O meu gato e eu


Teresa Ribeiro,

Escolhi-o por ser o mais bonito da ninhada. Saiu-me um peluche caprichoso, interesseiro, vingativo, teimoso, arisco e desastrado (já me partiu duas televisões). A beleza é equívoca e tem sempre custos associados.

19 comentários em “O meu gato e eu”

  1. Teresa, tens a certeza que não ficaste com um gatoppardo ou, como quem diz, um leopardo?
    Desfaz-te do bicho, dá-o a uma pessoa que goste de sofrer, toma medidas senão o bicho dá cabo de ti!
    E, na próxima escolhe o mais feio, que te vai retribuir em dobro.
    Porque, é verdade, a beleza tem sempre custos associados. Para os/as belos/as e para aqueles que os resolvem escolher!

      1. É costume dizer-se que, para ser belo, é preciso sofrer. Este parece-me mais um caso onde é preciso sofrer, para Ter belo!

  2. Espero que a situação melhore. Se ele ainda é novo, existe a possibilidade de se modificar um pouco, ou ficar mais calmo…

    No primeiro ano, a Lucy (cadela) roeu-nos muitas pernas de cadeiras e tivemos que tirar os puxadores das gavetas do móvel da sala, depois de ela ter dado cabo de um; uma vez, fugiu por debaixo da cerca do nosso jardim e pôs-se a despejar a terra dos vasos do vizinho, espalhando-a pelo terraço (dele) e destruindo as plantas; uma outra vez, eu preparava-me para lhe pôr a trela, depois de a ter deixado andar solta num parque, e já estava toda satisfeita por ela ter vindo quando a chamei, quando ela, de repente, atravessou a rua e entrou num lar de idosos, onde tive de andar atrás dela pelos corredores e quartos… Uff! E isto são só as coisas de que me lembro, que já se passaram oito anos.

    Desejo-te boa sorte!

    1. O facto de termos, muito mais que os homens, capacidade para ver além da beleza, não quer dizer que lhe sejamos insensíveis, Jaa. Todos nós sabemos que é mais fácil perdoar a uma cara bonita.

  3. com tantas maldades feitas, certamente já “deu” o seu gato mais que os 3 nomes que o t s eliot diz que os gatos têm, sendo que um desses nomes apenas eles conhecem:

    the naming of cats

    …a cat must have THREE DIFFERENT NAMES.
    First of all, there’s the name that the family use daily,
    …
    But I tell you, a cat needs a name that’s particular,
    A name that’s peculiar, and more dignified,
    Else how can he keep up his tail perpendicular,
    Or spread out his whiskers, or cherish his pride?
    …
    But above and beyond there’s still one name left over,
    And that is the name that you never will guess;
    The name that no human research can discover–
    But THE CAT HIMSELF KNOWS, and will never confess.
    When you notice a cat in profound meditation,
    The reason, I tell you, is always the same:
    His mind is engaged in a rapt contemplation
    Of the thought, of the thought, of the thought of his name:
    His ineffable effable
    Effanineffable
    Deep and inscrutable singular Name.

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