Foi caro, muito caro, estupidamente caro.
É difícil governar sem distância em relação ao aparelho, afastado do país, respondendo-se às questões colocadas como se o respondente fosse algum dos antecessores de muito má memória, daqueles que primaram pela pesporrência e teimosia, reincidindo naquilo em que não se podia reincidir e que foi objecto de severa crítica no passado.
O resultado é que depois se gere politicamente tarde, contabilisticamente, mal e num momento em que as falhas são duplamente censuradas. Assim se deixa arder um importante capital de confiança nas pessoas e no partido que governa.
Porém, o pior de tudo não foi isso. Com ou sem moção de censura, qualquer que seja o resultado da votação, que importa pouco face à ausência de alternativas políticas credíveis, pior é quando se deixa arder a esperança na regeneração das instituições.
Quem é que quer saber do défice, da imagem do primeiro-ministro, do desemprego ou dos números do crescimento perante a tragédia? Perante a perda estúpida de vidas humanas? Quem é que quer saber do resto quando tudo ardeu, quando a responsabilidade política surge in extremis e sacada a ferros, quando se fica à espera que chova?

aumente-se a disfunção púbica
O grave é a demonstração sistemática e continuada da inadequação total de António Costa ao lugar que desempenha.
Um ser rasteiro, que nem sequer dá mostras de compreender que a segurança das populações é a sua responsabilidade primeira enquanto 1º ministro.
Já deve ter encomendado mais um focus group
Os comentadores oficiais do regime que tem andado com Costa ao colo estão mais doridos das arrochadas que nem o próprio Costa. É vê-los ganir aí pelos cantos dos seus galinheiros.