Um acusa o maior partido da oposição de ser um “foco de instabilidade política nacional“. O outro vem dizer que “jamais” uma disputa partidária foi tão violenta e atreve-se a falar sobre falta de “lealdade política e institucional” nesse mesmo partido da oposição.
Um esqueceu-se que é dirigente de um partido que já deu a conhecer dezassete líderes em quarenta anos de democracia, produzindo qualquer coisa como trinta e cinco congressos, onze dos quais nos últimos dez anos. O outro ainda devia andar a mudar as fraldas quando Henrique Chaves deu o golpe de misericórdia na creche desgovernada de Santana Lopes. Por isso não sabe o que então foi dito à hora dos telejornais.
Um, enquanto aguarda a promoção a ministro na próxima remodelação, depois do êxito da gestão recorrentemente superavitária do seu partido em Gaia, está visto que assumiu o papel de ponto em toda a sua plenitude. O outro, a avaliar por este magnífico texto que deu à estampa no Expresso, será mais a vírgula. Um duo que promete animar o Verão.

Antes a «creche desgovernada de Santana Lopes» do que o «reformatório amotinado» do «Grande Só-Cretino». Portugal ficou tão «melhor» depois, não ficou?
Tens toda a razão, se há partido que não tem moral para falar sobre estas coisas é o PSD.
Uma bela homenagem à língua portuguesa do Duarte, Marques.
Sempre o mensageiro é mais importante que a mensagem – princípio primeiros da ‘madura’ democracia portuguesa!
“O outro ainda devia andar a mudar as fraldas quando Henrique Chaves deu o golpe de misericórdia na creche desgovernada de Santana Lopes.”
Está referir-se ao Golpe de Estado efectuado pelo Presidente Sampaio com a conivência das elites e jornalistas e que por isso não existiu?