Os restos do Sintra Cinema, o meu “Cinema Paraíso”. Abbot & Costello, Jerry Lewis, Cantinflas, Tarzan, por Johnny Weissmuller, Robin, segundo Errol Flynn, uma vez ou outra Chaplin, sempre antecedidos das chatíssimas Actualidades e da propaganda do regime. E, pelo meio, cortes e mais cortes, evidentemente assobiados e pateados. No seu lugar vai ser construído um hotel com 54 quartos.




Meu caro,
Além de ser o nosso “Cinema Paraíso” lembro-me de em miúdo assistir a um espectáculo de variedades patrocinado pela margarina “Vaqueiro” em que uma das estrelas maiores era o Tony de Matos.
Sorte diferente tiveram o cinema Carlos Manuel e o Casino de Sintra.
Desse número não me lembro. Sobre o resto, de acordo, sim, o Carlos Manuel e o Casino tiveram mais sorte, este depois de ter sido mil coisas, desde o serviço de Finanças a uma escola preparatória.
Tal destino aconteceu um pouco por todo o lado.
O meu era o cinema da Parede (Cascais). Foi demolido e deu lugar a um centro comercial, que hoje deve ter metade das lojas encerradas.
Enfim o “progresso”
Jorge Nunes
É verdade. E é triste. Não é o fim do cinema. Mas de um certo cinema. E também de um certo estilo de vida. E para dizer a verdade toda, de uma idade.
É verdade.
É o fim de uma idade mas, que porventura nos abriu outros horizontes.