O meu gato e eu


Teresa Ribeiro,

Manipular um cão é abusar da sua pureza, mas com um gato é diferente. Um gato está mesmo a pedi-las.

20 comentários em “O meu gato e eu”

  1. Que profunda verdade o seu post encerra!
    Está mesmo a pedi-las…sempre!
    O problema está em que isso é bichinho que a sabe toda…todinha!
    Manipulá-lo? Pois sim! Isso é predicado de sua lavra, que é assim a modos de como quem diz: olha-me para este ingénuo dono.

    Eheh…

  2. Ui, ui…que maquinações não passaram por esta minha cabecinha maldosa e conspurcada:-)
    Emtão a menina “manipula”, tipo experiência laboratorial?Com o cão e o gato?
    É, já agora, os resultados são prazenteiros?Hem!??
    Vá, conte lá (aqui) aos seus leitores….:-))

  3. afinal, “curiosity killed the cat”.

    mas é preciso ter muita atenção, porque:

    “I had been told that the training procedure with cats was difficult. It’s not. Mine had me trained in two days”. ~Bill Dana

    1. Quando adoptei o primeiro, o veterinário avisou-me logo: “Ele jamais reconhecerá a sua autoridade. Num gato ninguém manda”. Fiquei perplexa a olhar para o bichano, uma bola de pelo com um palmo de comprimento e olhos ainda de cor indefinida.

      1. Pois, estas tinham duas semanas quando vieram cá para casa e devem ter sido rainhas numa outra vida. Eu cá submeto-me às exigências de comida e tal, um canto com sol e almofada e não digo nada, nem mesmo sobre os pêlos que, pacientemente, tiro com rolos de fita adesiva. O cão, enfim, é um cão: atira-se a nós sempre que nos vê e quer é mimo. É um belo cão, parece um tapete. Foi abandonado à nascença por ter uma hérnia. Era uma bola de pêlo. É, afinal, um cão de uma raça muito digna, um lhasa apso, imagine-se. Tibetano, portanto. Ninguém diria. Ele quer mesmo é biscoitos e festas. Um beijo e bom domingo

  4. Gosto muito desta tua guerra das rosas com o teu gato, Teresa. Nunca tive um gato, mas acho-os admiráveis por isso mesmo: não se submetem nem cedem a chantagens afectivas, como os cães. E eu gosto muito de cães, note-se.

    1. É uma aprendizagem muito divertida, que estou a viver ainda com o entusiasmo dos iniciados. Sou novata nisto. Tive o meu primeiro bicho há cinco anos. Em criança nunca tive nenhum que fosse meu.

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