O pregador evangélico.


Luís Menezes Leitão,

António Costa resolveu justificar o brutal aumento de impostos que decretou, com apelos à luta contra o vício e o pecado. É assim que este pregador evangélico recomenda aos seus fiéis que “usem mais transportes públicos”, “deixem de fumar” e “moderem o recurso ao crédito”. Já se sabia do ódio cego que António Costa nutre aos automóveis, desde que na Câmara de Lisboa a única coisa que fez foi criar barreiras à circulação, com os resultados que estão à vista. O que não se sabia é que, além de querer reduzir os portugueses a simples peões, ainda pretende que os mesmos sejam isentos de vícios e poupadinhos. Atreves-te a fumar? Pagas mais imposto. Queres um crédito ao consumo? Pagas ainda mais, que o Estado também quer consumir.

 

Não é novidade nenhuma o lançamento de impostos sobre o vício e o pecado. O que já é novidade é o descaramento do discurso moralista que lhes está associado. Mas, se bem conheço os vícios do Estado, ainda acabarão, como no Yes, Prime Minister, a louvar os fumadores, declarando que são benfeitores nacionais, já que sacrificam a sua vida e saúde a bem da receita fiscal, morrendo cedo, o que ainda permite poupar na segurança social. É pena que este discurso moralista não seja aplicado aos gastos do Estado. Cobrar tantos impostos para sustentar o despesismo público em verdadeiros disparates, como a segunda rotunda do Marquês, não será um vício muito maior? 

0 comentários em “O pregador evangélico.”

  1. Quando o nosso primeiro andar em périplos pelo nosso país, o mesmo e seu séquito, irão de transportes públicos?
    Mais se torna caricato que os transportes públicos, em muitos lugares do nosso rectângulo, são uma coisa do século passado.
    Mas, dando o benéficio da dúvida, ao nosso primeiro, será que a linha da Lousã, um via férrea de transporte público, será uma realidade em dois anos?

  2. Curiosamente o homem que defendia o aumento do consumo como saída da crise, de repente descobriu que o crédito é maléfico e toca de o taxar para reduzir o consumo por esta via. Coerências de um incoerente em estado de graça

  3. O homem tem o perfil de um perfeito Ditador, ele sabe tudo e pode tudo, não esquecendo o chuto no Seguro, qualquer pacto lhe serve de escadote e até escolher o seu sucessor na Câmara, basta imaginar o que pode vir a fazer pela calada e à socapa… alguém que eu considero ser demasiado perigoso para estar ao comando do destino de um país e, evidentemente, já sabemos quem acaba, sempre, por pagar os desvarios de alguém que pensa ser omnipotente.

  4. É ódio à Liberdade e a Engenharia da Escassez que o Socialismo sempre cria.

    Este foi o primeiro tiro para vender o Racionamento como uma coisa boa.

    Se daqui a 5 anos ou 10 anos o Socialismo continuar no Poder dirão que a escassez de papel higiénico é porque se come demais como na Venezuela Chavista.

  5. Desculpe-me, mas este seu comentário não é nada e é tudo. É tudo de mau e o que procura, aqui, é induzir as pessoas a pensarem que o antes era fenomenal e o agora é a mediocridade. Eu digo-lhe p: o antes era o ir além da Troika, o massacre e o tirar, o agora, é dar a dignidade furtada e restituir o que furtaram. Cobrar impostos, vender tudo e aumentar gestores… foram os do antes e não os de agora.

  6. A pavimentar o caminho para a islamização da Europa: é esse o objectivo da esquerda marxista que sempre abominou a liberdade individual e a criatividade. Eles querem ser todos iguaizinhos porque não conseguem criar nada e têm muuuuita inveja de todos os que naturalmente os ultrapassam.

  7. O resplandecente xico-esperto em todo o seu esplendor e “lata” máxima.

    Um socialista “full speed ahed”

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