A estas palavras (e à atitude) da Zélia Parreira. A propósito da retirada do Capuchinho Vermelho e d’ A Bela Adormecida do catálogo de obras infantis de várias escolas públicas de Barcelona por alegado conteúdo «sexista»:
Aplauso ainda mais reforçado num dia como o de hoje.

Salve Biblioteca Pública de Évora.
Salve. Saravá!
Aplaudo também. (Mas Pedro apague lá essa do “ainda mais reforçado num dia como o de hoje”). A maioria dos fregueses do DO só comemora o 25 de Novembro.
Cerca de cinco comemoram o 28 de Maio.
Pedro contaram-me que aqui no Porto existem umas jantaradas com gente grada – malta do SIS, militares, juizes, etc- pertencente a uma Associação, chamada, 28 de Maio. Terminam o jantar, gritando, LEGIONÁRIOS, QUEM VIVE? “Salazar, Salazar, Salazar”
Isso é para meninos. Se andar poucas dezenas de quilómetros a norte ou nascente, encontra quem dê vivas a D. Miguel.
Lembro-me de ter havido uma reportagem sobre esses jantares no Porto, mas datava de inícios dos anos noventa, e tinha convidados de peso: Blas Piñar, LePen, António José de Brito (o único fascista português confesso, e provavelmente o mais qualificado), Soares Martinez, etc. Creio que só o LePen e o Martinez é que são ainda vivos.
A mim contou-me alguém que foi convidado e nunca mais lá pôs os pés (fartou-se de rir com tamanha pantominice). Não sei se ainda os fazem. Mas o SIS tinha lá gente….e muita malta do sistema judiciário (talvez juizes da velha guarda que faziam parte dos Tribunais Plenários e transitaram para a democracia)
António José de Brito ? Não conhecia! Fui ver ao google. Interessante personagem. A ver se lhe leio alguma da obra. Obrigado João
Sempre às ordens. Vale a pena ler as palavras de alguém que se assumia como fascista ideológico e que explicava as razões de seguir essa doutrina, em lugar da habitual grunhada.
Esse “só” é uma sua presunção que seria interessante ver demonstrada. Você não o faz. Quanto ao 25 de Novembro, não será de ignorar, talvez, que sem o que nessa data sucedeu, muito provavelmente não estaríamos por aqui a escrever, comentar e discordar livremente. Ou talvez até (já) estivéssemos, mas com uma História recente bem mais penosa.
Costa
Sabe o que mais admiro em si? O seu sentido de humor…vá lá Costa….haja alegria
Não admira: A Bela Adormecida fala profundamente ao coração dos alentejanos…
Não é o Capuchinho Vermelho?
Não, quem percebe o coração alentejano é o Henrique Raposo
Os nossos irmãos alentejanos já não são tão vermelhos como dantes.
Mas continuam dorminhocos.
Preferem o Soneca ao Zangado?
Louvados sejam.
Homem novo literaturazinha nova. Os amanhãs já cantaram lá. Nov@s autores novxs livra! Rende mais que o decreto tortográfico.
Só a História da Carochinha não é banida.
Sempre me fez impressão, desde criancinha, que o João Ratão caísse no caldeirão.
Tive de pedir à minha avó para me contar outra história. Já me sentia à beira de stress pós-traumático. Incapaz até de entrar na cozinha.
Não há dúvida: esta Zélia é uma mulher de tomates. Viva a Zélia.
Não compreendo o “sexismo” na Bela adormecida, caramba! É uma história sobre mulheres , talvez sobre a evolução do eterno feminino, percorrendo unidades temporais com secretismos, graciosidade e invariavelmente com cobras , lagartos e chispas da boca para fora. A piquena só acorda quando lhe apetece e tem o seu happily ever after, com o tipo que ganhou o survivor da selacção natural…
Já o Capuchinho vermelho, enfim… reconheço ao lobo mau alguma promiscuidade estomacal. Come a avozinha, come a menina, come, sei lá , tudo o que mexe? Sabe-se lá quantos caçadores terá manducado, caramba! Há que conceder-lhe ser democrático, mas sexista?!
Admirável postura a da directora da biblioteca pública de Évora.