O meu aplauso


Pedro Correia,

A estas palavras (e à atitude) da Zélia Parreira. A propósito da retirada do Capuchinho Vermelho e d’ A Bela Adormecida do catálogo de obras infantis de várias escolas públicas de Barcelona por alegado conteúdo «sexista»:

«Na Biblioteca Pública de Évora continua a estar disponível. Temos várias versões e exemplares. A liberdade de expressão e de pensamento são valores fundamentais e demasiado preciosos para serem postos em causa desta forma. Ninguém obriga ninguém a ler estas obras, mas, no que depender de mim, jamais permitirei que a sua leitura seja proibida.»

 

Aplauso ainda mais reforçado num dia como o de hoje.

0 comentários em “O meu aplauso”

        1. Lembro-me de ter havido uma reportagem sobre esses jantares no Porto, mas datava de inícios dos anos noventa, e tinha convidados de peso: Blas Piñar, LePen, António José de Brito (o único fascista português confesso, e provavelmente o mais qualificado), Soares Martinez, etc. Creio que só o LePen e o Martinez é que são ainda vivos.

          1. A mim contou-me alguém que foi convidado e nunca mais lá pôs os pés (fartou-se de rir com tamanha pantominice). Não sei se ainda os fazem. Mas o SIS tinha lá gente….e muita malta do sistema judiciário (talvez juizes da velha guarda que faziam parte dos Tribunais Plenários e transitaram para a democracia)

          2. Sempre às ordens. Vale a pena ler as palavras de alguém que se assumia como fascista ideológico e que explicava as razões de seguir essa doutrina, em lugar da habitual grunhada.

    1. Esse “só” é uma sua presunção que seria interessante ver demonstrada. Você não o faz. Quanto ao 25 de Novembro, não será de ignorar, talvez, que sem o que nessa data sucedeu, muito provavelmente não estaríamos por aqui a escrever, comentar e discordar livremente. Ou talvez até (já) estivéssemos, mas com uma História recente bem mais penosa.

      Costa

  1. Homem novo literaturazinha nova. Os amanhãs já cantaram lá. Nov@s autores novxs livra! Rende mais que o decreto tortográfico.

    1. Só a História da Carochinha não é banida.
      Sempre me fez impressão, desde criancinha, que o João Ratão caísse no caldeirão.
      Tive de pedir à minha avó para me contar outra história. Já me sentia à beira de stress pós-traumático. Incapaz até de entrar na cozinha.

  2. Não compreendo o “sexismo” na Bela adormecida, caramba! É uma história sobre mulheres , talvez sobre a evolução do eterno feminino, percorrendo unidades temporais com secretismos, graciosidade e invariavelmente com cobras , lagartos e chispas da boca para fora. A piquena só acorda quando lhe apetece e tem o seu happily ever after, com o tipo que ganhou o survivor da selacção natural…
    Já o Capuchinho vermelho, enfim… reconheço ao lobo mau alguma promiscuidade estomacal. Come a avozinha, come a menina, come, sei lá , tudo o que mexe? Sabe-se lá quantos caçadores terá manducado, caramba! Há que conceder-lhe ser democrático, mas sexista?!

    Admirável postura a da directora da biblioteca pública de Évora.

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