Confesso que me preocupa o nível a que estamos a assistir nos debates parlamentares, de que o episódio de hoje é um excelente exemplo. Em vez de se fazerem artigos de fundo como este sobre a crise das instituições a propósito da eleição de Trump para a presidência, talvez as pessoas devessem encarar as coisas de um modo muito simples: quando as instituições não se dão ao respeito não podem esperar ser respeitadas. E quando um governante vai ao parlamento achincalhar os deputados perante quem responde, recebendo apenas uma advertência suave do presidente da assembleia, atingimos o grau zero da dignidade política. Hoje António Costa brincou com o facto de José Sócrates lhe ter chamado um líder em formação, mas talvez pudesse aprender alguma coisa com ele. É que José Sócrates levou apenas alguns minutos a demitir um dos seus ministros quando este fez um gesto insultuoso a um dos deputados no parlamento.
Mas infelizmente esta forma de os governantes estarem no parlamento, um órgão de soberania que deveria exigir respeito e compostura, não é um exclusivo português. Em países como o Reino Unido também se vê os governantes a gozarem com os deputados. Depois admiram-se com o descrédito das instituições.

Que exagero, e depois pede seriedade na Assembleia Nacional.
Na “ofensiva” Disfunção Cognitiva Temporária, pode incluir-se a Distração, termo menos evoluído, é certo.
Apenas a evidência, um exemplo, do clima de impunidade e sacro-santa auto-iluminação que se vive na geringonça, com o beneplácito de BE, PCP.
Entretanto o comentário de quem já foi, no presente, apanhado pelo sistema: “o que é importante é o futuro …” tá?.
Lembra-se da deputada Maria José Nogueira Pinto e do deputado Ricardo Gonçalves, na Comissão Parlamentar de Saúde? Aquilo é que foi!
Nogueira Pinto – “Tenho estado a interrogar-me quem é este palhaço que apareceu aqui na comissão?”
Lembra-se do Zenal Bava na comissão de inquérito ao BES/PT? Aquilo é que foi uma Disfunção Cognitiva, se temporária, não sei. Aí os deputados estiveram à altura, mostrando que com eles e com as comissões não se faz farinha. Era ver o Bava cheio de cagufa
Depois de a Esquerda, de forma infame (vingativa e triste) ter quebrado o acordo de cavalheiros de que a presidência da Assembleia é atribuída a um parlamentar do partido mais votado, não se pode esperar grande estilo daquela gente — muito menos quando têm gente como o Galamba e aquela cínica e inchada criatura dos Açores (será um lula-macho?) à frente da bancada.
Como é que sabe que havia um “acordo de cavalheiros”? Você foi um dos cavalheiros que celebraram o acordo? Ou foi testemunha desse acordo?
Quem foram os cavalheiros que fizeram o acordo? Como o fizeram? Onde? Quando?
Se não souber responder a estas perguntas, então não pode afirmar que tenha havido um “acordo de cavalheiros”.
Imagino o que seria naquela Casa se algum deputado do PSD…. chama-se “rabeta” a um PS!
Senhor am:
Acontecia o mesmo que aconteceu quando a deputada da bancada do PSD, Maria José Nogueira Pinto, disse, numa Comissão Parlamentar, a frase que o comentador Durer citou neste post: «Tenho estado a interrogar-me quem é este palhaço que apareceu aqui na comissão»
A memória selectiva é uma coisa tramada, não é?
E quando se junta à memória selectiva o apagamento do que se escreveu alguns comentários antes, a coisa fica preta.
Para que fique claro, eu abomino frontalmente todo tipo de ataques ou de insinuações, sejam elas feitas por quem for, tantas vezes completamente gratuitas, e, em especial, as que são feitas na AR, que devia ser um referencial de dignidade para o país.
Se na blogosfera da impunidade do anonimato se deve criticar os ataques despropositados, muito mais se deve fazer na AR.
Mas tenho de reconhecer que tem havido ataques e insinuações de diferente gravidade: e o de Mourinho Félix nem foi dos piores.
A não ser para o visado e para a sua corte de seguidores, que se escandalizaram sem, sequer, ter ouvido ou ter lido a intervenção.
Limitam-se a fazer coro.
Mas critico da mesma forma esta intervenção de M. Félix.
Os donos do regime actuam como tal. É tudo.
E acreditando em recente sondagem está muito bem assim e nem poderia ser de outra maneira. Temos aquilo que o povo (que não tem sempre razão) merece e aquilo de que o povo gosta.
Deus se apiede de nós (os não crentes terão fórmula equivalente).
Costa