Um partido que ainda não festejou o 36º aniversário reúne hoje o 32º congresso – à média de quase um por ano, o que diz tudo sobre o seu rumo errante. Com o País mergulhado numa das mais graves crises das últimas décadas, ouço cavalheiros de voz grave aludindo à necessidade imperiosa de promover "mudanças estatutárias" como se recitassem a ‘Chuva Oblíqua’, de Fernando Pessoa: "Atravessa esta paisagem o meu sonho dum porto infinito." E confirmo que por lá se mantém acesa a chama sebastianista. "Espera pelo professor Marcelo?" – é a pergunta insistente dos repórteres à porta do congresso. Noutros conclaves sociais-democratas, o Sebastião de turno chamava-se Santana. Ou Durão.
É assim o PPD/PSD: o líder desejado é sempre o que lá não está. Pura chuva oblíqua: "O vulto do cais é a estrada nítida e calma / Que se levanta e se ergue como um muro."

A propósito, fiz um post acerca do PSD, no meu blogue.
A sério?
Eu sabia… looool
;o)
Pedro Correia, fiquei agora preocupadíssima. Acabei de ouvir o Miguel Relvas dizer na RTPN que foi vítima do delito de opinião. – Isso faz-se?:)
Parabéns pela perspicácia, Chloé. Mas o Miguel não podia estar a queixar-se do nosso blogue, de que é leitor atento e regular. Esse delito de que ele falou é de outra espécie…
Ai é leitor do DO? Então aqui fica um recado (não é feio fazer elogios anónimos, pois não?… 🙂
“Tive-o” como SE durante uns anos. E fiquei com uma óptima impressão dele. Um político empreendedor sem o menor culto do poder. Pena que não tenha apoiado JPAB…
Está dado o recado. Um blogue também é uma espécie de jornal de parede, como se vê.
”Ficou meu ser que houve, não o que há”.
Pessoa, no seu melhor.