O pior presidente na história dos EUA


joaomsandre,

Li abaixo o post do José Meireles Graça e fiquei pasmado. Não entro pela sua opinião sobre a qualidade do trabalho que fez (cada um que tire as suas opiniões), mas pela forma como viu estes últimos meses como «uma mancha indelével no seu mandato». Deixo duas notas que me parecem relevantes.

1. Não houve fraude eleitoral nas eleições. Isto foi confirmado múltiplas vezes pelos estados, pelas instituições federais e pelo simples facto de os democratas não terem tido resultados tão bons no Congresso e Senado como para a presidência. Deixo este ponto aqui porque é importante deixar factos, não fantasias propaladas por pessoas com alucinações de conspirações por répteis que tomaram conta dos EUA.

2. e mais importante. Mesmo que alguém pense que Trump fez um bom trabalho legislativo e administrativo, não há forma de contornar o facto de ele ter fomentado uma divisão na população do país que não se via desde a Guerra Civil, bem como não há forma de ignorar que ele motivou e atiçou a turba de aloucos que invadiu o centro da Democracia dos EUA. Donald J. Trump é o homem que, enquanto presidente, quis dividir o país e iniciou uma insurreição. Isto não é desculpável nem que ele tivesse conseguido eliminar a pobreza no país.

Não compreender este aspecto fundamental faz-me confusão. A atitude de Trump perante qualquer norma democrática (e ao longo de todo o seu mandato, não apenas nos últimos meses) não é uma mancha. Mancha no mandato é o que teve Bill Clinton quando perdoou Marc Rich ou mentiu para esconder um encontro sexual. Se um presidente não cumpre a sua função primária, defender a Constituição do país e liderar toda a população e acaba por quase ser o arquitecto de uma descida aos infernos, então não há outra forma de ver as coisas: Donald J. Trump é o pior presidente da história dos EUA.

72 comentários em “O pior presidente na história dos EUA”

  1. João, não dá para argumentar com fundamentalistas, que baseiam as suas opiniões não em factos ou argumentos, mas em presuncões, preconceitos, e água benta. É gastar latim. Vou-lhe dar um exemplo. Os demónios, falo apenas nos chifrudos com asas, não existem, claro. A ciência nunca deu deles notícia. Não há registros fósseis. Nem estão classificados taxonómicamente, seja acima das águias ou abaixo dos sapos. Mas mesmo assim há gente que os vê, com aqueles olhos que a terra há de comer. É malta patusca, para umas patuscadas, contam-se umas piadas, faz-se deles um pouco, e a malta não se importa. Há vinho a correr e leitão a assar. Mas, João, nunca ninguém,fora das comezainas, pretende esclarecer, contradizer, ditos devotos, porque, para já, é perda de tempo, interrompe a digestão e faz azia e porque obedecem a lógicas sinistras e bizarras. É malta paralela a este mundo. É malta das terras baixas e planas. Abraço

    1. O Que acho inacreditável é o facto das pessoas andaram na internet a “acharem” (o tal “achismo” a que o Pedro Correia bem aludiu ainda há pouco) coisas absurdas: como é que é possível que em pleno 2021 haja gente como V. a negar a existência de demónios? Até onde vai o obscurantismo …

      1. Meu santo e admirável padrinho missionário: saudações proféticas aqui do reino celestial que é a minha natureza.
        Antes de mais quero dizer que cornudo(a)s há muitos e muitas; e são sempre os últimos a saber.
        Dito isto, importa verter umas linhas celestiais em torno da temática:

        Trump é o melhor presidente do mundo, depois de mim.
        Porém também quero expressar minha indignação pela expressão xenófoba, racista e discriminatória que leva por nome “casa da democracia”. Considero que existem muitas casas da democracia, a começar pela minha e incluindo casas de putaria onde se pode encontrar a expressão livre e vivificante da conquista que se pode obter a partir desta condição.
        Não é certamente por acaso que o cristianismo, em Jesus, leva esta realidade através da afirmação: “Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas vos precederão no Reino de Deus” (Mt 21, 31)

        Com Trump e eu, diante da empolgante perseguição levada a efeito pelos feministas e feministas castos e puros deste mundo, fazemos parte do plano regenerativo desta putaria que se instalou no mundo, venho dizer os porquês de Trump, um verdadeiro macho com uma deliciosa e maravilhosa mulher que não se confunde com feministas, ser o melhor Presidente do mundo:
        1 – A justiça norte-americana, graças à nobre intervenção de Trump, verificou a existência de um sistema eleitoral potencialmente fraudulento e antidemocrático;
        2 – Não ficou provado que as irregularidades eleitorais até agora detectadas fossem em número suficiente que impedisse a tomada de posse por parte de Biden;
        3 – Graças à acção generosa de Trump em prol da justiça, o sistema eleitoral americano jamais permanecerá como está;
        4 – Trump restitui definitivamente a voz e a vez a uma América cerceada, perseguida e ostracizada por militantismos bacocos feministas, lgbtista, eutanasianistas e abortistas;
        Trump foi o único a meter na ordem uma Europa feita de corrupções e corruptores que só levantaram a garimpa agora para se unirem em um acordo prostituído e consentido com um PC Chinês que se recusa a permitir o estudo de evidências sobre a propagação da praga que, juntamente com os militantismos referidos, é a mais devastadora socialmente que o mundo conheceu;
        Trump restituiu a liberdade aos povos do mundo ao combater energicamente o militantismo opressor e controlador do PC Chinês que agora é abraçado pelos mais diversos e ditos democratas do mundo;
        Trump recuperou a América e regenerou o mundo ao proporcionar-lhe a possibilidade de conhecer estas realidades;
        Trump combateu a Nova Ordem Mundial ECONOMICAMENTE ASFIXIANTE, a fascista e militante ordem opressiva, restritiva e persecutória que algumas gigantes da TECNOLOGIA PRETENDIAM E PRETENDEM impor ao Mundo;
        Trump é o reflexo do verdadeiro HOMEM E MACHO DO FUTURO.
        AMÉN e AMULHERES sem feministas.

        1. Faz-me lembrar um meu comentário a um amigo. Os invasores era na verdade uns progressistas. Se conseguissem impedir a certificação de Biden, no dia 20 de Janeiro veríamos Nancy Pelosi a tomar posse. O que eles queriam era uma mulher presidente.

          1. Eu diria mesmo mais. Aquela malta é toda esquerdisto-marxista, e o Trump que os adora («you’re special») é um marxista-leninista antifa fazendo-se passar por proto-fascista. Há gajos perspicazes para caramba, têm olho de lince.

    1. Realmente,um presidente que diz que o vírus desaparece bebendo lixívia… E o Bolsonaro diz que se as pessoas tomarem a vacina e a se transformarem em jacarés, a culpa e deles! É o que temos.😂😂

    2. Tem toda a razão. Deve ter sido essa senhora que negociou o acordo para o Médio Oriente. Tal como foi o padre Melícias que orientou a política económica no governo do Guterres e que conduziu ao pântano….🙄

      1. Num acordo têm que haver pelo menos 2 partes. Os palestinianos não foram tidos nem achados. Já os outros países da região, sempre tiveram relações cordiais com Israel, mesmo que camufladas.

  2. É incrível o número de portugueses que debatem a política dos EUA como se fosse algo que tivesse muito a ver com eles, isto é, como se fosse a política do seu próprio país.
    Para mim, o assalto ao Capitólio dos EUA tem mais ou menos a mesma importância – de facto, tem menos importância – que eventos análogos que já ocorreram em muitos outros países, tendo frequentemente como consequência o derrube do poder político constituído (coisa que, no caso dos EUA, manifestamente não ocorreu).

    1. Já se cumpriram pelo menos oitenta anos desde que a grande política nos EUA passou a ter um impacto directo (e pesado) na Europa Ocidental.

      1. A política externa dos EUA tem certamente um grande impacto na Europa, e em todo o mundo.
        A política interna dos EUA tem, porém, muito pouco impacto.
        Eu acho muitíssimo bem que os europeus discutam o impacto da política externa (e comercial) dos EUA sobre a Europa. Por exemplo, o impacto sobre a Europa e sobre as empresas europeias da tentativa desesperada e fanática (meço bem as palavras) que os EUA estão a fazer para impedir a conclusão da construção de um pipeline da Rússia para a Alemanha.
        Agora, a política interna dos EUA, isso é coisa que basicamente só deve interessar aos americanos.

    2. As políticas internas ou internacionais dos EUA têm enorme impacto em todo o mundo. Isso basta para que tenham interesse.
      Além disso, os EUA foram provavelmente a primeira democracia moderna. Isso torna-os relevantes.
      Por fim, se me der vontade de ter interesse na politica interna de Syracuse, NY, qual o problema?

    3. tambem já tenho lembrado isso, até para acrescentar que os americanos financiaram esses assaltos.

      No entanto, na nossa modestia, nada nos indica que no assalto ao Capitolio visassem uma revoluçao. Do mesmo modo que a tentativa dos policias portugueses de assaltarem o nosso Parlamento tambem nao visava um golpe de estado.

  3. Aquilo que o americano moderado mais teme é que se responsabilize apenas um lado pela fratura social e pelo divisionismo.
    Ambos os lados da barricada têm culpas no cartório.
    E o americano moderado teme essa desresponsabilização ao partido agora no poder, pois prevê que isso resulte em impunidade por um lado, em marginalização por outro e em injustiça por outro.
    O americano moderado, que nunca levou demasiado a sério Trump, nem demasiado a sério Harris, teme que desresponsabilizar a última e responsabilizar exclusivamente o primeiro, pelo divisionismo, lhe traga problemas.
    Entre eles, impunidade, protecionismo e privilégios desequilibrados a uns, e marginalização e diabolização a outros.
    Este é o pensamemto do americano comum, independentemente da cor política, ou da cor da pele.
    De resto, pouco a dizer sobre o post. Mais do mesmo.

    1. Não vale a pena. É tão legítimo ter dúvidas acerca de uma derrota eleitoral que resulta exclusivamente de um método de votação sem controlo presencial, como era legítimo duvidar da derrota baseada nos “hanging chads” de 2000. Em ambos os casos as regras formais foram respeitadas, mas isso não convenceu os derrotados. Gore não é Trump, como é evidente, mas a “guerra cultural” da América, que “legitimou” (na cabeça de quem lá esteve, naturalmente) o que aconteceu no Congresso não é uma consequência de Trump, mas a causa que o gerou. Duvido que acabe com a sua saída de cena.

      1. Devíamos evitar a tentação de dividir os americanos em vencedores e vencidos. O que nos chega na imprensa, que cataloga tudo dessa forma, como se fosse um jogo de futebol, não é correto.
        Há os fervorosos, como no nosso país, e há aqueles que votam, que têm as suas ideologias e as suas preferências, mas que depois das eleições passa, acabou, nova realidade.
        Quando leio sobre a América na Europa, parece que os 350 milhões de habitantes se dividem em democratas e republicanos e andam constantemente à turra e à massa, todos os dias, constantemente. Por vezes até brinco com a situação, parece que para os europeus, a América é um constante confronto Real Madrid-Barcelona, ou Porto-Benfica, ou Braga-Guimarães.
        E neste ponto é necessário esclarecer que a parte de vencedores e vencidos já passou. Já ninguém quer saber disso, excepto os psicopatas das manifs, sejam de um lado, ou do outro. Mas esses, convém acentuar, são uma mísera minoria.
        No entanto, a sombra de suspeição existe e existirá sempre. O americano não ficou convencido.
        Mas o que quer neste momento, é continuar com a sua vida e ultrapassar este pesadelo.

      2. Você não percebe como é feito o registo dos eleitores americanos.
        Existem igrejas e apartados que tem mais de 10000 eleitores registados!!!!
        Uma igreja da Geórgia tinha 128 eleitores, nestas eleições tinha 11639 eleitores. É nisto que o Trump e os apoiantes reclamam que existe fraude. Quem é que podem dizer que foram os 11639 eleitores a preencher os boletins e votar? Ou que foi o grupo de pessoas democratas que preencheram todos os boletins e os enviaram? Só que as normas de votação permitem isto. Daí não ser dado como fraude eleitoral.

      1. Não. Escrevi sobre um ponto de vista que é comum e corriqueiro na Europa e que deturpa a realidade da sociedade, a sua opinião, as suas expectativas. Escrevi para esclarecer que a sociedade americana não é uma arena de luta livre constante. Que os lutadores, a quem se dá tanta atenção na europa, são uma ínfima parte dela.
        Sobre o mais do mesmo, é mesmo isso. Mais do mesmo. Como seria mais do mesmo eu próprio comentar novamente assuntos que já comentei.
        Se interpretou que o mais do mesmo era uma crítica negativa ao comentário, ou ao comentador, engana-se, porque não é.

  4. Boa tarde.
    Poderá ser o pior presiddnte da america.
    Pessoalmente junto-o ao Obama.
    O yes we can, não passou de um slogan sem concretização.

    1. Só por gozo. Mesmo que não considere Obama como um bom presidente. Nem sequer estão na mesma galáxia. Leia outra vez as minhas razões. Se não concordar, então a conversa pode ficar por aqui.

  5. A técnica do ‘vai haver fraude eleitoral’ antes das eleições é como a do negociante ‘não quero isso nem dado’ para obter um desconto e depois se o outro não vende ficará sempre a ideia que o produto não presta.

    1. e tem mais, apesar de mero pormenor, mas que nao o revejo.
      Muitos meses antes das eleiçoes já o voto por correspondencia era noticia, entre democratas e o Trump, o Trump nao queria pagar o correio.

      Mas o que mais importa : porque será que tantos democratas optaram por nao ir votar presencialmente ?
      Voces sabem que existem cidadezinhas, de Xerife, em que ha hora da missa, nao se ve ninguem nem transito na rua ….

  6. “…Não compreender este aspecto fundamental faz-me confusão…”
    Sugiro que alargue as suas fontes de informação, e formação, sobre os EUA para que valha a pena as suas opiniões sobre aquele País.
    Viver por lá uns tempitos também ajudava. Mas convém sair do bar do Hotel. Convém arranjar um emprego, constituir família, pagar impostos.
    Depois se optar envolver-se num partido por lá, A ou B não interessa, aí é que acabam as confusões.

    1. Se preciso disso tudo então não vale a pena escrever mais. Posso enganar-me, mas não me vejo alguma vez a viver lá. Fui (e vou) com alguma frequência por motivos profissionais, mas viver? Não, obrigado.

    2. por favor, pode ser mais concreto : viver onde ? numa cidade tamanha, que nenhuma igreja ou xerife domestica, ou numa cidadezinha de provincia ?

      1. Estou a ver que este anónimo vive nos EUA há décadas e percebe mais que os outros todos juntos.as só daquele bairro onde vive, não se atreve a fazer comentários sobre outras partes do país.

  7. Agora teremos o Obama 2… a dar conferências de imprensa com 67000 jornalistas, fazer anúncios de luxo “Vamos retirar 90000 soldados do Médio Oriente.”, no mesmo dia, envia 3 porta-aviões e 70 navios de guerra, assim como dá ordens para avançarem 75000 marines e 30000 militares das empresas privadas. E o povo bate palmas ao discurso e garante que retiraram daquela região… O mesmo para a área económica. O deficit subiu 47% nos anos do Obama, ninguém se queixou. Nos 4 do Trump subiu 5,6%, já é um crime terrível. Nos 8 anos do Obama expulsaram 5 milhões de “aliens” (ilegais). O Trump nem aos 500000 chegou, todos o criticaram.

    1. Obama teve que atacar a crise de 2008-09, o que naturalmente fez explodir o défice. Em 2016, o último ano da sua presidência, o défice foi igual ao do último ano da presidência de W. Bush, 3,12%. O ano de 2020, com Trump, terá dado num défice de 14,1% mas isso não é algo que lhe leve a mal. Aliás, sendo que isso saiu do congresso e senado, não creio que ele tenha feito absolutamente nada num sentido ou outro. Mas o défice de 2019 foi de 4,59%. Cerca de 50% mais elevado que o dos últimos anos de W. Bush e Obama.

      Quanto à exclusão de imigrantes, tem razão. A administração Obama expulsou imensos.

      1. Extra sobre a expulsão de imigrantes. Obama expulsou mais que os outros presidentes, em parte porque o México vinha da mesma crise que o resto do mundo e muita gente fugiu dela para norte e noutra parte porque a administração Bush instituiu várias novas restrições que obrigaram a aumentar o número de deportações. Verdade seja dita que Obama demorou a corrigir isto, mas depois de o fazer os números caíram e Trump andava a expulsar tantos como Obama nos últimos dois anos da sua presidência.

  8. Caro João André, os meus parabéns pelo seu “post”… Delito de Opinião é, na verdade, num dos poucos casos por aqui vistos, todo ele… mesmo sem até ter sido, confesso, mais radical como eu desejava.
    Nele não só teve a ousadia de confrontar a opinião de um outro “autor” (por aqui, um verdadeiro sacrilégio! Diria, quase pior do que a rebelião dos anjos transformados em diabos, no reino dos anjos…) como, com essa ousadia, até permitiu que alguns dos habitués comentadores aqui no DO, se sentissem mais livres para “gastar latim” sobre ele (mas não lá! Claro, eles até sabem as vantagens de serem sensatos por lá).
    Sim, «Donald J. Trump é (foi) o pior presidente da história dos EUA»… pelo menos dos que conhecemos na nossa memória! Geralmente, os presidentes “yankees” são apenas isso: o “go home” vem sempre de lá longe! Este até conseguiu que os Democratas tivessem um “pleno” (“go home”!) em todas as frentes mas lá está, há sempre quem descubra a inteligência de um povo, num ano e depois, passados 4 anos, não queira descobrir idiotice nele: foram vencidos pelas maquinações do sistema! É o argumento! Ele não berra mais, Swamp, porque até se fartou…
    PS. Não há muito tempo, o JMG até postou uma lista que, segundo ele, [«trope(çou) por acaso, no Facebook (outra rede que precisa de uma severa vergastada pelas costas abaixo, a ver se deixa de policiar o discurso*), de Bruno Gouveia.»] Confessa ele logo a seguir – não vá o diabo tecê-las: «Não conferi, nem concordo com todas as medidas. Mas como herança não está mal.»
    Aparentemente, o que ele disse é que a tal “herança” que, como confessa, não só não conferiu como até nem concorda com “todas as medidas”, foi suficiente para concluir que «como herança não está mal.»
    O meu comentário ao seu “post” pode ser lido aqui: https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/trump-12001729?thread=96967105#t96967105
    —-
    * Ontem li que, finalmente, o Facebook silenciou a besta – a outra besta descobriu que os ventos estão a soprar de outros horizontes.

    1. A crítica interna pode não ser muito comum aqui no DdO mas existe de tempos a tempos. Sendo eu de outro quadrante político-ideológico do da maioria dos restantes autores, é normal que saia mais do meu lado, mas isso naonquer dizer que o pensamento seja monolítico.

      Estive para referenciar essa lista, que JMG postou na altura indicando que nem a reviu e desta vez era uma prova dos feitos de Trump. Num dia é algo não revisto e noutro já é evangelho, e como funciona o pensamento dos extremistas trumpianos.

  9. Trump nao tem manchas, nodoas. Trump é o tecido, tecido podre. Uma mancha que se detete, é uma flor aromatica a encobrir o fedor das catacumbas mentais daquelas hostes.

    Basta isto : genericamente trata-se de gente religiosa, extremistas, mas que querem obrigar , submeter os cidadaos divorciados e livres.

  10. Li os “posts” os quase todos e acho que se estao a misturar uma serie de assuntos sem de facto se tocar no ponto fundamental:
    1) Se um presidente e bom ou mau e se as politicas que segue sao boas ou mas e simplesmente uma questao de “politica”, social, economica etc, e isso tem a ver cm as opcoes politcas de cada um.
    2) O que esta em causa, e o perigo que representa um psicopata a mandar dictatorialmente, suportado pelo formato democratico, num pais que tem influencia obvia em todo o mundo, seja ela economica, politica, social, etc…Antes de se dar a licenca de posse de arma a qualquer pessoa, tem que (deveria…) haver a certeza da ideoneidade para isso, e no caso do trump (& bolsonaros, andres, xings, kims, etc…) simplesmente nao existe!!! Estou-me borrifando que seja republicano ou democrata, que queira um servico de saude nacional ou nao, isso e um assunto “deles”, americanos, chineses, russos ou coreanos. Agora se a anormalidade congenita do rapazinho interfere, como foi visto, nao so internamente como na vida de todos nos, reservo-me o direito de o achar completamente incapaz de gerir os destinos de um pais, que interfere na vida de todos nos, que so por sorte nao chegou a situacoes muitissimos mais complicadas! Esta e a questao…
    3) De forma geral, isto simplesmente demonstra que o que separa um idiota como o trump de outro como o kim il son, e simplesmente a capacidade da sociedade analizar, pelo voto democratico, se este tipo de fulaninhos deve ou nao continuar a ser o decisor da vida de muitos milhoes de pessoas, mais do que uma semana, e portanto deveria obviamente ser demitido, tal como se faz em qualquer empresa & com qualquer empregado que nao cumpra as funcoes para que foi mandatado.
    O resto, e conversa, politica & futebol…

    1. A primeira função do representante máximo de uma democracia é defender a mesma. Quando não só se falha nisso como se ataca a mesma, não há mais política. Há fascismo (seja de direita ou esquerda).

  11. O postal é claro e objetivo, quem não percebe isto das duas uma, ou não quer perceber, ou sofre de astigmatismo intelectual.

  12. O bulling é das coisas que mais me incomodam. Por isso tendo a defender o presidente Trump em posts como este. Ele foi o pior presidente da história porque fomentou a divisão dos Americanos, divisão essa que já vinha de trás e nota-se em todo o mundo ocidental. E vá lá, absteve-se de dizer que também é cor de laranja. E é isto o seu resumo dos 4 anos de presidência de Trump.
    Que o Trump tem um pouco de louco e é totalmente desbragado parece ser certo. Os twits são disparatados. Agora, parece-me que ele sabe o que quer e se rodeia das pessoas certas para o conseguir. Tem falhanços mas também tem sucessos no seu currículo como presidente. Segundo o que leio em várias fontes, às políticas de Trump tiveram um saldo positivo no geral para os Americanos. Para nós europeus já é outra história, mas ele não foi eleito zelar pelos nossos interesses.
    O mundo não é a preto e branco. Nem o é o Trump ou a sua presidência.

    https://www.google.pt/amp/s/www.washingtonpost.com/opinions/2020/10/29/trump-is-one-best-conservative-presidents-modern-history-if-you-turn-sound-off/%3foutputType=amp

    1. nao lhe retiro razao, muito menos acrescento.

      Mas falar em saldo positivo, da forma superficial ( para nao dizer mais) como fala, tambem no tempo do salazar, se consultar a imprensa da epoca, todos os saldos eram positivos.
      O que impedirá um leitor de ir direto e assumir simplesmente que se assume, ou nao, com os propositos da seita que o trump lidera ?
      afirmar que o homem é saudável e bom, mas que apenas nao tem jeito para os tweets, nao vinga como anedota, mas que é risivel, é

  13. O único factor positivo (se é que se pode assim chamar) da presidência que agora termina, foi ter demonstrado que existe uma realidade bastante mais obscura, retardada e até socialmente primitiva na terra do tio Sam. Da mesma forma que nos idos anos 80 se dizia que o Brasil real era bem diferente do Brasil das novelas que cá chegavam, pois não havia a facilidade de mobilidade dos dias que correm, hoje pode-se dizer que a realidade dos Estados Unidos é bem diferente, consoante o estado que se queira analisar. Há uma imensa comunidade ultraconservadora, retardada e talvez até com tiques de imperialismo. É altamente mobilizadora tanto que conseguiu eleger este presidente (e só nao o re-elegeu por causa da pandemia) que lhe deu voz e proteção.

    1. Já se sabia. Como outros referiram muitas vezes, Trump não causou nada, antes navegou essa onda. Mas é verdade, talvez este desastre faça acordar o Partido Republicano e os faça afastar desta vertigem racista e de políticas de identidade que estão a dividir cada vez mais o país. Apesar de ser rara a vez que concordo com os republicanos, eles são necessários aos EUA.

      1. Acabei de ler um artigo interessantissimo e que de certa forma, vem ao encontro de tudo o que tenho tentado questionar, apesar de nao ter, tal como referi repetidamente, solucoes para esta questao.
        Mas um pequeno extracto do artigo, sintetiza genericamente o que esta em causa, ou seja:
        “O Presidente dos EUA é considerado capaz para deter os códigos nucleares, mas não para se comportar nas redes onde qualquer criança com 14 anos pode ter uma conta.” (Mafalda Anjos / Directora / Visao)
        E o link para o artigo na integra:
        https://visao.sapo.pt/opiniao/ponto-de-vista/em-sincronizacao/2021-01-14-trumps-e-frankensteins/

        1. Não vejo a relevância desse excerto. Twitter é privado, pelo que quem o detém e gere pode decidir quem o usa. É o mesmo que eu decidir não querer que alguém use algum objecto que me pertença, independentemente da posição que essa pessoa ocupe.
          Trump tem nas mãos os códigos nucleares (embora não possa simplesmente ordenar um ataque nuclear se lhe apetecer) porque é essa a função e responsabilidade do presidente. É uma função que lhe é conferida por lei, publica, portanto.
          Percebe a diferença?

          1. Sinceramente, nao…
            Ou seja, o excerto, ironico obviamente, quer de certa forma demonstrar que ” a mulher de Cesar, nao basta ser seria, e tambem preciso parece-lo”, e portanto, sabendo nos obviamente que qualquer presidente nao usa esse “cartao” da mesma forma que nos usamos o nosso multibanco (felizmente…), ha uma responsabilidade geral, seja nas atitutes, tweets, posts e em tudo o resto, que convem que seja coerente com o cargo, posicao e responsabilidade que se tem.
            Nao foi o caso do trump, obvio, e a demonstra-lo estao as atitudes que provocaram a invasao do capitolio, incitada “verbal & tweetadamente” pelo fulaninho em questao.
            O que eu “tweto” (nota: eu nao uso tweeter) e irrelevante pela simples razao que tambem eu sou irrelevante nos destinos do pais coisa que nao acontece a qualquer tweet de um presidente ou qualquer outra pessoa com responsabilidades nos destinos de um pais.
            A funcao implica responsabilidade, e essa responsabilidade, por inerencia do cargo, implica tambem a responsabilidade e consequencias directas do que se diz, fora do “formato oficial”, doutra forma nao estaria o fulano a beira de um segundo “impeachment” por incitacao a violencia & com os resultados que todos vimos.

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