O Plano Estapafúrdio, perdão, Estratégico dos Transportes


eventhorizon,

Parece que já há uma ideia mais concreta da parte do Governo sobre que transportes públicos estoirar na cidade de Lisboa. A lista pode ser consultada aqui. Alguns comentários:

 

22: faz algum sentido retirar um autocarro que liga directamente o Aeroporto ao centro da cidade (Marquês de Pombal), quando nem há metro ou comboio para lá chegar? A única coisa disparatada no 22 é acabar às nove e meia da noite.

 

Rede da Madrugada (201, 202, 203, 205, 206, 207, 208, 210): É o fim do transporte nocturno em Lisboa. Ou ganham os táxis em serviço, ou ganha o INEM a transportar malta que foi sair à noite e levou carro. A cidade é que perde, naturalmente.

 

76: É bom que a malta que estuda na Faculdade de Motricidade Humana tenha carro…

 

Eléctrico 18: É certo que o 18, ao contrário dos restantes eléctricos, não tem grande relevância turística, mas não deixa de ser uma pena ver a cidade perder o seu mais bonito meio de transporte. 

 

Metro: valeu a pena prolongar as linhas até à Amadora e Odivelas para encerrá-las a partir das 21 horas?

 

Desconheço o impacto que a supressão das restantes carreiras vai ter na cidade, mas imagino que seja grande.

 

Falta sabermos qual vai ser o plano de redução e reconfiguração de carreiras na Carris, e o que vai acontecer ao Metro. De qualquer forma, se isto passar e se o Metro passar a fechar às 23h, o Governo pode enfiar no cu qualquer ideia de promover o transporte público e de retirar carros da cidade. 

110 comentários em “O Plano Estapafúrdio, perdão, Estratégico dos Transportes”

    1. Chato é que Lisboa não é um bom sítio para pensar com os pés (ou seja, para andar a pé). No ano passado, durante uma greve da Carris, fiz a experiência de ir do trabalho (Marquês) até casa (Ajuda) a pé. A coisa faz-se, mas não duas vezes por dia, todos os dias.

    2. Já alguem apelidou este governo de “Comissão Liquidatária” eu porém digo: este governo vai ser um autêntico coveiro do País.
      Depois vão apresentar a conta ao BPN…

  1. Caro João, lá voltamos ao mesmo.
    Resta dizer: put your money where your mouth is.
    Ou então, é convocar um referendo. Seria de génio.

    1. Sampy, e voltaremos ao mesmo mais vezes. Todas as que eu entender falar no assunto (serão mais, descanse).

      Sobre o put your money where your mouth is: já o faço – não é por acaso que continuo a usar os transportes públicos.

      Referendo em Lisboa? Que avisem com antecedência para eu mudar a minha residência eleitoral.

    1. Concordo. Acabe-se então com os carros de serviço no Estado, para os nossos governantes e deputados passarem a usar os transportes públicos. Talvez assim percebam as consequências do que estão a fazer.

  2. Acabar com o 76? Isso é escandaloso! Falo deste caso porque me é o mais próximo: não é só a malta que anda na faculdade que fica sem maneira de se deslocar desde Algés até à FMH (serão uns 40 minutos a pé no mínimo), são os 100 e tal estudantes e desportistas que moram nas residências universitárias e nos centros de alto rendimento ao lado da faculdade que ficam isolados! Não é possível.. não estou a acreditar… Tem de haver outra explicação.

    Isto é o fim completo do serviço público de transportes. Os pases ficam mais caros e as pessoas ficam mais mal servidas. Entretanto, a gasolina aumenta, as portagens aumentam, a EMEL aumenta o parqueamento. Isto tem algum cabimento? É um incentivo a quê, ao regresso ao antigamente, em que as pessoas andavam horas a pé todos os dias?

    Isto é um escândalo! Uma demonstração pública de estupidez!

    1. Como não tenho carta, acho que me vou informar dos preços dos fardos de palha, para comprar um cavalo. Ou um burro. Acho que jumentos é o que não falta no Portugal de hoje.

  3. E o trabalho noturno passou no tempo do Sócrates das 20:00 para as 22:00. Não faz sentido que as pessoas que estão a trabalhar “de dia” não tenham transporte público para regressar a casa.

  4. Depois é só dar à emel prolongamento do horário de estacionamento, que agora termina às 20 na maior parte do casos e temos a anarquia total na cidade.
    É o fartar vilanagem……

      1. Oh, se vai…!
        A mim parece-me que o Gov. testa a nossa paciência.È sabido que os portugueses são pacientes, mansos, humildes e tal… será que nunca ouviram falar da temivel furia dos mansos?!
        Na minha familia (alentejo) ainda correm histórias da nossa ultima guerra civil…e aquilo ñ foi bonito.E parece-me que o povo também era português… e manso, nessa altura.
        Cada vez compreendo mais os gregos- e compreender ñ é desculpar- e começo a sentir a medo como nunca senti.
        Obrigada pelo post
        Saudações

        1. Se quiser começar uma revolta no Alentejo, conta com o meu apoio (pode ser que arranje mais malta lá na Costa Alentejana). Até já temos aeroporto – sempre há a possibilidade de, em caso de necessidade, negociarmos uma ponte aérea com algum país aliado 🙂

          (enfim, isto já sou eu a divagar)

  5. Caro João,

    Parece-me uma óptima estratégia… Ora, menos transportes públicos, aumento dos transportes individuais, aumento do consumo de combustíveis (que continuamente aumentam os preços), logo, aumento da receita para o Estado… Simples, rápido e directo.

    Ah, quem não tem transporte individual, pois… que altere a sua vida.

    Em relação ao 76: eu fui um dos que o usei durante alguns anos, já que estudei por aqueles lados. Conheço bem a realidade. Os senhores e as senhoras do plano estratégico devem pensar que na FMH, como tem a Lic. em Ciências do Desporto, todos os alunos podem fazer o aquecimento no caminho de Algés para a faculdade. A questão é que nem só de Ciências do Desporto vive a FMH…

    Andamos um pouco baralhados em Portugal ou é impressão minha?

    Cumprimentos!

    1. Também eu sei o que é andar no 76, pois também me licenciei em Ciencias do Desporto na FMH, e também sei o que é subir toda aquela encosta a pé (quando não havia um 76 ali por perto) e digo-vos que quando chove não é nada agradável.
      primeiro dize-nos para andarmos mais de transportes publicos e deixarmos o carro em casa, depois aumentam constantemenete o valor dos passes e títulos de viajem e para acabar com o resto limitam o horário dos transportes ou simplesmente terminam com as “carreiras”.

    2. Baralhados não estão de certeza. Sabem muito bem o que estão a fazer. Estes senhores que “estudam” estas alterações não sabem o que é um transporte público.
      Preparemo-nos, pois quando estes senhores acabarem de “brincar” não vai restar pedra sobre pedra ….

  6. Já não vivo em Lisboa, mas enquanto lá estive usei sempre os transportes públicos (embora também seja dado às caminhadas). Em boa hora regressei ao Norte do Douro! Percebo que as empresas de transportes tenham de cortar custos e até que tenha de haver fusões de serviços (o que pode até ser positivo para os utentes na uniformização dos bilhetes, coisa que aliás já é prática comum em Lisboa). Mas que raio…como é que quem trabalha à noite ou até mais tarde e usa o metro vai fazer? Será que a ideia é tirar a malta que ao fim de semana vai ao Bairro alto e usa o metro? Mas o que me parece mais iníquo é que ainda há bem pouco tempo o preço dos passes e dos títulos de transporte aumentou brutalmente; seria de esperar, no mínimo dos mínimos, que os serviços não perdessem qualidade, já que não há dinheiro para os melhorar. Afinal até os suprimem!

    1. Estamos de acordo, caro homónimo. Eu também percebo que haja a necessidade de cortar custos nos transportes públicos, mas sendo uma área tão sensível convém que esses cortes sejam feitos de forma planeada e estratégica. Ora este Plano Estratégico parece pouco planeado e de estratégia, nada tem; a ser colocado em prática, arrisca-se a matar a vida nocturna lisboeta (não confundir com “noite”) e a causar um enorme problema a muita gente que trabalha até mais tarde e precisa dos transportes. É incrível, mas nisto até estou de acordo com as palavras de Jerónimo de Sousa: parece um recolher obrigatório.

  7. Além do 22, que liga o aeroporto ao centro da cidade, há também o 745, que faz exatamente o mesmo, e que também querem acabar. Resultado, fica o aeroporto sem as duas ligações ao centro da cidade que atualmente tem.

    Há um comboio intercidades que chega a Lisboa às 23 horas. Com o metro fechado, como é que as pessoas saem do Oriente ou de Santa Apolónia?

    1. Bem visto, Luís. Quanto à sua questão, há duas alternativas: ou se apanha um táxi, ou se espera que a CP termine esse Intercidades (já não deve faltar muito).

      O caso nem é inédito: também foi inaugurado um aeroporto em Beja para, logo de seguida, ser cortado o serviço Intercidades que fazia a ligação directa Beja – Lisboa duas vezes por dia. O problema deste país não é só o excesso de investimento público – é o investimento público sem qualquer planeamento estratégico ou visão de médio e longo prazo.

  8. qual é a solução?

    Não é só o 22 que liga ao centro, por exemplo.
    O resto não sei, mas parece-me que foi um plano apresentado às autarquias, susceptível de negociação.

    Também me parece que não pode continuar como está a situação(nomeadamente financeira) dos transportes públicos, salvo melhor opinião.

    respeitosos cumprimentos.

    1. A solução, para começar, seria fazer um estudo sério sobre os transportes na cidade de Lisboa – sem qualquer explicação para o motivo por que cortam o 22 e o 76, ou por que passa o Metro a fechar às 23h, a ideia que passa é que não houve qualquer estudo, mas sim uma série de palpites. Ora palpites podem ser muito interessantes numa conversa de café, ou mesmo aqui no blogue, mas – opinião minha, claro – devem ser absolutamente evitados quando o que está em causa é a mobilidade de uma população de quantos mesmo, dois milhões e meio na área metropolitana de Lisboa (que, por acaso, até é a capital do país)?

      Cumprimentos, raioverde.

  9. Sou do interior e gostaria de ter um esclarecimento: por que razão todos os cidadãos do país, à excepção dos de Lisboa, Porto e pouco mais, têm que ter transportes públicos financiados por toda a população? Por que razão, eu, que tenho que me deslocar todos os dias cerca de 33 Km , e o estado não me financia nenhum custo e ainda tenho que pagar a scut A24 ? Há alguma lei que obrigue todos os cidadãos deste país a financiar os transportes públicos da população de Lisboa e Porto?

    1. Ora aí está !
      Uma boa questão.
      Por exemplo, já verificaram quem é que vai andar de Metro amanhã de manhã logo à abertura (06.30 h) ?

      Salvo honrosas excepções é só malta da night e muitos deles(as) nem bilhete pagam… “prontos” já disse.

    2. Apesar de viver em Lisboa há alguns anos, eu também sou do interior. Vivi lá 18 anos, e continuo a deslocar-me até lá – de transportes públicos – pelo menos uma vez por mês. Diria que os transportes públicos que existem no meu concelho – são poucos, acredite, e cada vez menos – não são pagos na sua totalidade pela população local. Ou seja: é muito provável que os contribuintes da área metropolitana de Lisboa – que são o quê, dois milhões, dois milhões e meio? – estejam também a pagar, via impostos, as poucas carreiras do concelho de Odemira. Feitas as contas, isto de Portugal ser um país parece que tem bastantes desvantagens.

      Palpita-me que, se cada região – distrito ou mesmo concelho – tivesse de se financiar apenas com os impostos dos seus habitantes, a maioria do interior do país morreria em muito pouco tempo. Por exemplo, Odemira – o maior concelho do país – ficaria sem rede de transportes rodoviários. Por consequência, ficaria a prazo sem ensino secundário pois a menos que toda a população do concelho se mudasse para a vila, seria impossível aos alunos frequentarem a escola. O resto é uma bola de neve.

      1. A questão da subsidiação dos transportes de grandes cidades pelos contribuintes de todo o país não é uma questão nem simples nem pacífica. Trata-se de doutrina seguida por cada ideologia política, porque de política se trata – no sentido bonito do termo – e não há uma solução única e melhor: As questões são: deve o interior e toda a população de um país contribuir para os transportes das cidades inseridas nas regiões mais ricas do país? OU: Devem as regiões mais ricas do país contribuir para que haja transportes em regiões do interior e do resto do país mais empobrecidas distorcendo assim o que o mercado não justifica? E que fazer com as regiões que estão no limbo e que levam por tabela dos dois lados, o que parece ser o caso de Coimbra, e assunto já abordado por Vital Moreira num artigo de opinião? Eu acho que a questão é demasiado complexa, pois envolve áreas tão distintas como a actividade económica, a política fiscal nacional e regional – note-se que não possuímos regiões na acepção da palavra das “bundeslanden” alemãs, em termos de cobrança e gestão de impostos.

  10. boa tarde
    estive a ver os comentarios sobre os transportes e já agora eu sou de coimbra e por acaso os transportes aqui nao circulam mais a partir das 0.00 so os taxis na cidade é que existem a noite por isso já estamos habituados a isto mas ai em Lisboa as pessoas se calhar vão ter que se acostumar com a ideia mas tem que se fazer um esforço.
    Abraço

    1. OOOOOO miguel !

      Também, o que se faz em Coimbra depois das 00.00h !
      A malta da night bem pode ir a pé que é para dissipar os nevoeiros !
      Bom fim de semana e boa night !

      1. Não quero comparar nada !
        Só perguntei, o que se faz em Coimbra depois das 00.00h
        Apesar de gostar muito de Beja… nem lhe pergunto nada !
        Então agora com o frio, nem os gatos andam na rua !

  11. 790: Gomes Freire-Príncipe Real

    um autocarro que vai de uma colina de lisboa a outra…qual a alternativa é que eu gostava de saber, porque o metro fica muito cá em baixo e mt afastado…e a população envelhecida q precisa de ir ao hospital s. josé ou os novos e grávidas q tenham de ir á estefânia???? Sinceramente….

    1. Com intenção de ajudar, aqui fica:

      Dá um pouco mais de trabalho, mas….
      Pode “apanhar” o 758 até ao Rato e aí “apanha” o 74 até à Gomes Freire… quem não tem cão caça com gato.

      P.S. Sou anti PPC e bando de mentirosos, mas que os portugas querem o carro até à sala de estar, lá isso querem !

        1. Com o governo que temos, com as medidas implementadas e outras a implementar, não me admira nada que tenhamos dentro de 2 anos o nível de vida dos anos 50/60 do século passado.
          Não foi isso que se escolheu ?

  12. Desculpem-me mas… gostava de perguntar a estas mentes brilhantes quanto tempo passaram eles no terreno a estudar o problema ? Sabem vou contar aqui uma história: cerca do ano de 1997 uma mente desmiolada(um dos tais “ingenheros” de domingo) resolveu retirar as laminas oblituradoras dosbilhetes nos veiculos da Carris. Convocou uma reunião com as chefias e apresentou o caso. Resposta do sr João mas “sr engenheiro isto vai dar origem ao aumento da fraude” reposta imediata do sr ingenhero “sr João a reunião é para terem conhecimento e não para terem opinião”. Como o sr João previra passados 3 meses esta decisão foi anulada

    1. Prezado anónimo.
      Desculpe lá a colherada, mas já vi que de negócios não percebe nada e nem é preciso ser engenheiro de domingo.

  13. Muito más notícias, realmente. Fazia todo o sentido era diminuir o peso do carro e promover a multi-modalidade: metro, autocarro, eléctrico, peões, bicicletas, car-sharing, etc etc

    E não seria forçosamente necessário gastar mais dinheiro, até poderiam recuperar-se receitas através de efectiva fiscalização do estacionamento, que não esta anedota que temos hoje.

    Não sei o que passa na cabeça destes iluminados, mas temo que seja uma valente corrente de ar.

    Já agora, há muito mitos ligados a Lisboa e ao facto de ser pouco prática para andar a pé ou de bicicleta. Os mitos criaram-se para ser desfeitos: http://bikebuddy.mubi.pt/

      1. Certo. E a esmagadora maioria dos alfacinhas precisa de subir à Graça todos os dias, precisa?

        Por causa destas desculpas adia-se o inevitável, que é apostar em transportes alternativos e mobilidade “suave”. Lisboa não são 7 colinas, são 7 planaltos, e a maioria das pessoas não tem que se deslocar entre mais do que uma ou duas no seu dia-a-dia.

        Um martelo é uma excelente ferramenta para pregar e arrancar pregos, não é por ser tão bom a fazer isso que há-de se querer pô-lo a apertar parafusos também…

        É claro que a bicicleta não resolve TODOS os problemas de transporte de Lisboa, mas podia resolver grande parte. Houvesse verdadeira vontade política em promovê-la como meio de transporte e seria possível poupar tempo, dinheiro e chatices aos contribuintes. E já agora, milhões de €€€ em combustível importado. Nesta altura em que andamos com a corda na garganta, acho incrível que se continue a pensar com os pés, a brincar aos automóveis e a cortar nos TP.

  14. Eu acho sinceramente que o que eles querem é impor um recolher obrigatório, acabar com mais alguns postos de trabalho (Centros Comerciais, Cinemas, Teatros, Educação, Restauração, etc), racionar o tempo de cada um!

      1. João, ao preço que passou a estar a EDP, com todos os cortes e reduções que têm imposto, nem em casa conseguimos disfrutar do “resultado” dos nossos dias de trabalho… O lazer é cada vez menos e a qualidade com que ainda se conseguia fazer alguma coisa está a desvanecer-se!
        O aumento das contas e redução de rendimentos é isso que proporciona!

        1. É simples. Passamos a cortar a luz, o telefone, a rede móvel e o sinal de internet a partir da meia noite, e a instituir as “oito horas de sono obrigatórias”, com ganhos evidentes na saúde e na produtividade 🙂

          1. LOL!
            Para cortar a partir da meia noite para mim seriam só 6 horas de sono…

            Os nossos (des)governantes nem iam notar!

            Na minha opinião, que vale o que vale, temos de “atacar” o cerne da questão, a má gestão do erário público!
            Nomeadamente na área dos transportes! Há directores disto e daquilo a receber milhares de euros + ajudas de custo + despesas de representação + carros, etc!
            Isso é que tem de mudar!

            Não é tirar meia dúzia de carreiras que resolve o problema!

  15. Penso muito a sério comprar uma bicicleta dobrável, mas também seria muito útil a CML, já que não tem voto na matéria nos serviços de transporte de Lisboa (deve ser caso único no mundo) que aumentasse em muito a rede de vias ciclaveis. Pasme-se o aumento de utilizadores de bicicletas em Lisboa, em especial das dobráveis, com as vantagens de não ficarem na rua e poderem ser transportadas nos TP. Já agora o 764 era a unica ligação entre Benfica (incluindo Estação) ao Hospital de Santa Maria (que serve esta população) e à Cid. Univ. Além de que ainda não vi nenhum estudo sobre o valor acrescentado da existência de TPs (e não só os custos) em termos de competitividade para as empresas, para as actividades de lazer e consumo após o horário de trabalho. Assim, depois deste, é seguir direitinho a casa, sem parar em lado nenhum. Grandes estrategas de transportes!

      1. Uma das vantagens de se morar dentro de Lisboa é haver várias alternativas para nos deslocarmos e o táxi é, em último recurso, uma solução excelente. Em poucos minutos chega-se a qualquer sítio. Ok, vão dizer que morar em Lisboa é caro, mas isso é se compararmos apartamentos equivalentes em área, confortos e idade dentro e fora de Lisboa. Mas há muitas casas normais, usadas e com áreas mais modestas a preços atractivos. Agora não sei, porque os bancos já não emprestam (empestam?) para crédito à habitação. Mas os preços têm vindo a cair. Eu, que valorizo mais o tempo que o espaço, prefiro estar a 20 minutos do trabalho e mesmo que trabalhasse fora, teria a facilidade de ter a oferta de transportes públicos das horas de ponta, mas em sentido inverso. Morando junto a um bom interface então as opções são muitas…bom, vamos ver daqui para a frente… talvez a bicicleta dobrável seja mesmo uma boa opção. Já se falou nas colinas, mas há soluções técnicas para auxiliar nas subidas (uma espécie de pedal encastrado no chão e que sobe por meio de cabo subterrâneo). Quanto à chuva…. vou ao norte de França às vezes e lá não chove…só fica um bocado húmido…e têm um calor estranho às vezes, mas a malta continua a dar ao pedal, idosos e tudo!

        1. Henrique, há quatro anos fui passar uns dias de férias, por alturas de fim-de-ano, à Dinamarca – e mesmo com temperaturas negativas e neve a começar a cair, imensa gente continuava a pedalar nas ruas de Copenhaga. Mas, lá está – é uma cidade plana, facilita imenso. Há soluções para ajudar nas subidas, como menciona, mas são dispendiosas – e se a CML está a preparar-se para cortar na recolha de lixo, duvido que faça sentido investir-se em formas de levar bicicletas para a Graça, por exemplo.

  16. Como já ouvi dizer por aí, “temos de evoluír para o que era antigamente”. Estas medidas são no mínimo ridículas.

    Já agora aproveito para perguntar aos utilizadores do 76 (que vai de Algés à FMH) no caso de ser necessária uma deslocação a pé, não seria mais perto ir até à estação de Cruz-Quebrada?

    1. Lá está, para além do parque de viaturas estar sempre esgotado e o estacionamento abusivo na berma da estrada que ladeia a FMG, estar sempre cheia de carros, podem agora os “atletas” que serão 1/2 dúzia, vir a pé da estação da Cruz Quebrada até à Faculdade ?
      Digo eu, o 76, que tem paragem terminal mesmo à porta da Faculdade, é uma mordomia de alto lá com o chapéu .

        1. Prezado João Campos.

          Não percebe, ou não quer perceber .
          A carreira 738 Começa no Alto de Stº Amaro e termina na Quinta Barros (atravessa quase toda a Lisboa ) enquanto a carreira 76 começa em Algés e termina na FMH e mesmo à porta. Na realidade uma mordomia para 1/2 dúzia…

          1. Eu sei. Uso o 738 quase todos os dias.

            Não sei se é apenas para uma dúvida. Se o percurso é curto, não seria possível arranjar uma alternativa ao 76?

          2. É só passar uma manhã à porta da Faculdade e ficam dissipadas todas as duvidas.

          3. Se sabe, está tudo dito.
            Antigamente, havia a carreira 15E que ia até à Cruz Quebrada e em dias de jogos de futebol o 15E ia até ao estádio Nacional, inclusive nesses dias a CP tinha estação onde é hoje a piscina do Estádio Nacional.
            Pois bem, tudo isso terminou porque a rentabilidade era nula. Ainda hoje a carreira 76, a da nossa questão tem tempos de paragem que dão para o motorista dormir a sesta. Sabe quanto custa um motorista da Carris/dia ?
            Quanto a alternativas, olhe tem o comboio até à estação da Cruz Quebrada… depois, é andar a pé aquele Kilometrozito e acaba-se a mordomia para meia dúzia deles(as). Agora, fico à espera das suas sugestões. Bom fim de semana !

          4. ERRADO! A génese do “76” encontra-se no encurtamento do 15E a Algés. É o 15E que há que repor no percurso Algés-Cruz Quebrada, com uns 800 de que se recuperem as carcaças, por exemplo, se ainda por lá houver, ou com material equivalente feito de novo, em modo revisto e actualizado,,,

      1. O típico comentador que acha que os jovens são todos uns calões e que só andam “na night”, como não se cansa de dizer. Mas vamos lá…

        Eu, que sou uma jovem rapariga de metro e meio de estatura, não arrisco a sair de “night” no duvidoso apeadeiro da Cruz Quebrada e vir a pé 20 minutos a pé até à FMH. E vou-lhe dar outra informação: há quem estude de “night” e tenha de chegar a casa!

        Vou-lhe dar outra uma novidade: há cerca de uma centena de jovens a viver nas residências junto à FMH, entre atletas de alta competição e muitos estudantes do Pólo Universitário da Ajuda. Ora, na Ajuda não há comboio. Teria de vir de bus até Algés (os mestrados são todos à noite, era o meu caso), e esperar meia-hora por um comboio que me levasse à Cruz Quebrada e sair numa zona industrial abandonada. Dois passes. pagar 30 ou 40 euros só de passe de comboio por uma estação. Espectáculo! Sendo que o bilhete diário de Algés à Cruz Quebrada é de 1,70€ (o que é genial, nem sei como é que os transportes se aguentam com estes preços tão baixinhos, 1,70€ para andar 2 minutos de comboio).
        Isto tudo devem ser mordomias destes jovens, claro. Olhe, vá viver você assim, ou mande a sua filha viver nestas condições.

        Mais uma nota sobre o parque da FMH estar sempre esgotado: não tente manipular a realidade a seu favor. O parque da FMH é minúsculo. Era capaz de ficar cheio só com os carros dos professores e pouco mais. E os parques das residências universitárias (três pisos cada uma, e cada quarto leva 3 pessoas, faça as contas aos estudantes bolseiros que moram lá) têm 3 ou 4 carros estacionados.

        A extensão do 15E era uma boa opção. Fazer da extinção do 76 um comodismo de jovens preguiçosos é simplesmente estúpido. O 76 anda sempre cheio de idosos também. Mande-os andar a pé!

  17. São decisões de quem nunca teve que andar de transporte público. De quem não tem a mínima noção da realidade…mas da verdadeira; não da realidade dos corredores dos ministérios com motoristas à discrição. O que mais me irrita é esta “mansidão” enorme que atravessa esta Nação…que se vangloria de um passado, que a páginas tantas tenho dúvidas e, se não é uma falácia toda a história que nos impingiram durante os anos em que calcorreamos as salas de aulas!
    Como somos muito parecidos com os Gregos, estes sim, mais irmãos que quaisquer outros, pensei que alguma voz descomprometida nos mostrasse a luz e nos convidasse a apertar os “tintins” ao eixo franco-alemão, com um referendo e um manguito, como prova do nosso bestial contentamento.
    Por mim, ontem era tarde, já teríamos virado as costas a tanta hipocrisia, tanta ameaça, tanto dedo em riste…se querem que se lhes pague, que levem todos, mas todos aqueles que assinaram todos os pedidos de dinheiro e tratados de promessa de VENDA deste País. Ninguém nos explica, nem sabem, apesar de tantas mentes brilhantes, catedráticas, balofas…o que aconteceria a Portugal se saíssemos do “saco de gatos” que é esta EU. Sem pensar muito, creio que seria mais auspicioso o futuro desta Nação. Temos tanta terra, tanto mar e tão pouca vontade de produzir. A continuarmos assim, depender dos “ajustamentos”, seremos sempre escravos de mão estendida. É inconcebível, sermos um País que importa 80% de bens essenciais, quando poderíamos ser auto suficientes e exportar. Acordem, acordemos, por favor!
    João, fugi um pouco ao tema, perdão…

  18. Vivo e trabalho em Lisboa desde sempre e pondero sériamente comprar carro pois utilizar transportes públicos está cada vez mais caro, sem qualidade e pelos vistos com cada vez menos alternativas.Porquê tanta campanha sobre utilização de transportes públicos se os tiram?

  19. Se estão muito preocupados com a suposta supressão de carreiras têm bom remédio: criem as vossas empresas de transportes públicos e assegurem o horário nocturno.

    Por norma, os lisboetas gostam muito de falar de barriga cheia, mas não se esqueçam que grande parte do território nacional (ou quase todo) também não tem transportes públicos nocturnos. Aliás, a rede de transportes públicos de Lisboa é um luxo quando comparada com o restante país.

    Porque hão-de os habitantes da beira interior pagar os vossos autocarros nocurnos quando vocês também não pagam as Scuts do interior?

    Os transportes públicos de Lisboa têm capacidade para serem muito mais eficientes e melhor geridos… Deixem as pessoas trabalhar.

    1. já vou na terceira folha de leitura dos comentarios, e não “parei” em nenhum. Por respeito para com o João, contenho o desabafo que o teu post me impele. Desde logo não lês – claro que nao és obrigado- os comentarios, ou terias encontrado resposta para a tua ignorancia, pois a dado passo o João noticiou que os transportes publicos em Odemira existem também pelos apoios estatais. Mas não sabes, porque és daqueles inteligentes que tens outra opção, e portanto nao te interessa. (Vê lá que ainda agora o governo comprou o europarque…) Os apoios estatais, e imagina até autarquicos!, são diversos. Nem vou referir os transportes escolares que simultaneamente servem as populações mas que são integralmente pagos pelo estado. Mas a tua parvoice é mais grave: queres comparar a “aldeia” lisboa ás aldeias remotas com meia duzia de pessoas, ou mesmo ás vilazinhas ? E onde é que queres ir á noite, á tasca da aldeia vizinha ? Pela tua estupidez lisboa não teria hospital – e vê lá tem vários!!!- porque a tua terriola não tem nenhum. Anedota: rele o João e aprende. È a grande cidade, sómente pelo facto de ser grande, que paga até o alcatrao da tua terriola. Haja pachorra.

      1. Ainda bem que usaste a palavra certa: Estupidez!

        Vê quanto o Estado gasta per capita com a região de Lisboa e já entendes porque as restantes aldeolas (como chamas) não saem da cepa torta.

        Estupidez é perder o tempo que tu perdes a comentar uma suposta notícia quando nem sequer é um facto consumado – é um estudo!

        Estupidez é acreditar que as coisas podem ficar tal e qual estão, mas quando não houver dinheiro para pagar aos funcionários dos transportes públicos nem para o combustível, eu quero ver se vão ser os teus amigos socialistas/comunas/trotkistas a pegar nos autocarros e, sem cobrarem nada por isso, assegurem esses mesmos serviços.

        Quando se diz que temos vivido acima das nossas possibilidades, isso não se limita apenas a quem comprou casas caras ou carros acima do que podia. Refere-se, sobretudo, a isto: um país a prestar serviços ineficientes e caros para o contribuinte., serviços que, apesar de minimamente úteis para o utilizador, o país não tem condições de os prestar.

    2. Pensamento espectacular. Comece a aplicá-lo em todas as questões da sociedade. Está descontente com o serviço nacional de saúde? Crie o seu próprio! Tem falta de estradas? Construa-as você mesmo! A certa altura já não precisámos de pagar a um governo. Mas enquanto tivermos eleições, pagarmos subsídios, motoristas e viagens, creio que é legítimo estarmos preocupados com medidas que nos afectam a vida e exigirmos melhores condições.

      A rede de transportes de Lisboa é um luxo comparada com qualquer parte do país porque nesta área vivem dois milhões de almas. Acha que é possível dois milhões de almas virem trabalhar para Lisboa de carro? Acha que é possível comparar com a Beira Interior? Nem comparando com as outras Beiras todas juntas a coisa fica equilibrada.

      Mas tem razão: “os transportes públicos de Lisboa têm capacidade para serem muito mais eficientes e melhor geridos”. Com tanta gente a utilizar e a pagar, eu gostava de saber como é possível tamanho buraco. E não me parece que suprimir carreiras essenciais e retirar transportes nocturnos às pessoas seja a forma correcta de o tapar.

  20. Vamos a ver:
    Segundo publicado no suplemento Economia do DN de hoje, este rematado disparate sobre a supressão de transportes públicos vai afectar 1 MILHÃO de pessoas.
    Pergunto: Por acaso o governo quer que entrem na cidade de Lisboa UM MILHÃO de carros particulares como alternativa à supressão dos TP, agora em “estudo”??? E já agora…quem são os génios que “estudam” esta matéria? Os mesmos ou iguais aos que tem preconizado medidas que hão-de levar este País , não à glória, mas à falência? São credíveis, portanto ….

    1. Pergunto: Por acaso o governo quer que entrem na cidade de Lisboa UM MILHÃO de carros particulares como alternativa à supressão dos TP.

      Se tiverem dinheiro, se tiverem dinheiro para chegarem de carro.
      Pergunte como era nos anos 50/60 do século passado.

  21. Diziam mal do outro, eu nunca pensei em assistir a uma cáfila tão bronca a governar, sai fora de todos os parametros.

  22. nao , nao e estapafurdio, e realista. TRANSPORTES CARISSIMOS PARA OS CONTRIBUINTES NAO DEVEM EXISTIR. A rede de transportes de lisboa e porto devem der reformadas senao rebentam. Muitas pessoas pensam ainda que nao , eles teem de la meter dinheiro porque aquilo serve para transportar pessooas para os trabalhos e mais mnao sei o que , OIS E , SO QUE ELES ESTAO NA BANCAROTA. aS EMPRESAS DE TRANSPORTES PUBLICAS SAO UM ENORME EMBUSTE COM REGALIAS E ORDENADOS QUE NAO SAO COMPATIVEIS COM PAISES POBRES. SAO ESTAS EMPRESAS as grandes armas dos sindicalistas profissionais , sem eles eles sabem que teem de começar a trabalhar. OS TRANSPORTES PUBLICOS TEEM MAU SERVIÇO, FUNCIONARIOS CHEIOS DE MANIAS E MALCRIADOS, ALIAS O COSTUME EM FUNCIONARIOS PUBLICOS A 75%.

    1. Só para referir que os trabalhadores das empresas públicas não são funcionários públicos. Quanto às “manias” e “má-criação” de ambos, acho que as generalizações tendem a revelar superficialidade de análise a quem as profere.

  23. Metro de Lisboa tem 3.812 milhões de dívida a curto prazo que é 20 vezes superior às vendas num só ano

    Metro de Lisboa precisa de cinco anos de facturação para pagar só as suas dívidas de curto prazo.

    1. bolas. O João tirou-me as palavras da boca. Fecha o metro. Mas a divida persistirá, e se não liquidada, continuará a aumentar. Pior que o metro de lisboa, mas muito, é a educaçao gratuita. Mas não vou por aí. È que ainda hoje ouvi que a divida da CMPOrto é de 8 mil milhões e, devo ter ouvido mal, corresponde ao orçamento do ministerio da educaçao. O que estás a admitir e todos sabemos (alias o PPC diz que só quer reduzir a participação do estado, torna-la semelhante á participação estatal nos outros países) é que nenhuma desta reformas vai pagar a divida, e quantos menos passageiros menos receitas para a manutenção. E, se não sabes, informa-te. Já teras ouvido o conluio entre governos e bancos. Pois estas dividas eternas são um mancial para os bancos. Tenciono postar mas pouco. Ainda assim: defendes que as camaras vendam os jardins. Resolviam todas as suas dividas e ainda sobrava dinheiro.

  24. Metro de Lisboa tem 3.812 milhões de dívida a curto prazo que é 20 vezes superior às vendas num só ano

    Metro de Lisboa precisa de cinco anos de facturação para pagar só as suas dívidas de curto prazo.

  25. estava quase a terminar a leitura da terceira pagina de comentarios, e não me contive e comentei um comentador. A seguir li um aviso do João de que nao são admitidos gritos. È assim: nós somos uma parte e interessados. Precisamos e defendemos o transporte publico. A dada altura o João fala em bola de neve. Não digo que o sentido seja o mesmo que interpretei, mas a verdade é que tal como as sucessivas reformas do trabalho (codigos laborais) cada vez pior. Ainda bem que aqui ninguém falou na treta do utilizador-pagador. Sem entrar em mais detalhes, noticia recente diz que as portagens pagam só 10% dos custos das estradas…È assim: acabaram com os cobradores de bilhetes. Um dia acabarão com os motoristas. Depois só se acabarem mesmo com os autocarros.

  26. o pessoal tem que fazer como na Grécia e rebentar com alguns autocarros e colocar fogo nas estações do metro e nos autocarros ,voces vão ver que isto vai lá vai, comecem a rebentar com as merdas que eles pensam logo 2 vezes.. estamos todos muitos relaxados e calmos a ver a banda passar isto já tem que ir com porrada.

    1. Força !
      Vai já com uma G3 para o Terreiro do Paço e eu amanhã compro o Correio da Manha para ver as portadas.

      É da Manha sim senhor !

  27. Quando Deus criou o ser humano deu-lhe inteligência que devia servir para nos ajudarmos uns aos outros, porém um dia chegaram os governantes, eleitos democraticamente que se preocupam em estragar tudo para que nada fique de fora, cortar a direito sem pensar nas consequências, tratar pobre e paupérrimo do mesmo modo mas deixando os rico de lado… Enfim, foram lá postos agora temos que os aturar.

    1. Tem a certeza que deus criou o ser humano ?

      Se criou fez uma bela obra…podia ter feito coisa melhor !

      Também “deu” inteligência ao golfinhos e depois ?

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