O PSD a votos (1)


Pedro Correia,

Pacheco Pereira, que na semana anterior tinha cedido o seu lugar na Quadratura do Círculo a José Pedro Aguiar Branco, veio desta vez – já com Paulo Rangel na corrida – fazer um apelo público à desistência do líder parlamentar social-democrata, considerando que é melhor haver dois candidatos do que três à presidência do PSD. Aguiar Branco fez bem em ignorar por completo o apelo do principal ideólogo da fracassada liderança de Manuela Ferreira Leite. Se a pressão do baronato o fizesse desistir isso representaria um inequívoco sinal de "asfixia democrática" no principal partido da oposição. Convém lembrar que o PS iniciou a sua rápida caminhada para regressar ao poder com uma campanha interna, muito disputada, também com três candidatos: José Sócrates, Manuel Alegre e João Soares. Dando assim um sinal de vitalidade interna que não tardou a ter reflexos no País.

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4 comentários em “O PSD a votos (1)”

  1. Completamente de acordo. Pacheco Pereira não está a ver bem o assunto. Neste momento e com estas pessoas, a diversidade é muito salutar.
    E não creio que as coisas corram como ele teme: as bases, as verdadeiras bases (não confundir com os peões de brega, que são cúpulas descentralizadas) percebem muito bem o que está em jogo e seguramente que não vão votar à espera de alguma coisa em troca.
    Só querem um PSD livre de equívocos.

  2. Subscrevo o seu texto.P . Pereira é isto, não tem conserto. Se fosse o Rangel, o terceiro a aparecer (
    Se houvesse ética,
    era mesmo isso que ia acontecer)PP com a sua prodigiosa mente, argumentava que era melhor três do que dois. Quanto à campanha no PS, lembro que Sócrates, teve 80% dos votos, no confronto com M. Alegre e João Soares. É obra, contra tamanho “peso, dos seus adversários.

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