Gosto de ser mulher. Não invejo os homens e quanto mais velha sou, mais tenho consciência dos seus (in)justificados receios. Mas não gosto de quotas ou comemorações de género porque elas representam que os “outros” ainda as consideram necessárias.
O que eu quero é que não haja violência sobre elas, que o seu salário não seja inferior ao do seu semelhante, que as suas oportunidades sejam iguais, que a maternidade seja encarada como uma opção séria e não um obrigatório modo de vida, que os filhos sejam uma escolha de dois e não apenas de um.
Ou seja, quero poder ser diferente do homem sem por isso ser discriminada ou menos respeitada. Quero, enfim, ter direito a ser mulher e fazer parte do meu género sem que compita aos homens concederem-me uma parte desse direito.


Um Liberal pensa o mesmo deste Regime Socialista.
Se esperarmos que um dia, o dia-a-dia da mulher seja igual ao dos homens pela natureza das coisas, nunca lá chegaremos. Ai não, dizem que lá para 2086 chegamos… se quisermos acelerar o dito, as quotas são muito importantes. Tem mesmo de ser à força. Depois, quando todos virem que o mundo continua igual, a questão de género deixará de fazer diferença.
Penso eu de que.
Cumprimentos,
Susana
Todos os anos neste dia me lembro deste post e venho relê-lo.