O programa do PS


josegomesandre,

Lamento que tenha passado despercebida a iniciativa do PS para lançar uma alternativa política no país. Chamar-se-á Convenção “Novo Rumo” (em jeito de “Novas Fronteiras” e “Estados Gerais”), tem declaração de princípios com 13 páginas e atreve-se finalmente a avançar com propostas para resgatar Portugal da crise. Segue-se um “best of” desta declaração, assinada por António José Seguro e Carlos Zorrinho, entre outros:

 

– “A Convenção tem apenas duas regras: liberdade e conhecimento, liberdade com conhecimento.” [momento “Prós e Contras”, 1]

– “As sociedades atuais são complexas e diversas. As pessoas têm um nível de educação e de cultura, e um acesso ao conhecimento, como nunca tiveram no passado.” [Momento “Prós e Contras”, 2]

– “A Convenção dará corpo, com clareza e rigor, à existência de uma alternativa construída com base numa aliança das forças progressistas, comprometidas com uma nova política de criação de riqueza e de recuperação da dignidade dos portugueses.” [embora não façamos ideia de como o alcançar]

– “propomos um ‘pacto para o emprego’ a todas as forças políticas e a todos os parceiros sociais. Um pacto que concretize um novo acordo de concertação social de médio prazo, em torno de políticas orientadas para o emprego e de medidas concretas de combate à precariedade e à pobreza.” [Queremos gastar dinheiro que não temos]

– “O mar e o nosso posicionamento em redes globais são alavancas estratégicas para a criação de riqueza que inspiram a nossa visão e a nossa ação.” [O Mar! O Mar!]

– “Um novo desenvolvimento é aquele que olha para as universidades e para os centros de investigação e os entende como centros de saber mas também como alavancas do conhecimento aplicado.” [momento “Prós e Contras”, 3]

– “Um novo desenvolvimento que tem na sua matriz a valorização e afirmação da Língua portuguesa no Mundo. Uma política ousada de promoção da Língua portuguesa e que transporte consigo a criação cultural dos portugueses.” [A Lusofonia! A Lusofonia!]

– “Um novo desenvolvimento é condição para garantir o equilíbrio saudável das contas públicas e a sustentabilidade das funções sociais do Estado.” [good luck with that!]

– “Um Estado forte tem consciência dos seus limites e da necessidade de respeitar e promover a participação das pessoas, a iniciativa e liberdade das empresas e uma organização mais autónoma das instituições.” [… e isto é precisamente o que o PS nunca porá em prática]

– “O Estado não pode assumir compromissos futuros que não tenha a certeza de poder cumprir. O Estado deve honrar os seus compromissos.” [vai contar essa ao Governo Sócrates]

– “Contrariando o discurso neoliberal, temos de inscrever na nossa consciência a ideia de que uma sociedade inclusiva, da igualdade e da diversidade, é melhor para o bem-estar de todos.” [momento “Prós e Contras”, 4]

– “É este o desafio que o novo rumo assume para a Europa: uma Europa de cidadãs e de cidadãos” [Hã????]

 

Eu estou cada vez mais descansado com a alternativa socialista.

5 comentários em “O programa do PS”

  1. Essa da “alternativa construída com base numa aliança das forças progressistas” não constará do programa dos da Quinta da Atalaia?

  2. Um dia um homem decidiu pôr ordem em sua casa. Para o efeito, começou por tirar o lixo do sótão e lá o ia colocando no seu quintal para posteriormente fazer uma fogueira. E assim continuou por todas as outras divisões da casa, colocando sempre o lixo no quintal para o queimar.
    E seus vizinhos, vendo-o neste trabalho de limpeza, apoderavam-se do lixo que o tal homem colocava no quintal para queimar.

    Moral da história:
    Há sempre alguém que faz do lixo proveito.

  3. o mesmo estilo e tom do outro holandinho. se os eleitores pensarem em poupar tempo e desilusões basta ver o que aconteceu ao sentir dos eleitores em França e abreviarem caminho.

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