O novo (e surpreendente) discípulo da China


João Pedro Pimenta,

Lê-se e não se acredita, nesta altura do campeonato pandémico. O estado de Victoria, na Austrália, vai prolongar o estado de emergência por seis meses. Não é semanas, é meses, e só porque o parlamento chumbou a vontade do executivo que era de MAIS um ano. Isso depois de vermos cenas de cidadãos a serem selvaticamente presos pela polícia por terem tido de sair de casa por algum motivo, ou de, há poucos dias, uma mulher grávida ser detida na sua própria casa por escrever comentários contra o lockdown vigente.

Na Austrália tanto criticaram a China no início e agora têm uma política ainda mais restritiva. A diferença é que na China vigora um regime totalitário, e na Oceania um (suposto) regime democrático, o que torna as coisas ainda mais graves. Já é suficientemente mau que o bloqueio continue por meio ano (e se antes disso não houver mais casos? Prolongá-lo-ão?). A retaliação contra quem se lhe opõe é digna de qualquer regime autoritário. Ao mesmo tempo, sabe-se agora que o país vai enfrentar a sua maior recessão dos últimos sessenta anos, com uma queda brutal do PIB. Ainda assim, a segunda região mais populosa, com algumas dezenas de casos de covid pelo meio, pretende andar mais meio ano em estado de emergência. A China está mesmo a ganhar a parada e não é na economia: é no modelo político.

 

A mão americana na desestabilização das relações China-Austrália |  AbrilAbril

38 comentários em “O novo (e surpreendente) discípulo da China”

  1. De acordo.

    A degradação que os “democratas” fazem da liberdade também por cá – chumbar dois alunos por se recusarem a ir a aulas de religião e moral política – nota-se também nos EUA e aí o partido até tem o nome de Partido Democrata a incentivar ra violência política vai assegurar um brilho às ditaduras que terá paralelo com o que aconteceu há 100 anos. Lembrar que na década de 20 e 30 as democracias estavam em queda.

    lucklucky

    1. Tem a noção do disparate que escreveu ? Não há sorte ( lucky) que lhe valha para tanta ignorância e estupidez.

      1. “Tem a noção do disparate que escreveu ? Não há sorte ( lucky) que lhe valha para tanta ignorância e estupidez.”

        Os factos que apoiam o argumento…?

        lucklucky

    2. Sim, o cenário não é nada animador e há coisas que realmente tÊm paralelo com essas décadas (e nós ainda temos a epidemia). Mas nos EUA, o actual morador da Casa Branca não está nada isento de incentivos À violência e à dicisão do país.

      1. “Mas nos EUA, o actual morador da Casa Branca não está nada isento de incentivos À violência e à dicisão do país.”

        Como assim? como Mário Soares no PREC?

        Quem tentou assassinar e feriu senadores Republicanos? um democrata. Houve algum apoiante de Trump que feriu senadores ou congressistas Democratas?
        Quem é escorraçado de Universidades, Jornais etc por “pensamento errado”?

        Dizer que se responde com violência se necessário não é incentivo à violência.
        É simplesmente defender a Liberdade. Foi isso que se fez no PREC. Foi a ameaça de violência e a geografia que impedia a logistica da violência Marxista que impediu a Guerra Civil. Para acabar com o PREC foi preciso a vontade de pegar em armas e fazer violência.

        No Canadá nos anos 70 os tanques estavam na rua por muito menos. Claro como foram os progressistas a colocar os tanques nas ruas o silêncio e a censura do jornalismo “de referência” tem a missão de nos fazer esquecer.
        Aí já não foi “fascismo”

        lucklucky

        1. Há corrspondência, sim, quando um presidente acusa os causadores de violência do outro lado esquecendo-se dos que a causaram do “seu”lado. Aconteceu há dias e atem acontcido desde que chegou à Casa Branca, com especial incidência nos últimos meses. Ainda me lembro quando comparou os hammerskins com outros grupos que protestavam, sem o mesmo grau de violência (no mesmo dia em que um elementos dos primeiros entrou com o carro em riste na manif dos segundos, provocando um morto. Sim, há incentivos à violência de duas partes, mas aparentemente o presidente só se preocupa com uma delas.

  2. Começo a pensar que para a história, ficará 2020 como “o ano em que a civilização ocidental se suicidou em medo e histeria em submissão a uma gripe”.
    Claro está, depende de quem possa (re)escrever a história.
    Em 300 anos, se ainda existirem caucasianos, poderão ter alguma dificuldade em compreender a queda daquela civilização que terá sido a maior realização do género humano, retirou o planeta da barbárie, elevou as ciências, as artes, as humanidades, o pensamento político e social, libertou povos e ofereceu duração e esperança de vida.
    Tudo tem um fim ?

    1. Esta a falar a serio?. Os caucasianos somos os responsabeis da ercravidao de milloes de africanos arrincados da sua terra , mortos durante o seu transporte mais da metade e os que chegavao vivos sometidos a escravatura. Do genocidio da populaçao nativa americana Das perseguiçoes por motivos religiosos, com as inquisiçoes, do genocidio de 6 milhoes de judeus, queimados en fornos, do lançamento de duas bombas atomicas sobre a populaçao civil do Japao e poderia continuar, nao houve nenhuma outra etnia responsavel de tal numero de barabaridades ha historia da humanidade.

      1. A si é que pergunto se está a falar a sério. Consegue falar em Inquisição e Japão ao mesmo tempo, pelo que lhe recomendo assistir ao filme silêncio de Sorsese. Verá que a inquisição japonesa em nada ficou a dever à católica. Sim, as relihgiões de povos fora da europa não são assim tão maneirinhas. Um povo admirável, o japonês, mas que na Segunda Guerra cometeu os piores rimes da era moderna contra prisioneiros de guerra. Ao lado temos a China, que no século XX também teve a sua carga de atribulações, como uma Timoneiro cujos planos insanos custaram a vida a dezenas de milhões de chineses. Mais uma abixo, outro visionário, de seu nome Pol Pot, que matou em poucos anos um terço do seu povo. Mais acima, os mongóis avançaram pela Ásia fora e chacinaram aos milhares por onde passavam. Em África, os escravos já eram moeda corrente antes de atravessaro Atlântico rumo às Américas, onde os sacrifícios humanos eram tão fre quentes.
        Quer mesmo falar a sério?

  3. Ou as pessoas começam a revoltar-se contra esta paranóia pandémica ou qualquer dia estamos aí com um novo Hitler.
    A segunda guerra mundial começou depois de uma grave crise económica.
    Esta pandemia não tem nada a ver com saúde, o objetivo desta pandemia é debilitar os sistemas económicos dos países mais fracos.
    A China ganha a parada em todos os sentidos.
    A China dá o vírus, dá as máscaras, dá os ventiladores, dá o desinfectante, e depois de esgotar os estoques vai dar a vacina.

    1. Não acho de forma alguma que tenha sido uma pandemia inventada nem sequer com um “posto” alto demais, como o falso alarme de 2009. O problema é a resposta que lhe deram, com tudo a copiar a China e a adoptar procedimentos inaceitáveis em países democráticos, que nos custa a economia, a liberdade e até os outros problemas de saúde (e nem sempre é muito eficaz contra a própria covid-19).

  4. O que descreveu sobre a Austrália não se parece em nada com a China. Na China anda-se livremente na rua, desde que se protejam do covid e ajudem a proteger os outros. Na China, a ciência e indústria estão mais avançadas, e foi por isso que, um vírus que já se sabe que andava pelo Mundo há mais tempo, foi descoberto primeiro na China. A China cresce mais que os outros, desenvolve-se mais que os outros, produz mais que os outros, exporta mais que os outros, tem mais multiculturalidade (várias etnias num só país) que os outros, e dá mais condições aos seus cidadãos do que os outros.
    É um regime de partido único, de origem Comunista (se bem que hoje em dia é mais misto)? É. Mas quantos partidos existem por exemplo nos EUA? Também só existe um: o partido do Capitalismo. E na UE a mesma coisa: ou votam no partido €uro-fanático capitalista, ou levam com sanções e ataques do BCE. Uma DITADURA autêntica!

    Já a Austrália, se anda a prender sem julgar, a ser autoritária, a atropelar a liberdade e a democracia, isso é exemplo do ocidente capitalista, onde se perseguem whistleblowers (Chelsea Manning, Edward Snowden, o desgraçadito que deu as informações sobre os LuxLeaks, etc), onde se prendem jornalistas (Julien Assange) e se assassinam outros à bomba só por investigarem a corrupção dos off-shores (Daphne Caruana Galizia), e ainda se cortam opositores aos bocados sem que haja uma única sanção (Arábia Saudita). É no Ocidente Capitalista que está de novo em vigor um Aparthaid racista (Israel vs Palestina), em que se faz propaganda de regime falsa para justifica guerrasw (Armas de Destruição Massiva no Iraque) sem que um único jornal contrarie essa propaganda, e onde se assassinam negros só porque sim, com 7 tiros nas costas, ou 20 tiros na própria casa onde a polícia entrou por engano.

    É também no Ocidente Capitalista que está o fim da humanidade a ser preparado, com igrejas evangélicas e ignorantes a disseminarem o anti-vaxx, ou com NeoLiberais Pinochetistas a apoiarem e financiarem os negadores da ciência, os negadores dos factos, e negadores da Crise Climática: Trumps, Bolsonaros, Orbáns, Salvinis, Le Pens, e Venturas…

    A Austrália não está a copiar nada da China. Está só a seguir o caminho natural dos restantes camaradas do Ocidente Capitalista. E lá, tal como cá, andam também a ser invadidos por ervas daninhas que só falam da China e Rússia (roçando até a xenofobia e o racismo) para desviarem atenções dos seus próprios pecados. Por exemplo o João Pedro Pimenta. Mas isso é só a ponta do iceberg, pois como se viu, eles já invadiram por completo não só os blogs, mas toda a Comunicação Social (a campanha de Fake News e difamação e manipulação do medo a propósito da Festa do Avante foi só o exemplo mais óbvio e ridículo disso mesmo).

    1. Que bel arrazoado de lambe-botice, caro anónimo. Pagam-lhe para escrever isso ou é mesmo alucinado? A sua prosa é tão inteligente que até confunde acções da Arábia Saudita com a prisão do Assange (que não tem nada a ver com jornalismo), “negadores da ciência” com a União Europeia e “Apartheids racistas” (alguma coisa a ver com o Tibete?) com armas de destruição maciça queSIM, imensos jornais denunciaram. E é tão inteligente que até se descose, ao falar de “um víus que já por aí andava há algum tempo”. Pois andava, e agora sabe-se de fonte segura que a China ocultou informações preciosas sobre o facto e é por isso que estamos onde estamos.

      A sua vida deve ser uma desgraça para rastejar aos pés dos Xi Jipings e Putins deste mundo. Nem lhe vou perguntar porque é que surge como anónimo: deve estar a ser vigiado por todos os lados.

  5. Não esperava isto da Austrália.
    O Covid está a afectar a cabeça de muita gente, têm de começar a colocar ventiladores pelos ouvidos, a ver se oxigenam os neurónios.
    Tiranos, tiranetes, e tiraninhos, aparecem como cogumelos, desde presidentes a fiscais de estacionamento.
    Quem diria que a saúde pública é incompatível com os direitos humanos? Quem diria que o totalitarismo estava tão perto?
    A continuar assim, quando houver uma vacina escondem-na, para não abrir mão deste novo poder.

    1. o direito humano, só tem e deve fazer sentido , se não jogar com a minha vontade e direito ao meu direito humano de me sentir protegido de qualquer foco de perigo seja do estado é de um cidadão qualquer , o direito humano é de todos se queres os teus respeita os meus

      1. Alguém um dia disse “Quem abdica dos seus direitos pela promessa de segurança, merece a servidão”.
        Muita gente lutou, viveu e morreu pelo direito a que hoje se pudessem ligeiramente debitar postas de pescada.

      2. E se esse foco de perigo afectar as liberdades fundamentais? Também conta? É que se se centrar apenas e só na saúde (ou parte dela), começa a tornar-se uma ditadura sanitária. É uma desculpa que já ajudou muitos autoritarismos.

      3. E onde é que cabe, nessa definição, prender um cidadão em sua casa por emitir uma opinião? Note-se que era uma opinião contra o confinamento, mas a cidadã em causa estava em casa. Quem desrespeitou os direitos de quem?

  6. O que os democratas nunca chamariam era perdedores e patetas aos soldados americanos, que perderam a vida aos serviço da sua pátria…
    Quando a Austrália ardia (todos os fogos num ano em Portugal eram uma ninharia comparados com estes) este mesmo 1º ministro australiano estava de férias. O mundo tem ao leme cada vez mais incompetentes e radicais.

    1. Não sei se os democratas do respectivo partido diriam isso, mas quem tem vergonha na cara certamente não o diria. Mas mais do que competência, o que se passa na Austrália, pelo menos em Melbourne, é altamente preocupante.

    2. “O que os democratas nunca chamariam era perdedores e patetas aos soldados americanos, que perderam a vida aos serviço da sua pátria…”

      Pelos vistos o anónimo aceita o típico jornalismo da revista The Atlantic uma revista que apoia os Democratas que diz citar anónimos.

      Qualquer um pode colocar na boca de outrem o que quiser descendo a esse nível. Mostrando aliás o do anónimo.

      E os Democratas não só chamaram coisas piores como cuspiam nos soldados isto depois de terem sido os mesmos Democratas em boa parte a enviá-los para o Vietname.
      Entretanto Obama salvou um traidor que contribuí para a morte de soldados americanos ao mesmo tempo libertando Talibans.

      lucklucky

  7. Diz o alto responsável político:

    – Temos que os salvar do vírus nem que eles morram todos.

    E acrescenta:

    – Que morram de outra coisa qualquer, mas não do vírus. Que morram de enfarte, de cancro, de AVC, de fome, mas não do vírus. Isso era uma mancha no meu curriculum. E se estiverem fartos podem sempre suicidar-se. Agora morrerem do vírus, isso nunca! Bem, pelo menos enquanto as sondagens nos forem favoráveis…

    Enquanto proferia estas palavras, o seu braço flectia involuntariamente pelo cotovelo deixando o antebraço em posição vertical com a palma da mão voltada para os que o escutavam. Em vão a sua mão esquerda tentava baixá-lo.

      1. O drama é que não se trata de brincadeira: trata-se da realidade aberrante dos tempos que correm retratada no filme “Dr. StrangeCoronavirusLove”, em exibição daqui a 20 anos e de onde extraí do script o comentário que fiz.

  8. pois, o que fiquei sem saber é o que pretende o Joao Pimenta… e se defende a livre circulaçao do virus.

    Mas afinal , os condicionalismos nao visam defender as pessoas ? !

    1. Mas defende de quÊ? As pessoas não podem exprimir a sua opinião livremente? Não podem achar que as medidas são demasiadas e ainda mais gravosas? Em alguns meses, o vírus provocu alguns milhares de conagiados e algumas centenas de mortes, tanto como em Portugal em igual período. quer comparar o rigor das medidas? Sim, acho que é demais, e mesmo que as houvesse devem aceitar opiniões contrárias. E prolongar as medidas por seis meses é um absurdo. Sabe-se lá se daqui a esses seis meses não vai haver uma vacina (e outros meios) eficaz e segura, como parece provável…

    2. Sim, os condicionalismos visam defender as pessoas.

      Por isso, apenas em Portugal e em defesa das pessoas, 3,9 milhões de consultas e 93 mil cirurgias foram canceladas, de acordo com o Jornal Económico.

      Por isso, apenas em Portugal e em defesa das pessoas, o consequente excesso de mortalidade não atribuível à COVID-19 no período entre 16 de Março e 31 de Julho, tomando como referência a média 2009-2019, se cifrará em cerca de 5 200 óbitos.

      Por isso, apenas em Portugal e em defesa das pessoas, o excesso de mortalidade atribuível à COVID-19 terá atingido 1373 óbitos no mesmo período.

      Por isso, apenas em Portugal, por cada óbito causado pela COVID-19, registaram-se 3,8 óbitos em defesa das pessoas.

  9. Queda Brutal do PIB? 7%, Sim tao brutal quanto a de virtualmente todo e qualquer pais europeu, e abaixo da queda de virtualmente todo e qualquer pais europeu.

    Acrescento que o debativel prolongar do estado de emergencia em Victoria por 6 meses nao significa que as medidas fiquem como estao por esse periodo, mas sim permite que varie o quadro de medidas de menos restritivo a mais restritivo, Stage 1 a Stage 4 (semelhante à Nova Zelandia), sem necessidade de aprovar novo estado de emergencia. Pessoalmente preferia a renovacao periodica do estado de emergencia, mas cuidado com as conclusoes que induz.

    Sei que é um artigo de opinao, mas um pouco tendencioso a mais, diria mesmo quase borderline a induzir em erro os leitores.
    Nao que discorde de que algumas medidas em Victoria sao excessivas, mas tambem é excessivo o quadro dantesco e apocaliptico que pinta. Pelos visto tudo a pecar por excesso.

    1. É brutal no sentido em que a Austrália não tinha igual queda há mais de meio século, em em 2008.
      Eu também acho que deviam ser renováveis periodicamente, mas por períodos bastante mais curtos. Diz-me que o perído comporta níveis mais flexíveis de medidas, mas não acha que as actuais já são duras quanto baste, ainda para mais quando cidadãos são detidos já não só nas ruas, por saírem sozinhos sem causar qualquer perigo, mas nas suas próprias casas? Sentir-se-ia seguro em tais circunstâncias?

    2. Vê-se mesmo que ainda não eras nascido no 25 de Abril.
      Se tivesses sido acordado de madrugada, e tivesses sido obrigado a confessar o inconfessável, agora falavas doutra maneira.

      1. Quem é que tinha de confessar o inconfessável? Eu ou o comentador JP (por acaso também tem as minhas iniciais?). Se é para mim, realmente não era nascido no 25 de Abril, e não quero voltar a situações dignas do 24.

        1. Ó João quem se referiu ao texto como um quadro dantesco e apocalíptico foi o JP do comentário, e é para ele a resposta.
          E quanto ao 25 de Abril, prezo muito a liberdade conquistada, e estou completamente à vontade para dizer que as medidas actualmente em vigor para responder à pseudo pandemia, têm todas um carácter pidesco, inclusive o apelo à bufaria.

    1. Eu deixei passar tudo. Não sei de que é que se queixa. Mas em caso de ultrapassagem de certas regras posso moderar e censurar, sim. Como na Austrália. Com a diferença de que ninguém vai preso.

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