O peixe graúdo e o cadáver


jmmcc,

Na fase actual do processo “Face Oculta”, não passa um dia sem que os advogados dos arguidos venham a público dizer que o caso está politizado, que o juiz não terá coragem para fazer o que eles acham evidente, que o nome do primeiro-ministro condiciona a avaliação acusatória, etc., etc., etc., contribuindo eles mesmos para aquilo de que se queixam: a mediatização do processo e o envolvimento político que a ele se colou.

Temos de evitar deixar-nos enredar por essas sucessivas declarações, que pouco ou nada esclarecem e só confundem. Todo o cuidado é pouco, se queremos traduzir bem o que eles dizem. Por exemplo: ainda hoje, o defensor de um dos arguidos se queixou da avaliação das provas apresentadas só por o seu cliente ser “peixe graúdo” no processo, mas que o próprio processo “é um cadáver”. O que quer isto dizer? Simples: que o robalo é bom, mas não é fresco.

10 comentários em “O peixe graúdo e o cadáver”

        1. Para esta fandangagem,robalos é um desperdício. Cachucho miúdo demolhado em vinagre e já era muito…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *