
Já tinha achado ridículas as declarações de Assunção Esteves sobre os custos da trasladação de Eusébio para o Panteão, e a preocupação com o facto de eles serem suportados pelo orçamento do Parlamento, a que o Pedro faz referência mais abaixo. Mas fui ver aqui com mais detalhe o conteúdo das declarações. Parece que «Assunção Esteves sugeriu uma “partilha de custos”, ao abrigo de “uma espécie de mecenato”, que em Portugal ainda não está suficientemente desenvolvido, admitindo que o processo não seja suportado pelo parlamento, mas por “um grupo de cidadãos ou uma associação”». Isto quase parece um pedido para que seja um grupo de benfiquistas ou o próprio Benfica a suportar os custos da trasladação de Eusébio para o Panteão, assumindo-se assim o clube como mecenas do Parlamento. E diz-se que esta “espécie de mecenato” ainda não está suficientemente desenvolvida em Portugal, mas que “em termos de crise, é uma cultura que também temos de começar a explorar“. Não sei quais são os países do mundo em que o Parlamento aceita ter mecenas privados, mas não devem ser exemplos a seguir. Já sabia que vivíamos num país falido, mas esperava que as nossas instituições tivessem um pouco mais de sentido de Estado.

Eu cá acho bem! E acho que a Senhora Presidente da Assembleia da República deveria ir mais longe e proceder a uma angariação de fundos para o funcionamento da Assembleia da República. Podia, sei lá, fazer uma quermesse, utilizando para o efeito o próprio Palácio de São Bento, ou organizar uma ida com os deputados (com dotes musicais) para a Baixa ao bom-modo das Tunas Académicas (aceitam-se sugestões para pandeiretas!), ou aproveitando a contestação ao trabalho parlamentar, porque não cobrar bilhetes com direito a manifestação? Cada minuto de manifestação (apupos diversos) custaria 10 euros, cada insulto a 5 euros e o lançamento de objectos das galerias a 30 euros/objecto (100 euros se contundente, para cobrir eventuais gastos médicos / enfermagem).
Ou, pura e simplesmente e mantendo o rumo de actuação do actual Governo, pedir o patrocínio da Sonangol e dos nosso amigos da “Three Gorges” e mudar o nome de Palácio de São Bento para Palácio Sonangol e a Legislatura de XIIª para Legislatura EDP. Tenho a certeza que contaria com o apoio do Sr. Eduardo dos Santos e do Dr. António Mexia. E, às tantas, ficava tudo na mesma, com mais uns cobres e muito mais transparência…
Estou em crer que o whisky que o dito alumiou, era o que presidenta anda a beber. E eu julgando que a assembleia era lugar só para gente discreta e saudável. Estava enganado, ou são mesmo tolos ou então é um vírus de diarreia, mas do tipo verbal. Recentemente foi ministro Machete, ontem o Mário Soares e hoje a presidenta… ai ai, que isto ainda acaba mal…
Raramente comento na “bloga”, mas dado o enorme respeito pelo “Delito de Opinião”, creio que os tristes e sucessivos espectáculos a que estamos a assistir, dão bem nota da completa falta de decência, falta de sentido de Estado, falta de vergonha, e impunidade, destas gerações todas, sem grande distinção de cores, que se arrogam o despudor de continuamente ofender os cidadãos, em actos e palavras. Como diria o outro, boa sorte e boa noite. António Cabral.
Já agora, quem terá pago a transladação de Aquilino?
onde eu gostava do ver era no estadio da luz,sem mecenato
Pois eu cá acho que, se Assunção Esteves de facto sugeriu isso, então tem toda a razão e todo o cabimento em ter sugerido.
Até porque o Panteão Nacional já não é o que foi, desde que lá foi depositado o cadáver de Amália Rodrigues. Agora, o Panteão Nacional é do povo, é para os cadáveres de quem o povo gosta. Pois bem, se é o povo que o quer, então que seja o povo a pagá-lo. Se os benfiquistas querem Eusébio no Panteão, então paguem para isso.
“Agora, o Panteão Nacional é do povo, é para os cadáveres de quem o povo gosta. Pois bem, se é o povo que o quer, então que seja o povo a pagá-lo. Se os benfiquistas querem Eusébio no Panteão, então paguem para isso.”
Então o dinheiro da AR não foi o povo a pagar…?
Já agora Fado e Futebol vão para o Panteão Nacional.
Fica a faltar um Padre…mas Portugal nunca teve padres de qualidade…
Eu (que sou parte do povo) estou-me nas tintas para o Panteão Nacional e para quem lá está ou deixa de estar. Portanto, não quero pagar para que o Eusébio para lá vá. Mas não tenho objeções a que, quem queira, pague para isso. Eu é que preferiria não pagar!
O padre António Vieira foi um padre de (muita) qualidade.
Mas que falta de visão Luís, então não se está mesmo a ver que por baixo do túmulo do Eusébio lá no Panteão se poderia colocar uma placa dizendo “Eusébio by BCP”. E depois passar uns spots do banco na TV com um vídeo daqueles a puxar ao sentimento e ao patriotismo.
Podíamos também pagar a manutenção daquilo com umas edições em directo da Casa dos Segredos e fazer uma votação para ver qual dos concorrentes é que ganharia um lugar lá no sítio…
Agora a sério, o que este episódio (entre outros) revela é a total ignorância e alheamento das nossas “elites” em relação ao sentimento da generalidade da população.
Levantar um problema destes em pleno funeral, por causa de 50.000€ (qual é a % que isto representa do orçamento da AE?) também contribui para a degradação dos símbolos da República.
Depois do ridículo do inconseguimento e dos carrascos, a Presidenta vem mostrar que não tem nível para ser a número 2 do país… Quase faz desejar que não aconteça nada ao Cavaco!
Não sei que lhe diga. No meio de tanta parvoeira que tenho ouvido e lido, estou convencido que a sugestão feita por Miguel Sousa Tavares no jornal da Sic (ser sepultado nos terrenos do estádio do Benfica) é a mais indicada para o Eusébio e para Portugal. O facto de ser aí sepultado não retira em nada a “pertença” de Eusébio a Portugal e Moçambique.
Aliás, estou convencido que isto seria o desejo do próprio Eusébio. O Panteão é um lugar demasiado frio para uma personalidade que tanto aqueceu a alma de um povo; e o Eusébio é Povo, do Povo e não de politiqueiros.
Duvido que Eusébio vá para o panteão.
Em minha opinião, acho que ele devia ficar num monumento localizado no estádio da Luz, junto da sua estátua. Era, não só a maior, como também a mais inteligente homenagem que o Benfica podia prestar àquele que foi uma das maiores figuras do futebol mundial.
O que mais me espanta é o valor de quase 50mil euros pela trasladação! Quanto à Assunção Esteves só tenho 2 palavras: burra e parola, por mais que tente disfarçar com o estilo moderninho do cabelo e da roupa, não passa de uma admnistradora de condomínio que é o que ela deve achar que é o parlamento. E que ao contrário de todos os portugueses que têm sofrido cortes nos salafrários, reformas e direitos, teve a reforma antes de atingir a idade, que acumula com o ordenado de presidente da AR, que recentemente teve aumento, como foi para todos os deputados, tal como Cavaco que acumula 2reformas e ordenado.