
Dizia-se antigamente que os Bancos tinham o melhor negócio do mundo, expresso na fórmula 3-6-3: remunerar depósitos a juros de 3%, emprestar o dinheiro depositado a juros de 6% e fechar a loja às três da tarde. Agora os Bancos não remuneram os depósitos (ou até cobram comissões pelos mesmos) e investem o dinheiro em negócios muito mais lucrativos, mas onde também o risco é consideravelmente maior. Só que, ao contrário do empresário comum que, se fizer um investimento errado, corre o risco de ir à falência, nos Bancos é sempre o Estado, ou seja, os contribuintes, a pagar os prejuízos. Os lucros são assim privados, mas os prejuízos passam a públicos. Aí está outra forma de se conseguir ter o melhor negócio do mundo.
Adenda: As pessoas não percebem habitualmente o que está em causa quando se pedem mil milhões de euros. Para se perceber a diferença de dimensão relativamente a um milhão de euros, aconselho a conversão em segundos. Um milhão de segundos são 12 dias mas mil milhões de segundos já são 32 anos. É isto o que nos estão a pedir.

“As pessoas não percebem habitualmente o que está em causa quando se pedem mil milhões de euros. Para se perceber a diferença de dimensão relativamente a um milhão de euros, aconselho a conversão em segundos. Um milhão de segundos são 12 dias mas mil milhões de segundos já são 32 anos. É isto o que nos estão a pedir.”
Excelente comparativo que dá para entender porque sistematicamente são omitidas evidências de fácil compreensão.
E as ajudas públicas ainda pioram a situação, incentivando os bancos a correr riscos exagerados. Sou completamente a favor de os deixar falir como qualquer outro negócio privado.
No pós 25 de Abril de 1974, se existiu operação de sucesso em Portugal foi precisamente a nacionalização da banca: permitindo a concentração do sector bancário, uma maior capacidade de capitalização e rentabilidade; mostrando-se, assim, uma antevisão do que seria uma melhor e maior segurança dos contribuintes bem como uma muralha que impediria a voracidade predatória do que veio a denominar-se por mercados financeiros.
O PS, juntamente com os demais partidos do então chamado arco da governação, como motor da privatização da banca e dos seguros, perpetrou o maior crime económico que se pôde encontrar em toda a história da economia portuguesa do século XX e XXI.
A este processo não faltaram outras acções levadas a efeito no sector das comunicações, energia e transportes.
A reforma do estado passava tão somente por contrariar as famílias e as agendas das famílias políticas e corporativas que cerceavam a dinâmica social e económica da nação. Ao invés, transferiu-se a dependência de parte destas famílias e corporações para o sector privado mantendo o estado refém de mais do mesmo e a nação cativa dessas mesmas estruturas.
Num país onde o ordenado corporativo se mantém 10, 100 e 1000 vezes acima de um ordenado mínimo de miséria, que visa somente salientar que a cultura de castas é para manter, onde a política de habitação passa somente por manter a lei das tendas, da autora Cristas, e o negócio especulativo, onde o estado social só deveria ser comentado por sua ausência na sociedade e não por medidas avulsas sem significado – que não o de somente penitenciar consciências -, onde as igrejas cristãs não passam da reprodução de modelos societários em que seus membros julgando cumpridas suas obrigações contentam-se em ser espectadores e não participantes e onde as hierarquias consideram como evangelização o sacudir para o baú modelos de catequeses embaraçosas desatando num linguajar pseudo-científico para mostrar que também eles e elas são cientistas avançados civilizacionais, nada mais revelam que a sem vergonhice que também graça pela banca é modelo geral que continua a fazer de pobres e carenciados escravos da mendicidade para fazer brilhar com glamour as vestes deste farisaísmo hipócrita que os transforma em túmulos formosos por fora mas cheios de ossos por dentro.
Na realidade, o amor só pode ser mandado se antes nos tivesse sido dado.
E nesta nação cujas estruturas ditas de referência são compostas somente por bovaristas, isto é, por gente apaixonada pelo amor mas incapaz de o concretizar, nada mais revelam que os prosélitos que fizeram são pior que eles.
Nunca imaginei estar 100% de acordo com o camarada Vento.
Eu sempre intuí que um dia levaria o camarada à conversão.
Não, não é isto o que nos estão a pedir: é isto o que nos estão a exigir. Exigem e terão, quando quiserem, quanto quiserem. Verdadeiro roubo com força de lei (roubo, sim, que se acaso não se obedecer – admitindo que isso fosse possível – teremos implacável violência sobre nós: a bem oleada, bem treinada e imparável violência da máquina fiscal).
Haja ao menos a decência de nos deixar de chamar “contribuintes”. Aqui (como noutras coisas), se alguma coisa, somos escravos explorados sem pudor.
Queixem-se do crescimento dos populismos.
Costa
Se um maluco qualquer abrir um banco cujo negócio seja depósitos e empréstimos, exclusivamente, será que não obtém grandes lucros??
Nop. Actualmente com juros directores negativos (0,36%), a banca não remunera depósitos. Daí que 94,55% das poupanças estão investidas em bolsa, criando uma bolha 230000 vezes superior do que foi a de 2007. A banca deixou de ser obrigada a ter 10% do valor do seu balanço, apesar dos stress tests, passou a ter menos de 0,05%, tendo o dinheiro investido em bolsa. Se a coisa dá para o torto, 99,95% dos depósitos vão pelo cano abaixo e caberá ao estado pagar 100000 euros, no limite, a cada depositário e 125000 euros a cada investidor. Portanto, com uma cobertura destas, vale mais investir em bolsa 120% dos rendimentos e apostar que vai continuar a subir até Wall Street chegar aos 60000 pontos, antes do Novembro de 2020.
Continuo a não perceber a novela do Novo Banco. O BES foi dividido em 2, um “mau”, onde ficaram os activos problemáticos, e um “bom” (Novo Banco), onde ficaram os activos bons. Se o “bom BES” é um poço sem fundo de imparidades, quem foi que decidiu, aparentemente muito mal, a divisão dos activos?
O “novo banco” recebeu os empréstimos dos amigos do governo (de 2014) para evitar que chegassem ao conhecimento público. Como já sabiam que era impossível integrar o banco na CGD (como exigiu Estrasburgo), só ficaram no BES os empréstimos dos que não era do partido. Até o empréstimo de Duarte Lima, de financiamento ao pagamento da dívida ao BPN, passou para o Novo Banco, mesmo que já estivesse em incumprimento desde o 3 mês. O mesmo para 178 milhões de afilhados dos partidos do governo ou de operações financeiras, que o governo promoveu (como uma empresa de enlatamento de sardinha gourmet, que faliu em 2016, deixando 85 milhões pendurados, pois os accionistas nem 1 cêntimo tinham em seu nome, onde Pedro Passos Coelho e Paulo Portas fizeram 3 visitas, entre Janeiro e Setembro de 2015). Com esta bola, era fácil de ver que o buraco era gigantesco e que nem o Salgado sabia até onde ía. Quando tentou que o governo lhe devolvesse os favores que tinha feito (como no caso do Pavilhão Atlântico ou dos edíficios dos CTT do Porto), não havia dinheiro disponível e o governo já tinha o BANIF a custar demasiado, que juntar mais um BES, iria ser uma bomba para o ano seguinte, nada que quisessem em ano eleitoral. Daí que nenhum foi mexido e ficou tudo a perder milhões, enquanto o governo fazia campanha, a anunciar “centenas de milhões de lucros trimestrais”, mesmo que o banco já nem tivesse dinheiro para pagar aos funcionários.
Essa é fácil, foi um tal de governador que disse em sede de comissão de inquérito que não tinha poder para pressionar mais o DDT a demitir-se.
O BES foi dividido em dois bancos: o banco mau e o banco muito mau.
Ainda me lembro do governo do tecnoformas dizer que não ia haver custos para os contribuintes.
Caro António, nota-se que é terrível o dilema em que se acha prostrado. Vou dar-lhe a resposta. Quem foi que decidiu, aparentemente muito mal, a divisão dos activos? Tome nota: foi o vilão. A história nunca ficaria completa se não recorrêssemos ao título de ” o bom, o mau e o vilão”. É que os nossos políticos vêem muitos filmes, aliás, passam o tempo a vêr filmes, para saberem como nos hão-de fo#er.
De uma maneira geral todos os políticos proporcionaram décadas de abusos incomensuráveis em todas as instituições do poder de estado, legislativo, executivo e judicial (vejam alertas de Paulo de Morais sobre a promiscuidade na AR e interesses privados), instituições públicas e empresas do estado, de tal maneira que os políticos eleitos democraticamente transformaram este país num “antro”. Um paraíso para corruptos, ladrões e oportunistas, abrem as portas de “par em par” até para criminosos de outras nacionalidades desde que “despejem” aqui as verbas roubadas aos povos de origem para também beneficiarem deste dinheiro “criminoso”, note-se que a maior parte destes indivíduos no fim de carreira são homenageados, condecorados, com nomes em ruas, avenidas, praças, aeroportos e reclamam até lugar num qualquer “Panteão”, reconhecidos como “barões”, “senadores”, “pais da liberdade”, no fundo apenas “padrinhos” de organizações mafiosas a que chamam partidos políticos, isto tudo para lhes agradecermos a destruição de milhares de famílias, a “expulsão” de milhares de pessoas do país para a imigração e atiraram milhões para a pobreza extrema, colocaram o país no topo Europeu das desigualdades sociais e diferença de rendimentos do trabalho. Depois destes criminosos terem aniquilado a economia com os saques “monstruosos” que fizeram na banca, a destruição de grandes empresas, antes públicas, favores irresponsáveis para receberem em conjunto com familiares, de “sacos azuis” de empresas vampiras do estado, esconderam fortuna em “offshore” duvidosos, propriedades imobiliárias não em nome próprio, fundações onde “lavam” e “branqueiam”, toda uma série de vigarices encobertas por gabinetes de advocacia onde são sócios ou têm posição relevante. São os detentores de cargos de soberania, tão dedicados ao serviço de estado e que dizem trabalhar para os cidadãos, mas que alternadamente tomam o poder para saquear o erário público e desperdiçá-lo em vidas fartas enquanto o cidadão contribuinte é condenado a pagar os saques destes criminosos da “nata da sociedade.
Este país é uma maravilha pois TUDO o que acontece de errado tem apenas a ver com dinheiro.
E fazendo as contas, calha a cada um de nós cerca de 100€. Há muitas coisas bem piores, mas não são faladas devido à manipulação.
Nos USA o responsável pela famigerada bolha em duas semanas estava preso e até à quinta sua geração e em volta delas os estado americano foi lá buscar o que era possível.
Quem não é banqueiro em Portugal?
Se há lucros, é para mim, se dá prejuízo o povo paga.
E depois queixam-se de aparecerem os por eles chamados de populismos e coletes amarelos.
Volta Salazar, estás perdoado!!!!!!!!!!!!!
Brilhante!
vou ja dizer…. a formula, a outra, a inventada pela europeia, é que devia ser responsabilizada, a europa é que devia chegar-se á frente, pagar o que o banco precisa… e ate ficar com ele.
Foi bonito preservar os empregos, mas os contribuintes nao estavam nem estao dispostos a pagar empregos superfluos, sejam bancarios, sejam quaisquer..
E temos a treta do fundo constituido pelos mais bancos, como se os bancos tivessem disposiçao e interesse em ajudar um banco concorrente !!!
Ate que chegamos ao supremo disparate que é , agora, investigarem o BANCO.
E investigar o que e para que ?!!!
,,, sobretudo nesta fase, e mais ainda com um banco “manco”, nele tudo é feito com cautela. estao á espera de descobrir o que ???
Também eu já vagueei sobre esse negócio que não sei se será o melhor do Mundo, pensei que fosse de grande utilidade para o Mundo, pelo vistos enganei-me.
Enquanto o seu post foi sério o meu nem por isso, mas também se se trata de um negócio que de sério não parece ter nada, a coisa enquadra-se.
Aqui fica também o meu texto;
https://classeaparte.blogs.sapo.pt/1 848.html
Estou plenamente de acordo com todos os comentários. Não consigo ver nenhum partido político a defender a não corrupção. O eng. Cravinho (PS) bem começou a tentar, mas foi logo calado. Este país também está a preparar-se para uma estrema direita como se tem vindo a verificar nos demais. A DEMOCRACIA esta DOENTE.
O prubrema é que para matar o último Rei da Tugolândia foram rápidos e certeiros;
Mas limpar toda esta corja de politiqueiros e administradores da treta não aparece “remédio santo”…
enganam-se todos aqueles que continuam a pensar que o 25 de ABRIL foi feito para o POVO…foi sim para a classe politica e seus padrinhos, não são eles que fazem as leis!?…então continuem a lamuriar se, a choramingar, e deixem se ficar no sofá á espera que o SALAZAR volte…só se ele for maluco, e como não há milagres, trabalhem os que têm emprego, mesmo mal renumerados, para ajudarem, através dos impostos, o PAÍS das maravilhas a sustentar este poço sem fundo, que é o CAPITALISMO…lembram-se que se falava tanto na reforma agrária, no capitalismo, nos latifundiários, nesses vampiros…de repente todos esqueceram a canção do ZECA AFONSO…