1. Comentário de ontem de Manuela Ferreira Leite na TVI 24:
«Ainda não percebi se querem, desculpem a expressão, dar cabo da Caixa de vez ou se não estão interessados em colaborar na recuperação da Caixa Geral de Depósitos. Cada um dos cenários é absolutamente inaceitável. É absolutamente inaceitável, porque estamos a discutir tricas. Eu quero cá saber o que foram os emails trocados entre o ministro das Finanças e o presidente da Caixa, que já não é presidente da Caixa, porque se ainda fosse talvez ainda percebesse que houvesse algum interesse em esclarecer quem era a pessoa que estava à frente da Caixa. Mas o senhor já se foi embora, ele já desapareceu da circulação da Caixa, nós já não temos nada a ver com ele, já temos outra administração nomeada e em funções.»
2. Editoriais da imprensa de hoje:
«Do penoso caminho que culminou com a ejecção de António Domingues sai um responsável pelas Finanças enfraquecido e desacreditado, apesar da defesa intransigente de António Costa e dos “até ver” de Marcelo Rebelo de Sousa. Uma pasta tão importante para a credibilidade de Portugal não se compadece com a descoberta de ‘pós-verdades’ que vêm provar que agir dentro da Caixa pode ser perigoso quando se pensa fora dela.»
Leonardo Ralha, Correio da Manhã
«O momento em que Mário Centeno não mente é em 25 de Outubro passado, quando assume com uma clareza infinita que os gestores da CGD não terão que entregar declarações de rendimentos. Isso está escrito: é um comunicado oficial do Ministério das Finanças enviado a várias redacções. Se Marcelo quer um papel escrito a defender uma posição que, a seu ver, seria “inaceitável”, já tem este. Não foi um erro dos assessores. Foi assumido dias depois em voz alta pelo próprio ministro.»
Ana Sá Lopes, i
«Em todo este processo há factos tão ou mais graves que todos parecem, agora, ignorar e que mostram à exaustão a forma atabalhoada como este processo foi conduzido. E mesmo dizer que foi tudo por um bem maior não chega. É muito positivo que a CGD tenha uma recapitalização aprovada em Bruxelas e que não seja considerada ajuda de Estado. Mas não pode valer tudo.»
Vítor Costa, Público
«O caso não deixa de ter consequências políticas. O ministro enfiou-se numa camisa-de-onze-varas porque geriu mal o dossiê. Mesmo que não tenha de demitir-se, o que não é certo porque a oposição está a fazer o seu papel, Centeno sai irremediavelmente fragilizado.
André Veríssimo, Jornal de Negócios
«Coisas verdadeiramente importantes: como é que um candidato a presidente da CGD contrata uma consultora para desenhar o plano de reestruturação, quando ainda está sentado na vice-presidência de um banco da concorrência? Ou como é que esse candidato consegue convencer o Estado de que o melhor mesmo é pôr o escritório de advogados que o representa a ele a redigir alterações à lei desenhadas à medida? Demos as voltas que dermos e, por estes dias, tudo aponta para um Estado frágil e para uma regulação inexistente.»
Paulo Tavares, Diário de Notícias
3. Conclusão de António Costa, hoje, em sintonia com Ferreira Leite:
«Nós não podemos perder tempo com tricas, temos de nos concentrar no essencial e o que é essencial é termos uma CGD forte, continuar a reduzir o défice, aumentar as exportações e o emprego. PSD e CDS-PP não têm nada de substancial a dizer e, por isso, dedicam-se àquilo que ontem (quinta-feira) a doutora Manuela Ferreira Leite dizia, e com muita propriedade, serem pequenas tricas.»
Não se apoquente. Vem já aí uma comissão de inquérito, à comissão de inquérito. Uma meta comissão de inquérito.
Eu punha a drª Ferreira Leite a conduzir uma comissão de inquérito destinada a acabar com todas as comissões de inquérito.
Que chatice, andarem a apoquentar o Governo da Nação…
A Dra Ferreira Leite tem mais veia para acabar de vez com as comissões de inquérito. Até quiçá com o parlamento. Mas numa coisa tem razão. Que mal há em não se dizer a verdade nas ditas comissões? Não é o que toda a gente faz? Não digo mentir, mas não dizer a verdade.
O ideal era suspender a democracia. Por seis meses ou por seis anos.
A dr.a Ferreira Leite passou-se: o que diz e escreve, de uma maneira geral, são banalidades ou ataques à actual direcção do PSD, especialmente contra o Passos Coelho. Ela já se esqueceu que foi gente do PS que a tratou por “a velha”…
Depois de António Costa ter dito que ela podia ser ministra de um governo dele tudo se tornou ainda mais óbvio.
Porque é que julga que ela tem tempo de antena?
Qualquer PSD que diga mal do PSD tem linha directa para ser presença constante nos jornais e TV’s.
Já o Francisco Assis não tem tanta sorte…
Ferreira Leite tem tempo de antena a duplicar. Primeiro quando diz o que tem a dizer, depois quando António Costa e o Bloco de Esquerda aparecem a citá-la.
É um caso de sucesso.
Se calhar é por o PS estar no bom caminho!
Diria que o Assis com o que ganha no Parlamento Europeu nunca teve tanta sorte!! Onde a ensinar filosofia ia ele ganhar 20.000 mocas/mês?
Quando o actual “PSD” afagava o ego do 44 é que era bom…
“Afagar o ego do 44” é o quê? Afogar o ganso?
Manuela Ferreira Leite tem tanta razão como o povo quando diz que águas passadas não movem moinhos.
António Costa disse isso mesmo. Que ela estava cheia de razão.
Quando se avalia os editoriais (ou as colunas de opinião) da imprensa, há que ter em conta que quem os escreve é pago para escrever alguma coisa. Se não escrevesse sobre aquilo teria que descobrir outra coisa qualquer sobre que escrever. É opinião vendida ao quilo.
Estranho é que quem escrevesse não fosse pago. Mas está a dar uma boa ideia a certos patrões de jornais: pôr uns sem-abrigo a escrever os artigos de fundo. Pagos com duas sopas e uma carcaça.
Estes protagonistas das trapalhadas do governo e seus galambas , começam a brincar demasiado com a responsabilidade, seriedade e democracia; para mim deviam ir pastar para outras bandas menos prejudiciais para o país.
Já mal distingo Galamba de Ferreira Leite.
Viu, ouviu a entrevista de Álvaro Santos Pereira, na RTP? Aquilo é que foi uma trapalhada. Já para não falar no Gaspar e no Relvas. Ou no Crato
Já não estamos em 2013. Estamos em 2017.
Zen ou não, faço minhas, neste caso, as palavras de Manuela Ferreira Leite.
Você e António Costa.
Já são três.
NÃO SEI SE SÕMOS TRÊS, SE TRÊS MILHÕES, MEU CARO PEDRO CORREIA.
MINHA MERCÊ PENSA QUE VOSSA MERCÊ GOSTA MUITO DE PEQUENA POLÍTICA.
MINHA MERCÊ PREOCUPA-SE MAIS COM OS GRANDES PROBLEMAS DO PAÍS.
Ena, quando escreve só com maiúsculas o seu pensamento torna-se mais grandioso.
Pretende realizar o teste auditivo para si ou para alguém que gosta?
http://www.amplifon.com/web/pt/encontre-u m-centro-auditivo?gclid=CLaagcGCi9ICFRcY Gwody1YNtQ
Quem escreve só com maiúsculas padece de problemas auditivos? Dir-se-ia que sim.
O ódio ao “retornado de Massamá”, com o seu “fato de alfaiate de 2ª”, é uma força verdadeiramente assombrosa.
O ódio é uma poderosa força motriz. Na política faz mover montanhas.
Eis a questão:
A partir de agora tudo o que os “centenos”, “galambas e “mortáguas” disserem eu “fico de pé atrás”!
É preciso apurar a verdade para que amanhã quando o Costa Concordia me disser que tenho de pagar mais um “impostinho” eu acredite que é mesmo!
Para o
Bem da Nação
Entre Mariana Mortágua e Manuela Ferreira Leite há pelo menos uma diferença. A primeira elogia o Governo de forma bastante mais moderada.
Engana-se. A primeira é de longe mais jeitosa
Cuidado com os piropos. Já estão criminalizados.