No longo artigo de José Sócrates publicado hoje no JN lê-se que a «atitude na governação», o «investimento público» e as «políticas sociais» constituem o que melhor distingue o PS da direita. Nas notícias de hoje, quem quiser pode encontrar alguns exemplos.
1. «Até fim de Julho ardeu três vezes mais floresta que em igual período de 2008», apesar dos óbvios favores do clima este ano e do recente anúncio do governo sobre os grandes avanços logrados nesta matéria. Um excelente exemplo da atitude na governação do PS.
2. «Auto-estradas 57 por cento mais caras do que as propostas iniciais», no conjunto das seis concessões mais recentes já adjudicadas (repare-se que são obras que ainda nem sequer começaram) e apesar de os cadernos de encargos impedirem alterações que impliquem desvantagem das condições contratadas. Um inegável exemplo do investimento público do PS.
3. «Portugal é um país sem estatísticas oficiais de impostos», a DGCI só tem dados desagregados até 2006, o INE largou a produção destas estatísticas em 2003 com dados de 2000 (e só voltará a elas «logo que possível», sem que se perceba por que razão é impossível fazê-lo), pelo que ninguém sabe quantos ricos temos, como está a nossa classe média e a verdadeira situação da pobreza, o que implica uma redistribuição feita a olho. Um belo exemplo das políticas sociais do PS.
O texto de Sócrates no JN de hoje, afinal, é um não-artigo. Recheado de coisas não-novas.

No artigo de opinião que José Sócrates escreveu no JS… perdão JN, o actual PM aponta 3 questões fundamentais para votar PS:
1 – “Escolher uma atitude na governação. Como é manifesto, a atitude que tem marcado o discurso da direita é dominada pelo pessimismo, pela amargura e pela resignação”…
2 – “Sobre o investimento público. A nossa direita, ao arrepio do que se vê pelo Mundo fora, permanece apegada aos seus preconceitos ideológicos e acha que o Estado não deve fazer tanto para ajudar a economia” …
3 – “Sobre o futuro das políticas sociais. A direita insiste no recuo do Estado Social, para a condição de Estado mínimo ou, como dizem agora, Estado imprescindível”…
Ou seja, segundo Sócrates, não há 3 razões para votar PS. Há sim, 3 razões para não votar na direita (há uns anos o papão era o PCP, agora é a direita).
Como escreveu Maquiavel em “O Príncipe”, há duas formas de fazer política: dizer bem de nós próprios ou – quando não podemos dizer bem de nós – dizer mal do adversário.
Por essas e por outras é que há muito que ninguém ganha por mérito próprio: ganham por demérito dos outros.
Não deixa de ser curioso que um partido que governou à direita durante 4 anos, se queira demarcar dessa mesma direita, mas vou tentar perceber onde estão as diferenças…
Não te esqueças da lupa.
João:
Será que este sr ainda não percebeu que deixa o país (espero eu) pior do que estava em 2005 quando iniciou o mandato?
Quando se atira para o ar os “papões” geralmente dá bota, muito sinceramente estou farto deste “chico-esperto e dos seus “iluminados” seguidores acho que como país merecemos melhor.
Uma coisa é certa: a actual maioria já era, Carlos.
Derrapagens visíveis
nas obras adjudicadas,
são milhões desprezíveis
nas contas empancadas.
Esta afável podridão
reforçada de cimento,
revela a devassidão
à conta do orçamento.
Pois, «à conta do orçamento». Que é como quem diz: à nossa conta.
Tenho algumas dificuldades em ver este mundo em tons de rosa. Aquele mundo que José Sócrates vê.
Aliás, é bom que um mundo em tons de rosa não seja o nosso, porque parece-me um mundo um bocado amaricado. Hehe…
Que horror, completamento amaricado :))) é por isso que comigo é só rosas de duas cores: vermelhas e encarnadas!!!
E que tal azuis e brancas?…
Nãaaa , isso é mais para as bandas do meu pai :))))
Não insisto. É coisa que não me tira o sono. Hehe…