O nosso “dia”


fiodeprumo,

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Gosto de ser mulher. Não invejo os homens e quanto mais velha sou, mais tenho consciência dos seus (in)justificados receios. Mas não gosto de quotas ou comemorações de género porque elas representam que os “outros” ainda as consideram necessárias. 

O que eu quero é que não haja violência sobre elas, que o seu salário não seja inferior ao do seu semelhante, que as suas oportunidades sejam iguais, que a maternidade seja encarada como uma opção séria  e não um obrigatório modo de vida, que os filhos sejam uma escolha de dois e não apenas de um.

Ou seja, quero poder ser diferente do homem sem por isso ser discriminada ou menos respeitada. Quero, enfim, ter direito a ser mulher e fazer parte do meu género sem que compita aos homens concederem-me uma parte desse direito.

0 comentários em “O nosso “dia””

  1. Se esperarmos que um dia, o dia-a-dia da mulher seja igual ao dos homens pela natureza das coisas, nunca lá chegaremos. Ai não, dizem que lá para 2086 chegamos… se quisermos acelerar o dito, as quotas são muito importantes. Tem mesmo de ser à força. Depois, quando todos virem que o mundo continua igual, a questão de género deixará de fazer diferença.
    Penso eu de que.
    Cumprimentos,
    Susana

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