar o sucessor na hora da passagem do testemunho.

      Quem não dá exemplos de elementar civilidade dentro do partido que exemplo pode afinal dar ao País?

      1. Fiz o comentário neste post da série por mero acaso, o contexto era indiferente.
        Acho que não me expliquei bem…
        Eu não estava a pôr em grande questão a sua opinião, que raramente coincide com a minha nesta série, mas isso não tem nada de especial. Apenas me inspira mau humor, é normal:)
        O foco era outro: e era a onda cavalgante dos cristãos novos, por oposição a si, que se desenha e certos santuários de opinião.
        E a concluir, o quanto mais saudável é então o meu “mau humor”, aqui, comparado com o sentimento intoxicante que experimento, ali.
        Mais nada.

        1. Agora entendi melhor, Chloé. Essa questão do viracasaquismo nacional, bem reflectida já em certos blogues, dava pano para mangas. Dou-lhe toda a razão na indignação que exprime. Mas, por mim, prefiro passar adiante e dedicar-me a outros temas. Felizmente assuntos não faltam para comentar aqui.

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