Arábia Saudita critica a situação dos direitos humanos na Noruega.
Richard Dawkins converte pessoas ao cristianismo.
Participantes em Congresso de Segurança Alimentar sofrem intoxicação.
Treinador italiano critica Benfica por ter recorrido a anti-jogo.
Passos Coelho defende que aumento de impostos é uma solução mais amiga do crescimento.

– mãos cortadas versus mãos atadas;
– a estupidez de Dawkins deve ser patrocinada pelos jesuítas;
– prova de vida do congresso;
– calimeros;
– é mais amiga da onça.
Apoaido!
Uma conversão para o cristianismo, contra 1000 conversões para o ateísmo… não me parece nada estúpido.
É fazer as contas.
Miguel:
… com versão duns é conversão, noutros é a versão da aversão.
Depende de ver são qual é a versão.
Fala em 1000, e ao falar em 1 pode colocar 0001.
Tem lá os mesmos 3 zeros, e o mesmo 1, só que lhes dá significado diferente.
Mas não vou fazer a apologia de que estão lá e você não os vê, isso é óbvio.
O que interessa é que os zeros à esquerda não adiantam à compreensão.
É o caso de Dawkins. O zero à esquerda, banalidades, que não adiantam nada à compreensão.
Depois de mostrados, os zeros à esquerda podem ganhar grande dimensão, mas
00000000000000000000000000000000001
o seu valor continua a ser 1.
No caso concreto, as críticas de Dawkins à existência de Deus, podem resumir-se aos zeros à esquerda que se acumulam procurando mostrar que não há uma infinidade de zeros à esquerda… e quanto mais se acumulam, mais mostram que há.
No entanto, e isso é que é importante, é que os zeros à esquerda não alteram o valor do que é essencial.
Caro da Maia, pode praticar toda a escolástica que desejar, 1000 é 1000 e não 0001, lamento se a ciência e a matemática não se vergam à sua negação da realidade concreta.
Quanto a Dawkins, começa a transparecer uma óbvia irritação com o programa deste cavalheiro em combater a religião com factos científicos. Estou a ver que estamos perante mais um cristão inseguro na sua fé, para quem a crença é uma coisa tão frágil que não aguenta umas quantas críticas, e que apenas sabe responder através do insulto e do achincalhamento. Deixe estar, Voltaire sobreviveu, Bertrand Russell sobreviveu, José Saramago sobreviveu, Dawkins também vai sobreviver à mesquinhice.
Meu caro Miguel,
quando você perceber o que é a ciência, e o que são factos, talvez possa perceber o que escrevi.
A ciência não trata de factos, trata de interpretação útil de observações.
Porém, ao tratar de observações curiosamente exclui o observador.
Faz a sopa, mas esquece o cozinheiro.
Sabe fazer a sopa, mas nem se dá ao trabalho de perceber porque a sabe fazer.
As visões de Dawkins são antropocêntricas, no sentido em que acham que foi um acaso que pariu a inteligência biológica, e não admitem outro tipo de inteligência, porquê? Por que razão a inteligência tem que ser biológica?
Só por observação zarolha é que se pensa em seres inteligentes que podem ser marcianos verdes numa galáxia distante, mas não se concebe mais que isso.
Enfim, uma tristeza.
Aliás se você fala em matemática, deveria perceber que as cadeias de DNA são finitas, o número de neurónios é finito, e no entanto concebemos o infinito.
Como é possível tal contradição, só com a biologia?
A ciência é apenas um aspecto muito limitado, utilitário, da racionalidade.
Está cheia de contradiçõezinhas, que são escondidas.
http://odemaia.blogspot.pt/2013/01/as-te ias-ateias.html
da Maia, pode torcer as palavras como desejar, a ciência trata de factos, qualquer cientista ou livro de ciência lho dirá. Ora, eu tenho andado a ver a nova versão de Cosmos, e ‘facto’ é uma das palavras mais repetidas por Neil deGrasse Tyson.
Eu gosto de visões antropocêntricas; eu gosto de colocar o homem no centro do mundo. É melhor do que o paradigma anterior, aquele paradigma que sujeitava o homem à providência, que negligenciava o mundo visível e sensível em prole de metasíficas inúteis, aquele paradigma que não se preocupava em tentar avançar nem a medicina nem o conhecimento para melhorar a vida do homem, porque tudo aquilo de que ele precisava estava na Bíblia, e toda a vida era um longo acto de preparação para a morte, de forma a ganhar a vida eterna na Disneyland.
Quanto aos limites da ciência, eles existirão, sem dúvida, mas eu prefiro uma ciência imperfeita com todas as benesses que deu à humanidade nos últimos séculos, desde que começou a ser praticada livremente, sem a ameaça de ortodoxias, do que os fracassos tremendos do dogma totalizante co Cristianismo, que micro-geria cada aspecto da vida humana – sexualidade, dias de descanso, economia, gastronomia, roupa – como se fosse um preâmbulo da União Soviética.
Caro Miguel,
ninguém está a torcer palavras nenhumas. Você é que recusa a evidência.
Neste caso recusa a evidência lógica e matemática. Só essa trata de factos.
Nem a ciência pretende negar essa evidência, simplesmente a esconde, e divulga apenas o que interessa à “carneirada”.
Gosta do Cosmos?
Quando era criança também gostei da primeira série do Sagan, depois cresci.
Mas mesmo nessa altura percebia que o homem era um vendedor de banha da cobra. A actual é ainda inferior, mas superior na pretensão.
Pretensões há muitas, e credos também.
Pode fazer religião da ciência, não há problema nenhum nisso, se acredita.
Não misture é isso com factos.
O Big Bang, nem nenhuma das teorias científicas, são factos.
São meros modelos de observação, e tal como os das passerelles, têm o seu tempo de moda.
Pior, nalguns casos são ridiculamente contraditórios e filosoficamente absurdos.
Os bons cientistas sabem disso, os maus não.
da Maia,
A ciência não me pede que faça dela uma religião, pelo contrário, a ciência oferece-me um método de pensar que me permite duvidar de tudo, inclusive da ciência. Eu não o faço compulsivamente porque reconheço que a ciência torna a minha vida muito mais fácil, no dia-a-dia, através de invenções., e trouxe grandes benesses ao mundo.
A diferença é que a ciência não me quer dizer como é que devo viver a minha vida: não me quer dizer que comer carne de porco na sexta-feira é pecado, que os pais podem podem matar os filhos se eles lhes faltarem ao respeito, que usar calças é pecado, que a escravatura é aceitável porque os negros descendem dos cananitas, amaldiçoados, que uma pessoa pode viver toda a sua vida a ser vil mas basta uma confissão no leito de morte para herdar o céu, e outras baboseiras.
Se realmente acha que a ciência lhe não serve para nada e anda apenas a enganar a carneirada: não vá trabalhar de transportes, vá a pé e veja quanto tempo demora a lá chegar; se tiver uma doença séria, não vá ao hospital fazer uma cirurgia, reze apenas a Deus; não tome duche, porque a Bíblia não lho recomenda, mas se tomar, não use sabão visto que isso é uma invenção; coma carne crua em vez de a cozinhar, à revelia de tudo o que a ciência descobriu sobre doenças. Aliás, tente viver exactamente como a Bíblia lhe exige, mas quando for preso por ter sexo com a sua filha menor, como a Bíblia recomenda, depois não se queixe da ciência.
Miguel,
mas alguém aqui disse que a ciência não era útil?
Homem, você baralha tudo!
Uma coisa é a utilidade da ciência, outra coisa é a pretensão acima disso.
Aparece em divulgadores da ciência, que a vendem como banha da cobra – solução para todos os problemas. É o caso de Dawkins, de Hawking, etc…
Aquilo que critiquei desde o início é essa pretensão.
Essa pretensão tem falhas epistemológicas básicas. O problema da maioria desses cientistas é que são nulidades em filosofia, e nem se apercebem disso.
Isso deve-se a um afunilar de especializações e falta de visão de conjunto.
Viu-me aqui a defender a Bíblia?
Então para que é que chuta para canto dos cisnes?
Quero lá saber da Bíblia, ou doutra prática religiosa… no máximo interessa-me a filosofia inerente. Só me interessa o conhecimento racional, e nem todo está na ciência.
Em particular, a ciência usa a matemática, mas nega-a.
Voltando ao início…
Sabe o que é um número?
Alguma vez viu um número, sem ser pelo símbolo?
Então como sabe que ele existe?
Onde é que está a existência física do número 37, sabendo que pode ser representado doutra forma, e que 37 maçãs ou 37 tomates não representam o número 37.
Em que parte da sua cabecinha é que você põe o número 37? E na dos outros?
Bom, mas você fica na sua, nem se dá ao trabalho de me responder… diverte para outros assuntos e assim não há conversa.
O mundo não é a preto e branco, nem cinzento – há cores!
É claro que a ciência o condiciona, e mostra-o a sua maneira de pensar.
Mais, dá-lhe conselhos de comida, de ambiente, etc… por isso não fique tão limitado, e verifique que há semelhanças. Tem a liberdade de seguir ou não, mas isso também tem noutras religiões… que deixaram de ser tão ortodoxas.
Por isso, deixe de ser tão fundamentalista e ortodoxo.
Perceba uma coisa só.
Você é muito mais do que julga, não lhe deixe que digam o contrário.
Tem é que descobrir isso por si próprio.
Lá por se sentir roubado no primeiro quiosque, não pense que o do segundo quiosque é sério, porque também não é… há famílias a alimentar.
Se procurar, vai ver que há mais quiosques, e não fique cliente de nenhum.
Decida por si próprio, mas não deixe de conversar com os outros.
Por conversar entende-se respostas mútuas. Falar e ouvir.
Abraço.
O 37, se tem tanto interesse em saber, está na nossa mente. Os nossos cérebros evoluíram de forma a permitir-nos manipular imagens mentais, como números e letras. Isto não tem nada que ver com metafísica ou filosofia, mas com biologia, no sentido em que é útil para a nossa sobrevivência, e neurociência, que anda ocupada a tentar compreender como é que o cérebro funciona.
“O problema da maioria desses cientistas é que são nulidades em filosofia, e nem se apercebem disso.
Isso deve-se a um afunilar de especializações e falta de visão de conjunto.”
Eu de longe prefiro a especialização aos conjuntos e aos sistemas. A realidade é demasiado vasta para conjuntos e sistemas. Todos os sistemas dos grandes filósofos caíram por terra porque eles nunca partiram da realidade para o sistema; não, sentavam-se numa poltrona, imaginavam um sistema como lhes agradava, e tratavam de atulhar a realidade lá para dentro, coubesse ou não, ficasse inteira ou não. Basta pensar naquele idiota do Rousseau que achava que o homem é naturalmente bom; nunca me esquecerei da epígrafe do livro de Mary Midgley, ‘Beast and Man,’ onde ela agradecia aos filhos por lhe demonstrarem como estava errado. Quando basta estudar crianças para se perceber que o homem não é naturalmente bom e que um dos maiores filósofos da história não percebe pativana sobre pessoas, eu não vejo por que raio devo andar a perder o meu tempo a dar-lhes imerecido crédito.
O último dos grandes filósofos de sistemas foi Sartre, e o mundo está muito melhor sem essa corja de impostores que não percebe como é que o mundo funciona minimamente.
Miguel,
viu que já teve que falar em “mente” em vez de “cérebro”?
Os neurocientistas andam ocupados a ver como o cérebro funciona?
Claro, e o Professor Karamba também. Os sucessos são semelhantes…
Ainda não percebeu que é impossível saber isso?
Já lhe expliquei em cima porquê, mas você não sabe o que é um número, talvez não saiba a diferença entre finito e infinito, e por isso é melhor que se informe.
Já vi que você acredita sem saber no que acredita. É igual a um crente de qualquer religião. Tal como Dawkins, não é ateu coisíssima nenhuma.
Acredita que é um monte de esterco. Quem sou eu para dizer que não?
Quando morrer o corpo fica um monte de esterco, o que o distingue esse monte de esterco que vai ser, do que é hoje?
É o acaso… joga-se aos dados e o monte esterco fala, joga-se aos dados e o monte de esterco serve de alimento fertilizante.
O que a ciência tem feito é reduzir a dimensão humana a montes de esterco.
Se procura detalhes, só vai ver detalhes, portanto não pretenda com os detalhes falar do global, nunca vai ter visão para isso.
Eu nem lhe apresentei argumentos filosóficos, quando muito matemáticos.
Imagino que também sejam impostores… já que não encontra resposta.
Valha-nos a Santa Inquisição que nos livrava dos impostores.
Quando você fala dos filósofos como “corja de impostores” só confirma o seu fanatismo ortodoxo, cego e surdo.
Passe bem.
“Ainda não percebeu que é impossível saber isso?”
Talvez, mas obviamente quem o investiga não pensa o mesmo, e eles não estão a magoar ninguém fazendo-o, por isso não tenho nada contra continuarem a fazê-lo. Entretanto, coisas interessantes vão-se descobrindo sobre o funcionamento da mente e do cérebro.
“O que a ciência tem feito é reduzir a dimensão humana a montes de esterco.”
Está chateado porque a ciência matou as fadas e os unicórnios? Roubou o esplendor da existência, foi? Mas arranjou-me aspirinas e ares condicionados, por isso não me queixo. Mas explique lá, porque é que antigamente, antes da ciência, não éramos montes de esterco? O que é que antes acontecia com o corpo humano?
“Quando você fala dos filósofos como “corja de impostores” só confirma o seu fanatismo ortodoxo, cego e surdo.”
Não, apenas confirmo que 1) penso pela minha cabeça; e 2) já li The Tyranny of Words, de Stuart Chase, onde ele explica bastante claramente como a história da filosofia é um bando de tipos a discuterem aos gritos sobre nada, erguendo tremendas arquitecturas de conceitos abstractos sem qualquer substância, que geralmente caem sob o mais simples dos escrutínios quotidianos, como lhe indiquei no caso se Rousseau e Mary Midgley.
Mas claramente está ansioso para me explicar o que é essa outra racionalidade, por isso não se acanhe, estou aqui para ler a sua explicação sobre ela.
Caro Miguel,
como já dei informação mais do que suficiente, não vou estar aqui a fazer o Rui Rocha andar a aprovar comentários fora de época e fora de tema.
Agora explique-me, que interesse tem falar?
Acredita na vida dos outros para além da sua morte?
Que fé é essa? Perceba como é incoerente e contraditório.
Repare… diz-me que pensa pela sua cabeça, e ilustra isso com leituras de outros? Aconselho a leitura de si mesmo, para ver contradições, e começar a pensar sozinho.
Em “nome da ciência” já houve milhares de vítimas, e nem todas eram animais. Se gosta da aspirina, também pode ler a história da Bayer e da associada IG Farben, e para não lhe dar dores de cabeça salte a parte da IG Auschwitz.
O que acontece ao corpo humano pode ver facilmente, antes e depois.
Mas quem reduz o homem ao seu corpo é você, não sou eu. Sobre a matéria, há a antiga lei de conservação da massa.
Uma observação experimental, que tem sido confirmada e ganhou o estatuto de lei. A natureza é obediente, e cumpre as leis.
Pois, muito bem. Mas e onde está a lei de conservação de informação?
Magia – pufff – surgem ideias. Magia – puffff – desaparecem ideias.
Quem anda a ler muitos contos de Harry Potter não sou eu.
A informação é criada e destruída espontaneamente?
Não sabe, não faz ideia do que falo?… ou como é habitual, não responde?
Escute lá, homem… você acha que os Lusíadas já estavam programados no “Big Bang”? Se não, como explica a evolução?
Você tem muita fé nos testículos dos macacos antecessores do Camões, ou então tem muita fé na sorte. Sabe o que é a sorte?
Acha que os dados do casino também têm livre-arbítrio?
Olhe, em vez de ler e papaguear petas, sem sentido nenhum, fique-se pelos poetas.
Eu não tenho nada mais a dizer-lhe, e se comentei, foi pelas suas respostas. Foi pela sua fé na versão de uns e pela sua aversão à dos outros.
Pela fé nos 1000 vs 1 na fala de uns, e não na fala dos outros.
Ora, eu não discuto fé.
Não discuto com paredes.
Simplesmente, não há nada a discutir.
Mais uma vez, passe bem… e boa sorte!
“Não sabe, não faz ideia do que falo?… ou como é habitual, não responde?”
Francamente, não percebo nada do que está a falar. Parece-me uma verborreia de conceitos pseudo-místicos à hippie New Age…
PPC é um gandavigarista, NÃO HÁ NENHUM AUMENTO DE IMPOSTOS. E quem é que o jurou? PPC.
Como o homem é capaz de dizer tudo e o seu contrário sugiro que lhe passemos a chamar Coelho Passos.