O melhor candidato do CDS


Pedro Correia,

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Menciono-o com declaração de interesses: sou amigo dele. Para mim, o melhor candidato à sucessão de Assunção Cristas seria ele, o Adolfo Mesquita Nunes. Capaz de alargar as fronteiras do partido, hoje muito estreitas. De lhe dar consistência ideológica, sem rumo errante. E de começar a construir uma verdadeira alternativa de futuro na área política não-socialista e não-comunista em Portugal. Fazendo uma oposição firme, fundamentada e frontal ao Executivo pós-geringonça.

Infelizmente, há cinco candidatos à presidência do CDS – tantos como os deputados que lhe restam na Assembleia da República – mas o Adolfo não é um deles. O que diz muito sobre o rumo do partido no momento actual.

Ao fundo da sala, cada vez mais satisfeito com esta falta de alternativa à sua direita, António Costa continua a sorrir.

30 comentários em “O melhor candidato do CDS”

    1. Questão fracturante, hoje, é confiar na economia privada, combater com tenacidade a maior carga fiscal de sempre em Portugal e pugnar por uma economia livre sem esquecer as responsabilidades sociais.

    1. Sim, Miguel Morgado e outros da geração dele, são um valor, mas do actual PSD nada vai sair de interesse, em meu entender. Já desisti.

  1. se eu votasse CDS – facto que espero não me aconteça – Adolfo Mesquita Nunes também seria o meu candidato.

  2. Uma conversa que circula nos últimos anos dentro do CDS era quão emocionante seria uma disputa pela liderança entre o Adolfo Mesquita Nunes e o “Chicão”. Mas enfim, o Adolfo resolveu dedicar-se a actividades empresariais (um direito absolutamente legítimo, até para não fazer da política uma profissão, depois de ter estado no governo, no parlamento e em autarquias) e para já ainda não assistiremos ao embate entre os legados de Lucas Pires e o de Adriano Moreira/Manuel Monteiro.

    Ps: também sou amigo de Carlos Meira, mas francamente dispensava o folclore vianense da sua candidatura, aliás com chavões de pouco nexo.

    1. Vendo bem as coisas, foi a politica que lhe arranjou ‘as actividades empresariais’ se assim poderemos chamar a um ‘não executivo’ da EDP.

  3. Eu não entendo o que está o Adolfo Mesquita Nunes a fazer no CDS, quando atualmente já existe a Iniciativa Liberal, que é o partido onde ele deveria estar.
    Também não acho que ele fosse ser bom líder para o CDS, dado que o levaria a confundir-se com a Iniciativa. Não pode haver dois partidos com a mesma ideologia (ainda por cima com uma ideologia sociologicamente minoritária como a liberal). Ou um, ou o outro.

  4. Não tenho a mais pequena dúvida que António Costa continuará a sorrir por muitos anos nem que seja num cargo qualquer sem importância, já quanto aos portugueses também não tenho a mais pequena dúvida que a escolha do socialismo que fizeram lhes trará o habitual sofrimento com os mesmos de sempre a tentarem emendar mas agora já não temos anéis para vender.
    E o que é de nunca mais lembrar é que os xuxas foram uma vez mais eleitos com a prestimosa ajuda dos “liberais democratas” de turno.

    WW

    P.S. – Desta vez não irei ter pena nenhuma dos fracos e oprimidos embora possa novamente e quase de certeza serei um deles.

  5. Bom dia Caro Pedro,

    Os políticos de hoje, comparativamente com os políticos do pós II WW, 25 de Abril, são pouco dados a consensos em nome de um bem maior (neste caso leia-se desenvolvimento de Portugal) preferindo as guerrinhas ideológicas de palavras que não têm ajudado Portugal a ser um país próspero e moderno.

    De tudo o que leio do Adolfo vejo-o com um dos poucos homens que poderá pegar no CDS e coloca-lo a fazer uma oposição (quem sabe governar) correta e quem sabe a saber chegar a acordos em nome de Portugal.

    Tenho ideias de esquerda, mas gosto de algumas das ideias do Adolfo pelo que seria saudável tê-lo à frente do CDS ao invés do Chicão (que dupla fará com o Ventura).

    Obrigado,
    Pedro Trigueiros

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