O povo é quem mais ordena (excepto em Kiev e Caracas, em que o povo é “fascista”)


Pedro Correia,

Aqui escrevem os comunistas puros e duros. Sem punhos de renda, como antes da queda do Muro de Berlim. Com linguagem típica de Guerra Fria. Querem derrubar nas ruas o Governo português, que recusam qualificar de democrático, aplicando a cartilha marxista-leninista sobre “violência revolucionária”. Enquanto se enfurecem ao ver as ruas da Ucrânia e da Venezuela encherem-se de protestos do povo, a quem não hesitam em chamar fascista.

 

Sobre Portugal:

«Urge apressar o derrubamento deste governo de máscara democrática que é na prática uma ditadura do capital.»

Sobre a Ucrânia:

«Uma vaga de anticomunismo selvagem varre grande parte da Ucrânia. Na capital e nas cidades da Ucrânia Ocidental, organizações de extrema-direita praticam crimes abjetos, perante a passividade do exército e das polícias. Desde o III Reich nazi que não acontecia algo comparável na Europa. O fascismo exibe na Ucrânia, com arrogância desafiadora, a sua face hedionda.»

Sobre Portugal:

«Anima-me a convicção de que o povo português, ao reencontrar-se com a História, volte em breve a assumir-se como sujeito. O aumento torrencial das lutas sociais e da combatividade das massas reforça a esperança de que os trabalhadores, liderados pela CGTP, se mobilizem para enfrentar e afastar do poder os que hoje os oprimem, roubam e humilham.»

Sobre a Venezuela:

«Uma campanha de desinformação, que envolve os grandes media dos EUA e da União Europeia, transmite diariamente a imagem de uma Venezuela onde a violência se tornou endémica, manifestações pacíficas seriam reprimidas, a escassez de produtos essenciais aumenta, a inflação disparou e a crise económica se aprofunda. Ocultam a realidade. Quem promove a violência é a extrema-direita, quem incendiou lojas da Mision Mercal que vende ao povo mercadorias a preços reduzidos, quem saqueia supermercados é essa oposição neofascista que se apresenta como “democrática”.»

Sobre Portugal:

«A demissão deste governo, que há muito já deveria ter ocorrido, torna-se cada dia mais urgente. Não é previsível que Cavaco Silva assuma – como não assumiu outros – o dever constitucional de o fazer. Está nas mãos e na luta do povo realizar essa tarefa essencial de saneamento político e democrático.»

Sobre a Ucrânia:

«Os desmandos e violências em curso dos grupos fascistas são inquietantes. Nas cidades que controlam destruíram estátuas de Lenine, ilegalizaram o Partido das Regiões (que apoiava o Presidente) e o Partido Comunista da Ucrânia e em alguns casos fecharam as suas sedes. É transparente que o fascismo ucraniano exibe o seu rosto hediondo.»

54 comentários em “O povo é quem mais ordena (excepto em Kiev e Caracas, em que o povo é “fascista”)”

      1. Concordo com a critica ás “práticas estalinistas” , tal expressão é só possível por outros Comunistas apoiantes de práticas leninistas, trotskistas, maoístas, pol potistas, hoxistas, Kim Il Sung…istas, etc…

        Práticas Comunistas é bem mais correcto.

        1. Percebo o seu ponto, mas estalinismo é uma expressão mais precisa e concreta. (E que dói mais aos verdadeiros estalinistas, como se percebe). Porque, convenhamos, existem diferenças substanciais entre um Estaline e um Pol Pot, e um Dubcek, que também foi comunista.

  1. A filial continua a (tentar) vender mercadoria , fora de prazo e fora de moda, mesmo depois da falência da Casa – Mãe ” , in ” illo tempore”.
    A freguesia é que vai escasseando…

    1. Não admira que seja cada vez mais escasso o número de quem segue estas patranhas, que invertem o ónus da prova: os carrascos tornam-se vítimas e estas são “fascistas” e até “nazis”.
      Mas de quem continua a branquear alguns dos maiores crimes cometidos no século XX em nome da utopia comunista e a justificar grande parte das violações do direito internacional hoje cometidas em nome da geopolítica não é de esperar outra coisa.

  2. Com linguagem típica de Guerra Fria.

    Quem mais tem utilizado tal linguagem, nos tempos mais recentes, são publicações inglesas e norte-americanas quando falam sobre a Rússia.

    as ruas da Ucrânia e da Venezuela encherem-se de protestos do povo

    Do povo não, de uma parte do povo. Há sempre partes do povo que protestam. Também em Portugal as ruas têm estado cheias de protestos “do povo” e o Pedro não se emociona tanto com isso.

    1. Protestos populares e manifestações de rua são parte integrante da paisagem urbana do mundo contemporâneo. Muito menos habitual, felizmente, e totalmente inaceitável é a repressão feroz desses protestos por parte das “forças da ordem”. Repressão que na Venezuela causou pelo menos 12 mortos e dezenas de feridos
      http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-26335287
      e na Ucrânia provocou pelo menos 77 mortos e centenas de feridos
      http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-26248275
      Nada disto é normal. Nada disto é tolerável. Mais intolerável ainda é a posição daqueles que se colocam do lado de quem dispara. Chamando “terroristas” e “fascistas” a quem é morto e ferido.

      1. Verifico que do seu post para o seu comentário desviou um bocado as atenções. O que o pica deixou de ser a linguagem típica da Guerra Fria e as manifestações populares, a passou a centrar-se (e bem) na repressão das manifestações.
        Considerando esta última, eu diria que:
        (1) Na Venezuela, eu posso estar mal informado, mas creio que boa parte daquilo que se passa são lutas entre manifestações rivais, ou atos isolados de civis sobre manifestantes. Não é (creio, corrija-me se eu estiver errado) a polícia a agredir os manifestantes.
        (2) Na Ucrânia o comportamento dos manifestantes foi tudo menos pacífico. Muitos dos mortos e feridos foram polícias. Aquilo que os manifestantes fizeram seria proibido em qualquer democracia. Não pretendo desculpar a violência policial, mas em nenhuma democracia se tolerari ocupações de praças e, muito menos, ocupação de edifícios públicos como ocorreram na Ucrânia.

        1. Na Venezuela, a violência parte sobretudo das milícias para-militares, armadas pelo Governo. A polícia está corrompida até à medula e é totalmente ineficaz: não por acaso, Caracas é a capital com mais homicídios ‘per capita’ do mundo.

          Na Ucrânia, o Governo demissionário tentou passar a mensagem de que os “desordeiros” eram os manifestantes “fascistas”. Algo não muito diferente do que a PIDE dizia em Portugal antes do 25 de Abril: os “agitadores comunistas” é que provocavam os tumultos.
          Mas bastava ver as imagens da enorme Praça da Independência a transbordar de populares para se concluir que não poderia haver assim tantos “fascistas” em Kiev.
          Foi precisamente a brutal violência policial, responsável pelo banho de sangue da passada quarta-feira, que levou o regime ucraniano a cair: o Presidente abandonou o poder, vários deputados do partido governamental mudaram de fileiras, vive-se uma fase de transição que (esperamos) culminará em eleições livres e democráticas. Sem mais violações de direitos humanos. Sem que as pessoas paguem com a vida o exercício de direitos constitucionais.

    2. Ora bem.Bem assinalado. Quantas eleiçôes ouve na Venuzuela’?12. Quantas é que a oposição ganhou ?1.Comparar o caso Ucraniano ao caso Venuzuelano, revela bem o pensamento do dito cujo…
      O sujeito mete tudo no mesmo saco, é fácil para quem “tenta” ser um engraçadinho. Tadito.

        1. Concordo com o Pedro em que o presidente da Venezuela é um tolinho.
          Porém, foi votado pelo povo em eleições livres. Tem legitimidade para ser presidente. Pode ser tolo, mas temos que o gramar.

          1. Tem legitimidade formal para ser Presidente, é certo. Mas não para agir fora dos parâmetros constitucionais, violando a lei fundamental que jurou cumprir. Organizar milícias para-militares para atacar oposicionistas, fechar todas as televisões não-governamentais, deter dezenas de jornalistas e cortar o acesso à internet em várias zonas do país ultrapassa qualquer mandato democrático.

          2. Ok. Vou fingir que o sr chaves não foi retocando o peso eleitoral de cada circulo eleitoral de forma a tornar mais importante às regiões onde era mais popular. Nem mandou fechar jornais e televisões, nem mandou prender opositores. Sim, tirando isso a Venezuela é de facto uma democracia exemplar.

          3. Sim, Paulo. Tirando tudo aquilo em que a Venezuela começa a assemelhar-se a olhos vistos com uma ditadura, existe ali uma democracia perfeitamente normal.

        2. Há quem o tente visitar em forma de Águia.Não é?Pois.
          Mas aquilo é uma ditadura, não é? Pena que, de 335 regiôes, sejam 18 a “revoltarem-se”…giro, uma das ditas, fica assim, muito juntinho á Colombia.
          Já agora, quanto aos “mérdia” ” mui “democráticos”, estamos conversados. É só ver o que tem sido dito e visto, nos ditos cujos!!! ISENÇÃO DA PURA!Ai, atão nã se vê?
          E o pitról, nesta bagunça? Nadinha a vêr!!!
          Ja sei ,se for das arabias tá bem, eles até são amigos, e podem cagar ouro, e ter um séquito de trols atrás, e casinhas na Suissa.Sempre ajuda a economia de mercado. A malta tá habituada ao tipo de “democracia”,nê?
          Agora se por mero acaso, digo eu, for para comprar 800 bus á China ( dos quais 60 ,foram agora incendiados pelos ditos ” democratas”, ou não viu?)Ou se for empregue em Escolas etc, aí já não, pá! Isso é delapidação dos recursos naturais, nê?Tadito.

          1. Inflação em 56% (ao nível da Síria, que está há três anos em guerra), moeda a cair a pique, défice de 10% nas contas públicas, uma das maiores taxas de homicídios no planeta (23 mil assassínios em 2013), criminalidade urbana cinco vezes superior à existente em 1998, descontrolo do comércio ilegal de armas, investimento externo em fuga, bens de primeira necessidade ausentes dos circuitos de distribuição.
            Tudo isto num país que é o nono maior exportador de petróleo do mundo e que tinha portanto todas as condições para ser próspero mas é incapaz de manter a economia a funcionar.
            Até um cego vê estes dados. Mas dizem que o pior cego é sempre aquele que recusa ver.

          2. 23 mil? Sim?Tem a certeza? Não está aconfundir com nenhum bairro de NY?Quanto progresso social foi realizado nestes ultimos anos? Também há estatisticas, é só consulta-las, não é?Pois, realmente, ver só com um olho, é pena.Mas…

            ps. E sabe uma coisa?C…para aquilo, o que eu mais gostei foi vê-lo tão “democrata”…ahahahah. Adoro quando eles batem no peito!!!

          3. Progresso social? Pergunte aos trabalhadores que vêem os salários serem comidos pela inflação galopante, a maior do planeta. Pergunte às donas de casa que esperam horas nas filas dos supermercados muitas vezes para voltarem a casa de mãos vazias, sem acesso a bens alimentares essenciais no país que é o maior produtor de petróleo da América Latina. Pergunte aos estudantes a quem o Governo corta o acesso à internet para não se atreverem a criticar o poder político nas redes sociais.
            Também quanto a Nova Iorque você anda a precisar de actualizar as suas leituras. O bairro mais perigoso de Nova Iorque é mais seguro do que o bairro mais seguro de Caracas, a capital do mundo onde se registam mais homicídios: a cada 21 minutos uma pessoa é ali assassinada. Em 15 anos, o número de mortes violentas quadriplicou na Venezuela.
            http://en.wikipedia.org/wiki/Crime_in_Venezuela

            Bem-vindos ao “socialismo do século XXI”, o paraíso na Terra…

    1. Claro que há diferenças. Idêntico é o olhar com que os comunistas mais radicais – aqueles que ainda não se conformaram com a queda do Muro e acreditam que o Gulag era um campo de férias – encaram as oposições locais, tanto em Kiev como em Caracas. Protestam contra o governo? São todos “fascistas”.

      1. O seu problema não é só meter Kiev e Caracas no mesmo saco. É que ainda enfia Portugal, para deixar as coisas mais claras. É uma piada este post, só pode…

          1. Olhe, fique-se então com mais esta piada:

            “Volte mais vezes, com amizade e confiança”

            Passos para Maduro, no ano passado.

            E esta, que lhe assenta particularmente bem:

            “respeito pelas questões internas da Venezuela, que são dos venezuelanos e de mais ninguém”.

            Portas, apenas há um mesito atrás.

          2. Nada mais natural. Não se esqueça que vivem cerca de 500 mil portugueses na Venezuela, havendo mais de um milhão de lusodescendentes naquele país. É o segundo país com maior presença portuguesa na América Latina, a seguir ao Brasil.
            E, a propósito, aqui lhe deixo algumas pistas de leitura:

            http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3525770
            http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=100108
            http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2838883

          3. Não esqueço, não. (e obrigado pelas pistas) Quem se esqueceu foi o Portas quando desancou o Chavez no Sol pouco antes de ser ministro, lembra-se? “é um ditador e só não vê quem não quer”. Se calhar só lhe disseram dos 500 000 quando chegiu ao mne.

            De resto se acha que nada é mais natural, só me resta dar graças por não haver tantos portugueses na Coreia do Norte – o anormal podia atirar a família toda aos cães, que o governo diria: é um problema dos coreanos… e: amigo volta sempre! (mas não tragas os cães)

            O Maduro pode matar, esfolar e fazer o que quiser, sendo assim – nada mais natural.

          4. Maduro – tal como Chávez antes dele – foi diversas vezes criticado neste blogue. Basta clicar na etiqueta ‘Venezuela’ para comprovar isso. Mas estou de acordo consigo: ainda bem que não há portugueses na Coreia do Norte.

  3. Acho que me vou repetir: já tenho ido votar apenas para qualquer um dos outros partidos ter mais um voto. E é bom os casmurristas volta e meia mo recordarem, evitam que me abstenha.

    1. E é bom continuarmos a votar, sem restrições. Usufruindo até do direito à abstenção, sem esquecer que o voto é um dever cívico.
      E é bom, já agora, defendermos que este direito/dever a elegermos quem nos governa e quem nos representa seja estendido a todas as regiões do globo. Porque nem todos os sistemas políticos se equivalem. Nenhum é superior à democracia.

      1. Abstive-me por desencanto algumas vezes, até ter encasquetado uma ideia afinal simples: esses democratas de trazer pela URSS vão lá todos, pelo que há que fazer o mesmo. Pela minha parte, é o que sempre faço. E eles encarregam-se de me robustecer a convicção, por exemplo, através de afirmações como as citadas.

  4. Pedro tens o teu lugar no ceu por leres o diário. Aliás nunca é demais lembrar que o homónimo em papel -orgao semi oficial do pcp- foi a primeira empresa a estrear a figura do despedimento colectivo ..que o pcp tinha criticado

    1. ‘o diário’ em formato digital é tão absurdamente sectário e tão fanaticamente militante a favor das causas mais indefensáveis como era na versão em papel, João. E, como bem lembras, os despedimentos colectivos na imprensa portuguesa começaram ali, em 1990, quando o jornal foi encerrado e os trabalhadores foram postos na rua.
      O seu responsável máximo continua a abraçar o estalinismo com o mesmo desvelo e o mesmo vigor de antes. Ou talvez até um pouco mais. ‘Old loves die hard’.

  5. O Partido Comunista português nunca, jamais foi democrático.

    Todo aquele rol de deputados não é mais do que um conjunto de farsantes democratas…

    Façam um plebiscito na antiga RDA, Polonia, Hungria, Rússia, Rep Checas, etc e verifiquem quantos comunas quarem voltarem ao antigamente.

    E quantos Cubanos dariam tudo para serem livres … livres no trabalho e iniciativa, livres de viajarem, LIVRES…

    O PCP é um embuste!

    1. Tem sido preocupante a deriva proto-ditatorial da Venezuela, onde já estarão neste momento cerca de 30 mil militares e “cooperantes” cubanos. Numa espécie de tutela de Havana ao regime de Caracas.
      Os resultados estão à vista.
      Um governo que proíbe todos os canais de televisão privados, que impõe como voz única nos ecrãs a do Presidente, que manda prender deputados e autarcas da oposição, que detém dezenas de jornalistas, que organiza milícias para-militares destinadas a dissuadir movimentos de protesto, que manda cortar o acesso à internet nas cidades dos dois estados onde é a maior a contestação ao Governo.

  6. Caríssimo,

    Apenas para lhe dar um abraço e congratula-lo pela frontalidade corajosa. Neste nosso pais que fizemos estamos – como bem sabe – muito necessitados..

    Forte abraço

  7. Ao menos estes editores assumem onde nadam e não enganam o próximo. Ao contrário de uma ampla ala esquerda que não é PCP, tão febril, que uma pessoa não pode dizer nada que é logo fascista ou tem alma salazarenta. Preocupa-me esse fenómeno na sociedade portuguesa, que pronuncia uma desunião assustadora à custa de ideologias. Nem parece que a democracia chegou há 40 anos!

    1. Dizes bem, Gui. E a preocupação em colocar etiquetas continua a ser uma obsessão permanente. Se é dos “nossos”, só pode ser um grande revolucionário ou um admirável patriota ou etc e tal. Se é dos “outros”, só pode ser um patife ou um canalha ou um fascista ou até nazi.

  8. Também a esses senhores se aplica:

    “Pois por quanto tempo é possível adiar a viagem?
    Ancião, não te queixes; vê estes jovens morrer,
    Vê-os caminhar, vê-os correr
    Para mortes, por certo, gloriosas e belas,
    E contudo seguras, e por vezes cruéis,
    Por mais que to grite, meu aviso não ouves:
    Quanto mais perto da morte, menos morrer se quer.”
    Jean de La Fontaine, A Morte e o Agonizante

  9. Impiedoso. Até me estremece a alma de sentir como doi a tantos democratas de oito costados essas duras palavras. Já não há respeito pela verdade revolucionaria.

      1. Falando em Verdade, Pedro, aqui fica um link sobre a aparição e mensagem da Senhora em Medjugorje. Quem quiser, fique atento para a aparição e mensagem do dia 02-03-2014.
        As mensagens, entre outros dias excepcionais, ocorrem sempre aos dias 02 e 25 de cada mês.

        http://www.medjugorjebrasil.com/

        Abraço

  10. Alguém que me explique as diferenças entre o fascismo, comunismo, nacional socialismo, boliverismo entre outros.

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