O nosso livro (14)


Pedro Correia,

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Foi bom estar hoje reunido com a tribo “delituosa” na Livraria Almedina, em Lisboa, durante o lançamento do nosso livro DELITO DE OPINIÃO.

Foi óptimo encontrar nesta sessão gente amiga, que contribuiu para o nascimento da colectânea: entre outros, o Luís Novaes Tito, a Joana Santa Marta, o António Cochicho, o João Paulo Palha, o Gonçalo Silvestre. E poder abraçar o José Ribeiro e Castro e o António Rodrigues, que apareceram por lá. E o João Gonçalves, um dos pioneiros da bloga. E o Nuno Roby, o Paulo Carmona. E a Jonas, nossa generosa anfitriã do Sapo, que tão bem soube incentivar-nos quando o DELITO mal passava de projecto.

 

Dos autores da colectânea, estivemos quase todos: a Ana Vidal, a Francisca, a Leonor, a Teresa, a Cláudia, a Joana, o Adolfo, o Luís Naves, o Bandeira, o Zé Navarro, o Diogo e eu. Mais a Ana Lima e o João Villalobos, que também compareceram apesar de não terem textos neste (primeiro) volume.

Gostei de ouvir o nosso dinâmico editor, o Hugo Xavier, dirigir umas palavras iniciais ao auditório. E a Ana lembrar os tempos pioneiros do blogue, há quase dez anos (parece que foi anteontem…). E o Tiago Salazar, que aceitou o convite para apresentar o livro, enaltecer os debates que a blogosfera propicia – sobretudo quando combate o espírito de trincheira. Gostei também muito que tivesse elogiado o contributo para este livro do João Carvalho – um dos nossos da primeira hora, infelizmente desaparecido cedo de mais.

 

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 Tiago Salazar, apresentador do livro

 

Falei breves minutos no final para destacar o clima plural que sempre reinou no DELITO, o protagonismo que fomos concedendo aos leitores – ao ponto de alguns deles se terem tornado autores – e a saudável convivência que mantivemos mesmo contra os Velhos do Restelo. Que diziam não ser possível fundar um blogue com gente tão diversificada, que garantiam que um projecto destes teria vida curta, que juravam ser impossível transformar textos de blogue em livro, que afirmavam peremptoriamente que o modelo de subscrição antecipada da obra seria um fracasso.

Enganaram-se em tudo. É sina dos Velhos do Restelo: confundem o seu eterno pessimismo com a realidade.

Bem fizemos nós: ignorámos o que diziam e seguimos em frente. Cá estamos.

 

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 Durante o lançamento. Ana Lima, Ana Cláudia, Ana Vidal, Leonor, Francisca, Bandeira e eu

 

42 comentários em “O nosso livro (14)”

  1. Muito contente por saber que o lançamento correu muito bem e que foi uma agradável experiência.

    Quem sabe, por ocasião do lançamento do segundo volume tenho oportunidade de estar presente.

    Felicito todos os responsáveis, por todos os motivos: qualidade e quantidade de publicações online e pela sua materialização em livro.

  2. “Que diziam não ser possível fundar um blogue com gente tão diversificada”. Ao contrário, é com gente diversificada (não com seguidores amestrados de obediência única) que se fundam os países, se erguem as sociedades, se aceitam e combatem os opositores de opinião e se cimenta a liberdade de ver, pensar e agir sem violências, mas também sem condescendências violentadoras da diversidade que enriquece.
    Parabéns pelo exemplo.
    Quando se prossegue o caminho da honradez e verticalidade não pode haver desistências.
    Dos que marcam o ritmo, mas também dos que por convicção escolhem e dizem presente no desbravar de realizador caminho.
    Nota: Não se encontrando esta antologia em livrarias ou outros estabelecimentos próximos de cada interessado de que outro modo se pode adquirir?

  3. Parabéns pela boa adesão, e sucesso nos vindouros.
    Nos vindouros, nos vinlis, nos vinsados – que isto de só vintejos… mas Parabéns em qualquer bacia hidrográfica.

    Como já perguntaram pela reportagem fotográfica, pergunto apenas: conseguem reunir na Feira sem ser na Quinta?

      1. Pensei que era uma acutilante piada, “jogos de raiva” para quem perdeu “uma noite inesquecível” na apresentação do livro…
        Mas depois percebi que a página deslizava e ei-lo!

        Obrigada pelo atalho 🙂

          1. Na lista 🙂
            Este fim-de-semana vou dar uma volta às livrarias – só encomendo “on line” depois de esgotar as opções “in loco”.

  4. Parabéns ao cubo, Pedro.
    Pela “longevidade”, pela diversidade e pela qualidade.
    É da discussão que nasce a luz, o valor e a constância do melhor blogue que sigo.
    Quero mais livros. Muitos e bons não se encontram por aí aos pontapés…

  5. Gostei de lá estar e do abraço do Pedro Correia.
    Isto de não ser velho do Restelo não é coisa para novos.
    Fica novo abraço e vou fazer uma pequena nota na minha loja.

  6. Não tenho o livro e não estive ontem no lançamento do vosso/seu DO. Na verdade só descobri o blogue no final de 2017, em Dezembro. Mas quero felicitá-lo quer pela quantidade quer pela qualidade…a diversidade de autores de textos de opiniões. Parabéns a todos, Pedro. Muitas felicidades.

    1. Viva, Ana. Foi excelente estar contigo e com tantos outros da nossa tribo ao final da tarde de ontem.
      Abraços especiais ao Rui Rocha (para Braga) e ao Sérgio Correia (para Macau).

      1. Foi, pois. Pena não termos podido prolongar um bocadinho mais os festejos mas ontem estávamos todos com agendas complicadas. Há que marcar um novo jantar. 🙂

  7. “Bem fizemos nós: ignorámos o que diziam e seguimos em frente. Cá estamos.”

    Ainda bem!
    Na pluralidade do Delito aprende-se a gostar daquilo que, às vezes, nos parece estranho.
    Parabéns a toda a equipa.

  8. Super parabéns ao Pedro Correia e a todo o “Delito”, pelo livro acabado de lançar, e que eu ainda não tenho, mas irei ter. Também pelo blogue, onde é visível o esforço de acompanhamento da actualidade política, bem como de outros temas mais específicos mas de interesse geral. Os textos são claramente opinativos, mas não se apoiam no insulto obsessivo, nem na desqualificação desrespeitosa de quem pensa diferente, ou de quem se enquadra noutras latitudes ideológicas, coisa frequente em vários “inferninhos” que proliferam na blogosfera. Agrada-me que o “Delito” seja um espaço de vida inteligente, constituído por uma turma heterogénea que transporta diferentes olhares, estimulando nos frequentadores do blogue, ângulos de reflexão diversos. Os comentários, frequentemente, contundentes, controversos e irónicos, são, porém, civilizados, sendo isso uma das pedra de toque do “Delito”. É, obviamente, um dos meus blogues de referência.

  9. Também gostei muito de ver nascer este Delito com cheirinho a livro, Pedro. E ainda mais por sabê-lo resultado de uma “parceria” entre autores e leitores que correu tão bem.
    (Não consigo entrar no blog através do Sapo, sabe-se lá porquê…)

    Teresa Ribeiro

  10. “Os meus contemporâneos falam muito / e dizem: «Então é assim», / com o ar desenvolto de quem se alimenta / do som da própria voz, quando começam / a explicar longamente as atuais tendências / das artes ou das letras ou das sociedades.” – poeta Fernando Pinto do Amaral

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