Foi o habitual em qualquer jantar de grupo: havia, à escolha, arroz de pato e bacalhau com natas. Jesus optou pelo bacalhau, Pedro, que ficara farto de peixe durante os anos em que fora pescador, pelo pato. Tomé resmungou que só vendo acreditaria que o bacalhau incluía mesmo bacalhau e o arroz de pato incluída mesmo pato e acabou, com um encolher de ombros, por decidir-se pelo arroz de pato. Alguns apóstolos estranharam que Judas não protestasse pelo facto de nas opções não estar lombo de porco assado, uma vez que, indiferente às tradições judaicas, era o que comia quase sempre naqueles jantares mas hoje sabemos que nessa noite ele tinha outras preocupações.
O menu da Última Ceia
escafandro,

Excelente!!!!!
Obrigado, Leonor.
Falta de gosto.
De quem, de Jesus, Pedro, Tomé, Judas ou minha? Admito que seja minha porque queimei a língua ao beber uma meia de leite hoje de manhã.
Sua. As coisas grátis são insossas e nada pior para o humor do que a falta de risco. Ora, hoje qualquer um pode, com impunidade assegurada, insultar as mais sagradas crenças cristãs, num dos dias mais solenes para um cristão e para um católico em particular.
É uma maçada! Para a coisa ter sabor, só começando a brincar a sério com alguns episódios da vida de Maomé e seus companheiros. Tem tantos interditos, tantos nacos saborosos e tão mais exóticos! O Ramadão é só em Julho, mas pode escrever todo o ano.
Sendo seu leitor, comprometo-me a transmitir os seus chistes a quem lhes saiba dar valor para podermos depois, achar imensa graça.
Esse argumento também já cansa um bocadinho, c. Brincamos com aquilo que conhecemos melhor – e, queiramo-lo ou não (eu fui educado na fé cristã, fiz catequese e tudo o resto) – com aquilo que nos diz mais. Mandamos “bocas” a familiares e amigos, tendemos a não o fazer com desconhecidos. E também convém saber distinguir entre piadas inofensivas e tentativas deliberadas de chocar ou destruir.
Cansa, não cansa? 7640207
Pois, é capaz de cansar.
http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-1
Esqueceste-te da sobremesa: doces conventuais. 🙂
Mas na altura nem sequer havia conventos, pois não? 🙂
As minhas fontes falam em baba de camelo (da verdadeira) e acrescentam que Jesus bebeu um Nespresso que lhe fora “oferecido” por George Clooney, na altura ainda mal saído da adolescência.
(Espero que c, do comentário anterior ao teu, não leia isto…)
Sempre havia os papos de anjo, embora a baba de camelo fosse um doce mais popular na época, por ser matéria prima mais fácil de encontrar.
Mas o bacalhau também não era com natas… era bacalhau com todos!
(c. vai-nos matar, e sem esperança de ressurreição…)
E o pão? Era de Mafra? 🙂
Leonor: com todo o simbolismo que o pão (e o vinho) têm, vais-me permitir ficar em silêncio – não quero causar apoplexias em ninguém… 🙂
Agora desiludiste-me. Julgava-te mais ousado 🙂 E o vinho? No outro dia bebi um Monte da Ravasqueira que me agradou, mas tu deves ser mais de vinhos do Douro :))))))
Ousado? Eu sou é usado. E abstémio.
Usado é normal, abstémio é que é mais preocupante 🙂
Faço questão de que a maioria dos meus prazeres e todos os meus vícios sejam inconfessáveis. 🙂
Para acompanhar bacalhau, pato e lombo de porco, escolheria um Esteva Tinto, que é acessível à bolsa de profetas e nunca cai mal.
E a ceia fechou com uma amarguinha, servida pelo Judas.
lol. Estás no limiar da excomunhão.
Bem sei. Mas a excomunhão dos homens não me assusta.
Ainda não tinha lido a Última Ceia segundo jaa.
Versão que, no fundo, é muito pouco imaginativa: trata-se do típico jantar de Natal de qualquer empresa por cá…