Gosta de ir comigo para o duche. Não para me espiar, mas para sentir o ar encher-se de vapor de água tépido. Quando me olha, apenas me vê. Algo que jamais serei capaz de fazer.
O meu gato e eu
Teresa Ribeiro,
Gosta de ir comigo para o duche. Não para me espiar, mas para sentir o ar encher-se de vapor de água tépido. Quando me olha, apenas me vê. Algo que jamais serei capaz de fazer.
Conheço esse filme, chama-se «Com o meu “gato” na banheira…»
Nas lojas de artigos para animais, vendem umas tesourinhas próprias para aparar as unhas aos bichanos… ha quem ache conveniente.
Tire lá as aspas, Bartolomeu. Ai, ai!
Não pretendi insinuar nada, Teresa. Mas, não nego que senti inveja dogato…
Teresa,
eu não acredito em coincidências, mas desta vez parece que é assim. Enviaram-me agora um vídeo com um gato. Achei tanta graça que o coloquei no meu blog em:
http://ladosab.blogs.sapo.pt/
Depois vim aqui ao DO calmamente e fui passando os textos, lendo, ouvindo até que cheguei a este seu “post”.
Desculpe, mas não resisti a fazer aqui fazer uma referência àquele vídeo. Provavelmente já conhece… mas vale a pena pela graça e, acima de tudo, pela coragem.
Obrigada pela partilha. O vídeo é uma delícia. Sabe que o meu gato também só gosta de beber da torneira, mas daí não passa 🙂
coisas que (só?) os gatos sabem, mesmo as mais íntimas e nostágicas, segundo cesare pavese:
i gatti lo sapranno
(aqui o início, numa tradução para inglês)
Rain will fall again
on your smooth pavement,
a light rain like
a breath or a step.
The breeze and the dawn
will flourish again
when you return,
as if beneath your step.
Between flowers and sills
the cats will know.
There will be other days,
there will be other voices.
You will smile alone.
The cats will know.
…
Obrigada, Carlos. É lindo 🙂
…mas enganei-me no título; embora escrito em italiano, no original já tinha o título, mas só o título, em inglês “The cats will know”, porque terá sido dedicado à sua última paixão, uma americana.