O peso da facção anti-Seguro


Pedro Correia,

Qual é o peso real da ala socrática no interior do Partido Socialista? Para responder a esta pergunta, nada melhor do que contabilizar aqueles que estão declaradamente contra a actual liderança de António José Seguro. Na recente reunião da Comissão Política Nacional do partido destinada a sufragar a decisão do secretário-geral de não chumbar o Orçamento do Estado para 2012 registou-se a seguinte votação: 68 a favor, 22 contra e duas abstenções. Ontem, no plenário da Assembleia da República, confirmou-se a abstenção socialista na votação do OE na generalidade, mas 13 dos 73 deputados da bancada rosa deixaram claro que teriam preferido outra opção de voto.

Se os políticos se definem pelos seus actos e não por omissões ou silêncios, resta portanto concluir que a facção anti-Seguro vale hoje apenas 23,9% da Comissão Política e 17,8% da bancada parlamentar do PS. Percentagens adequadas ao prestígio político do seu mentor.

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17 comentários em “O peso da facção anti-Seguro”

    1. Fazes bem, porque não viveríamos sem o INE. Ou sem o INÊ, como diria afectadamente Maria de Belém Roseira. Ou uma ex-presidente da câmara de Sintra e não menos afêctada linguista…

      1. Muito afectada, muito convencida e bastante vaidosa; esta srª. a par da sua presidente não repete uma fatiota, sendo de esquerda é no mínimo provocador, mas é de esquerda “caviar” que se trata.

    1. Excelente pergunta, José Manuel. Por isso eu, à cautela, aludi a “omissões ou silêncios”. A oposição interna a Seguro parece apostada em derrubá-lo antes das autárquicas de 2013. Mas julgo que isso não sucederá.

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