O PSD a votos (13)


Pedro Correia,

 

Este senhor chama-se Fernando Costa. Esteve no restrito número de fundadores do PPD, a 6 de Maio de 1974. Foi deputado do partido, ainda muito jovem, e permaneceu ao lado de Francisco Sá Carneiro nas crises que conduziram a sucessivas fragmentações do grupo parlamentar laranja. É presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha há 24 anos. Acaba de fazer o discurso da noite no congresso laranja. Dizendo bem alto o que todos os oradores antes dele calaram: a liderança de Ferreira Leite foi um fracasso. Porque, tendo vencido tangencialmente no partido, foi incapaz de congregar as hostes para ganhar o País. Porque, ouvindo atentamente intelectuais como Pacheco Pereira, se revelou incapaz de escutar os anseios dos portugueses. Porque, em vez de unir, dividiu ainda mais. Porque, tendo uma oportunidade única de derrotar um Sócrates já em derrapagem, desperdiçou-a com a sua notória falta de talento político e a sua incapacidade de se rodear das pessoas certas.

O PSD profundo falou pela boca deste fundador, brindado com uma estrondosa ovação em Mafra. Por ter falado sem meias-palavras e ter deixado os paninhos quentes à porta do pavilhão. Fez muito bem. Um congresso partidário existe para discutir política e não para tomar o chá das cinco.

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16 comentários em “O PSD a votos (13)”

  1. Registas muito bem, compadre. Tudo o que se disse aqui (e não só), mas que os congressistas ainda calavam nas suas consciências, Fernando Costa disse de viva voz na tribuna. Se não fosse este homem, talvez o congresso não cumprisse um objectivo essencial, que é o de expor olhos nos olhos os problemas que têm minado o PSD e consumido o seu papel na política nacional.

    Fernando Costa foi o Grilo Falante do congresso laranja.

      1. Ó Pedro, fazendo então o trocadilho, das Caldas, conclui-se que Fernando Costa, fo… lixou-a bem.

    1. Tachos? Está a confundir um autarca, eleito pelo povo, com um Penedos ou um puto Soares com empregada fardada. Esses sim, malta com tacho sem necessidade de ir a sufrágio para empochar boas maquias.

  2. É tudo muito bonito mas Passos Coelho é que é o candidato e não convence apesar da organização muito direitinha com camionetas, sms e entradas encenadas.

    Custa a acreditar que o momento mais alto do congresso para Passos Coelho tenha sido protagonizado por um tipo meio doido a pedir copos de vinho.

    1. Extraordinário, mesmo à portuguesa. Anos e anos a bradar aos céus pela necessidade de ‘ouvir as bases’, de falar claro e de deixar de lado o politicamente correcto. Quando um representante das bases sobe enfim ao púlpito para falar, logo surgem os dedos no gatilho: que é bêbedo, que é louco, etc, etc.
      Nada a fazer.

      1. Representante das bases? Que “esteve no restrito número de fundadores”? O Fernando Costa? Ah! Ah! Ah! Ah! Vocês são o máximo a defender o vosso candidato… Se este personagem fizesse rigorosamente o mesmo discurso e fosse apoiante, vamos lá, do Aguiar-Branco o mínimo que diriam é que era um dinossauro e tinha sido trauliteiro. Assim, também deve ser por ele que passa a renovação… Por um tipo que há quase 40 anos é sem interrupção dirigente concelhio e distrital…

  3. entre tantas tolices e baboseiras que disse, claro, acertou alguma. Que como diz o ditado: “olhe, sr burro, quem não o conhecer que o compre”. Lamentável é ver o maior partido da oposição a precisar de recados do Fernando Costa. É irónico, podem crer que é!

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