O primeiro atentado


Diogo Novo,

El Descanso.jpg

 

Era mais um dia normal de serviço no restaurante. Mas em poucos segundos tudo mudou: um engenho explosivo colocado junto ao balcão foi detonado matando 18 pessoas e destruindo uma parte importante do restaurante “El Descanso”, situado no quilómetro 14 da estrada Madrid-Barcelona. Foi no dia 12 de Abril de 1985. Cerca de 16 anos antes dos atentados de 11 de Setembro, nos Estados Unidos da América, Espanha sofria o seu primeiro ataque jihadista. Esta acção terrorista foi reivindicada por uma organização intitulada Jihad Islâmica, embora os detalhes da operação – autores materiais e morais, propósito, perfil da organização, etc – ainda hoje estejam por esclarecer.
O atentado de ontem em Barcelona é mais um episódio repugnante e condenável de uma longa e tortuosa história. Em Espanha, a Catalunha é a região com maior incidência de actividade jihadista desde há bastantes anos. De resto, como refere Ignacio Cembrero no livro La España de Alá, 50 das 98 mesquitas e oratórios salafistas sinalizados pelo Ministério do Interior estão na Catalunha. Por lá passaram organizações terroristas de diferentes países, da Argélia ao Paquistão. O problema é grave, mas não é novo. Em suma, e enquanto a poeira não assenta, importa evitar análises apocalípticas e especialistas de ocasião.

9 comentários em “O primeiro atentado”

  1. Deixe lá que o Macron e a Merkel resolvem…

    Entretanto vá tentando pôr aí mais uns post’s daquela série de excepções que confirmam a regra.

    ” Se o mundo não conhece um longo período de idealismo, de espiritualismo, de virtudes cívicas e morais, não me parece que seja possível ultrapassar as dificuldades do nosso tempo. “

  2. Também estão por cá — e o nível de alerta é o mesmo, segundo decisão dos mesmos-de-sempre. Agora que o turismo de Espanha se desvia para cá arriscamo-nos a que o prof. Marcelo chegue ao local antes da polícia.

    1. Sr. de V.,
      se bem entendo o seu comentário,
      atrevo-me a discordar:
      nessa matéria (expressão muito querida dos políticos),
      somos perfeitamente autossuficientes;
      não necessitamos de recorrer ao estrangeiro;
      somos terroristas de nós próprios
      e com muito bons resultados
      – Pedrógão, Madeira…
      João de Brito

    2. Direi mais. Podemos descansar, porque o prof. Marcelo, com tanto treino, acabará por chegar bem antes que a catástrofe aconteça. Tipo super homem.

  3. “Em suma, e enquanto a poeira não assenta, importa evitar análises apocalípticas e especialistas de ocasião.”
    .
    enquanto a poeira não assenta!!!??? inacreditável…

  4. O impossível é impossível. Ponto final.

    O Islamismo em geral, e o Jihadismo especificamente, não são miscíveis nem assimiláveis(!) em sociedades ocidentais. Ponto final.
    O tipo de cultura dos diferentes ramos do Islamismo -como se viu no Iraque, na Síria, por exemplo- nem sequer é, entre si mesmos, inter-assimiláveis. O assasínio grassou, e grassa, entre as diferentes correntes Islamitas.
    …
    Quantos banhos de sangue -de realidade- serão necessários para que se perceba, no Ocidente, que as jangadas verbais dos muito politicamente correctos, mas débeis, políticos ocidentais, é prosápia que já não serve para nada e até é contra-producente ?.

  5. bom dia

    Sao 10h de sabado 19, e o post continua em cartaz.

    Assim sendo, digo que o post nao é polemico, nao motiva odios.

    E por aqui, no Delito, nas vezes que surge em cartaz, é frequente a parcialidade flagrante e sem vergonha.

    cpt

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