
MRS mergulha nos rios e a “esquerda”, que tanto lhe gozou e lembrou outros mergulhos tais quais, nada diz; MRS, desvairado, troca de calções em público e a Malta Central, antes implacável com o guarda-roupa da mulher de Cavaco Silva ou, agora, com a malha da de António Costa nas costas da cadeira, nada diz; MRS deixa-se entrevistar na Pastelaria Suíça, mastigando enquanto fala e a “esquerda”, ainda hoje “indignada” com o bolo-rei de Cavaco Silva, nada diz. Tamanha calmaria não deixa dúvidas, estão-nos a cantar uma ladainha vichyssoise enquanto decorre este PREC (processo reaccionário em curso): a instalação de um juiz maneirinho para o caso Sócrates e de um procurador-geral manso, que salve Salgado, e respectivos tentáculos. É o verdadeiro bloco central a funcionar, uma mão lava a outra, cada nicho com a sua agenda e lealdades, unidos nessa tarefa que lhes é prioritária, safar os seus, animar o “comboio descendente”. E o pior é que a maioria de nós todos rebola-se de prazer, d’”afectos”, com esta nojeira. E dos outros, os que torcem o nariz ao fedor, dizem-nos, seguindo a cartilha actual, “invejosos”, “ressentidos”, assim portadores de mal moral. Ou mesmo “ressabiados”, já mesmo sob doença física, rançosos a metastizarem. É o tique de antanho, os discordantes têm maleitas, mentais e físicas. E é assim que vamos. Ou, de outra forma, que ides. (“Pai, não escrevas palavrões no FB e nos blogs“).

Gostava mais quando contava palavrões. Assim fico sem jeito para escrever porque concordando não saco da faca.
Lamento. Custos da auto-censura
A piolheira, o quintal dos videirinhos. Este país e esta gente não são os meus.
“Videirinhos” é uma palavra exemplar
“O silêncio dos cemitérios é a aspiração encapotada da geringonça.”
Tudo medonho é o que se me apraz dizer. Há muito que o venho sentido, mas sem “voz” fico-me queda e amedrontada. E, receosa, relembro pelo que já passámos, no pós 25 de Abril, aquando na alvorada de uma democracia que se ansiava autêntica e transparente tudo se desvirtuou e abocanhada que foi pelos que professavam o oportunismo e chicoespertice eis – nos chegados a um desconfortável e muito inquietante futuro.
O meu agrado, pois pelo que escreveu sem evasivas e com clareza. E já agora onde pára alguma da nossa imprensa tão versada e inquieta.
Devo dizer que apesar dos pesares ainda acredito no nosso Presidente. Valha-me tal.
Nunca acreditei em MRS não me posso sentir desiludido
os outros, os que torcem o nariz ao fedor
JPT tem um nariz demasiadamente sensível.
A maioria dos países não cheira melhor do que Portugal.
Poderia responder que com a desgraça posso eu bem. Mas fugiria ao essencial: eu não tenho o nariz tão apurado, em que país próximo cheira tanto a merda que o antigo PM esteve um ano preso e está ser investigado por enorme caso de corrupção e um punhado dos seus ministros continua no governo? enquanto tentam tomar conta da justiça, para tornear a coisa? Eu sei que a discordância do comentário é apenas um traço de luislavourismo mas, caramba, haja limites no apagamento da tétrica realidade que Portugal viveu e se apresta para reviver.
em que país próximo cheira tanto a merda que o antigo PM esteve um ano preso e está ser investigado por enorme caso de corrupção e um punhado dos seus ministros continua no governo?
(1) Há diversos países próximos onde pessoas importantes foram investigadas por casos de corrupção. Em Espanha as investigações chegaram a Rajoy (embora o tenham ilibado). Na Alemanha não faltam casos (o presidente anterior demitiu-se por causa disso). Em França houve um tipo que deixou de se candidatar à presidência. Etc. Como JPT vê, a corrupção a alto nível não é rara.
(2) Ser investigado por corrupção não é o mesmo que ser-se corrupto. A existência de investigações não demonstra, por si só, que tenha havido crime.
(3) Mesmo que um primeiro-ministro tenha sido corrompido, isso não condena todos os seus ministros. Não se pode condenar 12 ministros pelo facto de o seu primeiro-ministro ter sido corrompido.
(4) Ter estado um ano preso só demonstra a incompetência da investigação. É hoje em dia bem sabido que a prisão de Sócrates para nada serviu, em termos da acusação.
Lavoura eu vou-lhe responder em formato de lição, e espero que V. a aprenda: 1 – eu nenhum momento, aqui ou alhures, eu neguei que haja corrupção nos topos do sistemas políticos. Está explícito no que escrevi. Que você insista neste luislavourismo de habitar no DO para com tudo resmungar é até folclórico, mas não o faça deturpando e caricaturando o que eu botei; 2 – Foda-se; 3 – Foda-se elevado a 100, aça que vou perder tempo com esse argumento? 4 – aí é? Arquive-se tudo. Siga a marinha
O sr.Lavoura deve andar com as narinas entupidas com o “perfume”/fedor da geringonça….
A.Vieira
É o Luis Lavoura, não é por mal
“a instalação de um juiz maneirinho para o caso Sócrates e de um procurador-geral manso, que salve Salgado, e respectivos tentáculos.”
É de opinião que não se devem escolher os juízes e os procuradores conforme as causas que julgam. Princípio elementar da justiça.
Pena ver a direita toda a fazer campanha para ter a procuradora X e o juiz Y. Mas a direita e o elementar da justiça andam normalmente de candeias às avessas.
“e dos outros, os que torcem o nariz ao fedor”
Não se preocupe que a esses ninguém lhes liga.
Eu poderia ser tentado a responder a este lixo “é preciso uma grande lata” para botar isto. Mas não é verdade, que nem tem a tal lata para assinar. Mais um anónimo a soldo, prostituto de socialistas, a gente já se habituou