O nosso livro (3)


Pedro Correia,

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«Com algumas excepções, verifico que o “Delito” é escrito por gente de uma geração bem diferente da minha, creio que, na maioria, já oriundos de experiências anteriores na blogosfera. Para quem, como eu, tinha voltado a viver fora de Portugal, neste caso há mais de uma década, o “Delito”, até pelo seu saudável hábito de citar e fazer links para outros blogues, sempre funcionou como uma janela sobre um país digital que me era alheio.»

 

Do prefácio de F. Seixas da Costa, intitulado “Palavras Liminares”

6 comentários em “O nosso livro (3)”

  1. Votos de muito sucesso para a cristalização do blogue em livro — um processo sempre curioso.

    Por falar em livros hoje fui à Barata e vou tentar explicar por que razão algumas livrarias estão em decadência e acabam por fechar apesar da sua importância (na história da cidade de Lisboa, como é o caso da Livraria Barata).

    Cheguei ao balcão e perguntei se um livro tinha visto uns dias antes numa banca de saldos ainda lá estava. O tipo detrás do balcão, com ar um bocado enfafado, diz que não pode confirmar se o livro já foi vendido. Excelente. Eu percebi sem ele ter explicado que os livros em saldo já não estão na base de dados (quero lá saber) mas ele não percebeu que devia ter ido ver se o livro estava algures. Depois estico-lhe o cartão para pagar outro livro (sem AO, morte ao AO) e o tipo depois embrulha aquilo e deixa o livro em cima do balcão sem fazer a mínima menção de pegar-lhe e dar-mo na mão. De tal modo que eu tive de perguntar se podia levar o livro (eu não mexo nos balcões das outras pessoas).

    A minha pergunta é: por que motivo esta besta não está a escovar avestruzes na Ovibeja?

    Na verdade não é preciso responder: não pretendo voltar à Barata tão cedo.

    1. Não ponho em causa nada do que refere, obviamente. Mas a minha experiência aí é oposta: como cliente de livros e jornais, sinto-me sempre bem tratado na Barata. Considero-a mesmo uma das “minhas” livrarias.
      E nunca lá lancei livro algum nem sequer eles costumam ter qualquer dos meus livros em destaque – incluindo o que foi lançado há menos de um mês.
      Sublinho apenas isto para que se perceba que sou insuspeito no elogio à Barata – livraria com 60 anos, já histórica, portanto.

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