“Remorsos, só de não ter morto mais gente”, diz serial killer de Toulouse.
O que é que se pode fazer de um jovem que que diz uma barbaridade destas e mata sete pessoas?
“Remorsos, só de não ter morto mais gente”, diz serial killer de Toulouse.
O que é que se pode fazer de um jovem que que diz uma barbaridade destas e mata sete pessoas?
Acho que nada, Helena. Ele era um extremista convicto da sua missão divina, e esse é um estado de espírito praticamente impossível de alterar. O que se pode fazer, julgo eu, para que outros como ele não se sintam estimulados a repetir o “sucesso” do mártir, é reduzir o circo mediático em volta destes casos. E não é nada disso que vejo, pelo contrário.
A questão é que não é uma caso isolado. Estas situações são extremas, mas há milhares de jovens europeus que rejeitam os valores da civilização ocidental.
Por outro lado, uma enfermeira britânica foi despedida de uma companhia aérea britânica por usar uma cruz ao pescoço.
Se a moda pega, qualquer dia despedem o Pastor alemão !
C., devem contar-se pelos dedos, entre esses milhares de jovens europeus que rejeitam os valores da civilização ocidental, os que rejeitam também os hábitos de vida inerentes a essa civilização. Falar é fácil e a juventude é rebelde por natureza, mas viver de acordo com os exigentes ditames do islão é outra conversa. Nada corrompe mais do que o conforto e a facilidade. De qualquer modo, do “não concordar” a matar pessoas em nome dessa discordância, vai uma enorme distância. Estes casos são extremos, como diz. Não sei é se tendem a aumentar, por isso devemos estar bem atentos.
O que se passa é que, do sofá ou de um planalto do Afegansitão os valores ocidentais são rejeitados por gente que nasceu e sempre viveu na Europa. Não são meia dúzia de excêntricos mais ou menos convictos e/ou consequentes. Alguma coisa está a falhar com os nossos valores e com a capacidade de os transmitirmos.
Alguma coisa está a falhar, sim. Penso que não exactamente nos valores ocidentais, mas na forma como os fomos distorcendo para os adaptarmos aos nossos interesses.
Seja como for, entre um sofá europeu e um planalto afegão há um mundo inteiro de diferenças.
É verdade. Mas este tipo de guerra santa muito ligada às praticas de um certo conceito islâmico, está a ganhar adeptos entre aqueles que nascem noutros solos…
Se fosse ao contrário duvido que Marrocos tivesse tanta complacência. E nota que é um jovem que conduzia um BMW!
E que tirava muito prazer desse facto, como prova o video das habilidades com o carro. O que prova que até os extremistas se deslumbram com o ocidente e as suas tentações do demónio…
Extingui-lo seria demasiado benévolo, Helena. Mas, quem sabe, exportá-lo para a Coreia do Norte?, ou integrá-lo no blogue “Arrastão”?
A Ana Vidal tem toda a razão, no que respeita à exagerada publicidade que estas acções conseguem.
Sobre uma possível maneira de nos vermos livres de jovens como ele, uma hipótese seria mandá-lo viver para a Faixa de Gaza… e esperar que os fascistas do governo de Israel o exterminassem, juntamente com mais uma revoada de outros jovens, mulheres e crianças.
Resulta sempre… e o mundo “civilizado” não liga a ponta de um chavelho.
Frase que podia ter sido dita por vários «grandes vultos» da Revolução Francesa.
Mas para além da frase de efeito, a questão consiste em saber o que faz um jovem francês rejeitar os valores da Civilização Europeia.
Há vários autores ingleses que têm tratado do assunto com inteligência. Creio que gostará de ler Dalrymple ou Scruton.
barbaridade é tratá-lo por “jovem” …
Tinha 23 anos, Velho. O que acha que ele era, então?
Para esta maltosa julgo que faz caminho a ideia, profusamente divulgada e supostamente inscrita no Corão, que os premeia como mártires com uns bacanais no Paraíso.
Uma revoada de virgens esperam-nos.
Ele há lá ideia mais revigorante e santa!??Hem!??
Desculpe lá, mas isto não é assim tão simples. O assassino norueguês não acreditava em bacanais no Paraíso, era cristão fundamentalista e tratou da saúde a mais de 70!!!
“Auto-estima” e “amor-próprio” são os conceitos mágicos. Quem educa os seus filhos tendo estes dois conceitos em mente, dota-os de mecanismos que os tornam imunes a influências extremistas, sejam elas quais forem!
Um conceito medieval o seu, Cristina!
Nada é simples neste mundo complexo. Poderia desautorizá-la com bastos exemplos paradigmáticos de educações esmeradas que se afogaram no álcool , nas drogas e, pior, na violência assassina, isolada ou em grupo religioso ou político.
Não há magia alguma nem mecanismos de imunidade social que expliquem estas excepções aberrantes, seja de católicos ou muçulmanos.
Mas que é incutido aos jovens imberbes muçulmanos a ideia peregriníssima das virgens que os esperam no paraíso, e que tal é uma ideia tão ignorante quanto atractiva, não duvido!
A ideia é atractiva mesmo, e vai directa ao que a mente de um jovem imberbe mais valoriza: o deboche autorizado e abençoado, ainda por cima. Não há maior perversidade, nem maior esperteza.
O problema é o que cada um entende por “educação esmerada”!
Efectivamente, o conceito de “educação esmerada” é difuso e indeterminado mas, confesse que o aplicou olhando-se ao espelho!?Espelho meu, espelho meu…
Naturalmente, como todas as pessoas, tenho os meus problemas. Mas foi precisamente a partir deles que tomei consciência de como as aparências iludem. Uma família considerada exemplar pode estar longe de o ser…
Também temos características inatas. Há pessoas que tendem mais para a violência sobre terceiros, enquanto outras se dedicam a comportamentos auto-destrutivos (drogas, álcool, etc.). Mas acredite que a nossas vivências da infância têm um papel muito importante naquilo em que nos tornamos.
Não estou a desculpar ninguém, há acções (como a deste tipo) que não têm desculpa. Mas não é aberração nenhuma dizer que, se ele tivesse tido uma infância diferente, talvez as crianças judias ainda vivessem. Não estou a dizer que seria assim, só ponho a hipótese de isso ser possível. E nenhum psicólogo rejeitaria esse facto.
Só podemos amar os outros se nos amarmos a nós próprios. Se nos odiamos, se nos achamos sem valor nenhum, somos um perigo para a sociedade. E presas fáceis para doutrinas extremistas. É aí que está a ferida: pessoas que matam outros, odeiam-se, acham-se esterco, merda!
Não há novidade nenhuma, é só olhar para o Séc.XX
As ideologias totalitárias – ou seja que pretendem controlar todos os aspectos da vida de uma pessoa dão nisso – precisam de matar e instituir o terror para atingirem a Igualdade.
De assinalar que esta é uma ideologia totalitária que nasceu fora da Europa ao contrário da outra.
Eu sou bastante a favor da pena de morte para assassinos deste tipo… Peço desculpa se feri susceptibilidades.
A minha feriu, Blackye. Eu sou radicalmente contra a pena de morte, seja para quem for.
Peço-lhe imensa desculpa, mas realmente revolta-me ver pessoas como ele que ainda conseguem afirmar que deviam ter morto mais pessoas…
Não acho que devamos ter compaixão por quem seria capaz de matar qualquer pessoa a sangue frio.
Percebo o que diz, Blackye. É revoltante e chocante ouvir uma frase dessas. Mas talvez esses sejam os mais dignos de compaixão, porque perderam toda a humanidade.
É claro que é muito fácil dizer isto a frio (se ele tivesse feito mal a um filho meu, a minha reacção seria certamente outra), mas quando não somos directamente atingidos temos a vantagem de ver um bocadinho mais longe.
Compreendo o que diz, mas esta é mesmo a opinião que tenho relativamente a pessoas assim. Sei que há muita gente (inclusive amigos meus) que não concordam com ela, mas pensar que as pessoas que ele poderia ter morto (sendo que não as escolhe previamente) pudessem ser-me algo, leva-me a ter este tipo de opinião.
Mas, no entanto, respeito aquelas que diferem.
Talvez a doce maneira Russa de tratar os terroristas ( a velha técnica dos círculos que um seixo provoca na água) não seja totalmente desaconselhada…
Nestes casos o “follow up”, além de vital, tem efeitos inibidores a largo prazo…
Pode-se fazer o que foi feito…tiro na cabeça.
Olho por olho? Pense bem, Pedro. Já nem vou citar Gandhi, pergunto-lhe só isto: somos então iguais a ele?
Não é questão de vingança, Ana.
É pragmatismo.
Era possível regenerar aquele rapaz? Não.
Era possível capturá-lo vivo? Talvez, mas com certos custos.
E se fosse preso? Seguia-se um julgamento super mediatizado e politizado, para suprema glória do rapaz e dos restantes fanáticos.
As coisas são como são, Ana. Eu por norma sou contra a pena de morte, mas nestes casos, tal como no caso do Bin Laden, a melhor das soluções, quer queiramos quer não, é um tiro na cabeça durante a tentativa de captura.
(uma condenação à morte por parte de um juíz já eu não aceitaria)
Nisso estamos de acordo, Pedro. Uma condenação à morte “a frio” é intolerável para mim. Claro que este desfecho foi muito diferente, houve uma violenta resposta armada da parte do homem e vários polícias ficaram feridos.
Mas cuidado com o pragmatismo… pode servir de desculpa para muita coisa.
O que se pode fazer?
Dar autorização à polícia que lhe cercava a casa há 2 dias para lhe dar um tiro na cabeça.
Não há julgamento mas o que interessa, o rapazinho era da Al-qaeda, dizia barbaridades e matava pessoas…
A Helena trata delicadamente por ‘jovem’ um terrorista asqueroso e miserável que chacina, com prazer, crianças indefesas. Que bolça, com ódio, que o remorso que sente é o de não ter assassinado mais gente inocente. Enquanto estes miseráveis bandidos continuarem a ser tratados, neste apodrecido ocidente, com comiseração e pena e a serem-lhes garantidos ‘direitos’ que – os deuses andam parvos! – são negados às vítimas, basta um destes bandidecos terroristas, que a esquerdalhada traz nas palminhas e protege, para pôr de joelhos qualquer país europeu, como agora sucedeu à França.
…a esquerdalhada traz nas palminhas ? que comentário ridículo e inoportuno.
A Helena tem razão sim, não deixa de ser um jovem de 23 anos.
Quem tem filhos, irmãos, sobrinhos, primos, com essa idade não pode deixar de pensar, como acontece isto?
Um jovem tornado monstro sim e nós também somos monstros para acharmos que não precisa de julgamento. Basta o julgamento popular? então para que precisamos de tribunais? vamos voltar á idade da pedra de facto…
E associar pessoas destas, a grupos religiosos, a partidos políticos, etc, é uma forma perigosa de racismo.
Será que a ” beirão ” é a melhor pessoa do mundo? olhe os telhados de vidro que todos têm!
Eu desde logo gostaria de não ver o nome nem a cara desta besta estampada em tudo quanto é jornal, televisão ou blogue. Como sucedeu no ano passado com outra besta, na Noruega.
Esta celebridade, mesmo ‘post mortem’, constitui um insulto suplementar a todas as vítimas que causou. E atenção: vítimas não são apenas as que morrem ou ficam feridas. São também os familiares que de algum modo ficam mutilados para sempre.
Exactamente. E com uma agravante sinistra: essa celebridade garantida incentiva outros a fazer o mesmo.
São pessoas com estruturas psicopáticas e profundamente descompensadas. A fazer, e numa primeira abordagem, é retirar do convívio com a sociedade, e posteriormente tentar uma terapia direccionada, que pode resultar qualquer coisa, ou não resultar quase nada, depende de inúmeros factores. A mente humana tem destas coisas. Eleva-se ao infinito, se for caso disso, mas baixa aos mais baixo patamar, em determinadas situações. Somos um mundo cá dentro. Às vezes perigoso…