O populismo e os partidos


Pedro Correia,

«O populismo vencerá os grandes partidos por dentro, dispensando o País da maçada de criar novos partidos. Como diria Zeca Afonso, “já se ouvem os tambores”. O instinto de sobrevivência será tudo o que ficará de longos anos de corrosão do carácter, em organizações partidárias confinadas ao rito e à obediência. O espectáculo não será bonito de ver. Cada um à sua maneira, todos declararão guerra “às elites” num país praticamente desprovido delas e farão causa comum com os instintos, preconceitos e ilusões da turba das redes sociais, dos tablóides e de um número crescente de pessoas respeitáveis.»

Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS, em artigo de opinião no Expresso

(29 de Dezembro)

0 comentários em “O populismo e os partidos”

  1. Se os tabloides e quejandos não são a turba onde é que ela está?
    As redes sociais até podem ir atrás da banda mestra, mas não são essas que fazem mossa no pandeiro.

  2. Em vez de pugnar pela necessária alteração do sistema eleitoral -o sistema de selecção dos representantes na AR- o Presidente aconselha “o votar”!.

    Votar com um sistema eleitoral que já não consegue enganar metade do eleitorado. Na verdade conseguiu alienar metade dos eleitores portuguêses.
    Votar -como aliás o próprio PR reconhece- com um sistema em que os partidos podem apresentar -matematicamente impôr e em exclusividade- candidatos menos dignos, não dando aos eleitores qualquer possibilidade de uma posterior sanção eleitoral a qualquer de esses “eleitos” …..

    Decididamente o “sistema” já apanhou este Presidente. É pena.

  3. Curioso vir da parte, de Sérgio Sousa Pinto, esta reflexão babosa.

    A causa principal da falta de representatividade politica dos portugueses, e outros, nos partidos “do sistema”, aqueles supostamente com responsabilidades governativas, deve-se, entre outros factores, à discrepância, entre a mensagem ideológica, contida nos programas partidários, e as agendas sociais e económicas pós eleitorais postas em prática, em total oposição à ideologia base dos Manifestos fundadores desses mesmos partidos. Sim, é a maldita secundarização da ideologia, que o Pedro Correia tanto defende , que tem alimentado os partidos/movimentos inorgânicos/pós ideológicos. O Populismo resulta da Pós Ideologia Politica, que é o mesmo que dizer da sua “falta de ideias”.

  4. Populismos há muitos, como diria o Vasco Santana !

    Temos uma geringonça populista do tipo nacional socialista admirada por “democratas”, a resvalar para uma ditadura tipo “animal farm”…..

    A. Vieira

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