O desemprego aumenta mas não aumenta.
As exportações diminuem mas a economia permanece no rumo certo.
O crescimento do PIB encontra-se bastante abaixo das previsões mas não há motivo para alarmes.
Os diferenciais das taxas de juro da dívida pública agravam-se mas tudo corre bem.

Desde que os psitacídeos televisos , lacaios obedientes à voz do dono, não alertem para a realidade dos factos ( mais, negando a realidade aos factos ), “no pasa nada” na tranquila , e abjecta, ruminância do bom povo português…
Repisando o lugar comum , só temos o que merecemos.
Senhor Abreu:
Nada disto é para admiração, pois estamos a ser governados por incompetentes que nos puseram no rumo errado.
O que admira foi o resultado dos competentes, que nos mantiveram 4 anos no rumo certo, com o acordo da Troika.
Os 4 OE tiveram mais 8 OE rectificativos.
Previsão de défice para 2015, 2,7%.
Défice real, 3,2%.
Entre outros parâmetros.
Investimento em 2015, no mais baixo de sempre, ao nível de 1986.
E este ano, numa verdadeira quadratura do círculo, a UE prevê, pela 1.ª vez, que o défice fique em 2,7%, abaixo de 3%.
Veremos no fim se acerta como acertou em 2015.
Compre uns óculos com duas lentes, ok?
Uma para o olho esquerdo, outra para o direito.
O meu receio é que este panorama, que bem lembro com o socrates, não desemboque em nada parecido. Voluntarismo é bom, mas com competência e rigor.
antonio costa tem fama de incompetente, mas bom vendedor. ajudado pelo bloco de esquerda era praticamente impossível ter sucesso. Mas podemos rever isso. Todos juntos. Por favor continuem a ler.
Paraíso Socialista
A receita é acreditar naqueles que vêem para lá do horizonte, para lá do comum dos mortais. Só temos de acreditar e seremos felizes, haja fé. Vamos a isso? Sim? Então vamos.
Comecem a acreditar, já, e muito, muito, muito, muito, sem parar, continuem, continuem, sem parar, alto aí! tu o da camisa azul, não penses, para melhorar é preciso acreditar, acredita, já, acredita, acredita, todos a acreditar, acreditar, isso mesmo. E tu ao lado do da camisa, sim tu, a de cabelo negro, não penses, pára de pensar, não questiones, por que senão, não resulta. Isso, concentra-te, deixa-te ir, deixem-se ir, estejam comigo, acreditem, acreditem! Já sentem? É bom, não é? Tudo está melhor, somos felizes, muuuuito felizes. Mas não parem de acreditar! Não parem!… estamos quase lá, é tão bonito, não há palavras para descrever…
(continua na próxima semana)
Todo este seu relatório (em fascículos) de previsão das desgraças a que estaremos sujeitos no futuro se pode aplicar com propriedade ao anterior governo.
A este ainda não, ainda não decorreu tempo suficiente.
O que o senhor escrever não passará, portanto, de palpites que a realidade confirmará ou não.
Faça duas coisas:
1.ª – Liste todos os números da economia durante os 4 anos (e uns meses) passados: desemprego, crescimento, investimento, défice, dívida, etc.
2.ª – Leia a entrevista de Vítor Gaspar ao jornal Expresso, de dia 16 de Abril.
Nela, o defensor da austeridade expansionista (que deu o que deu), já defende políticas orçamentais além das políticas monetárias que sempre defendeu, com unhas e dentes, como salvadoras do país.
E convém revisitar a sua carta de demissão, uma confissão de fracasso escrita por ele próprio.
Incorpore também um fascículo adicional da sua novela criativa sobre a comparação do desastre futuro com o desastre passado do cretino José Sócrates e com a receita dos últimos 4 anos que tão bons resultados deu.
MS, você só pode ser um homem muito rico. De rico para baixo, estaria calado.
De facto sou riquíssimo.
Só não sei como fui penalizado em 12% do rendimento durante 4 anos e picos do governo Passos/Portas, quando os meus colegas mais ricos foram penalizados apenas em 11%.
Já os mais pobres foram em 12%.
Devem-se ter enganado e meteram-me na lista errada.
Talvez me tenham trocado consigo, por isso está satisfeito.
Percebeu agora?
O vencimento dos funcionários públicos devia ser indexado ao défice e à dívida pública. Não devia ter sido penalizado apenas em 12%. Se os funcionários públicos fossem responsabilizados, já não tinham esta conversa demagógica, como a sua.
Meu caro,
devia era rebater o que estava no artigo. E isso, não consegue.
Considera que o governo anterior foi mau, o problema é que este está a ser pior. Julgo que se devia preocupar com este, porque vai determinar o seu futuro.
Estava a brincar!
Agora falando a sério.
Estou muito, mas mesmo muito satisfeito por ver que o sistema que propus funciona. M.S. é a prova viva. Parabéns por ser o primeiro! Com o seu testemunho, tudo será ainda mais fácil.
Enganou-se mais uma vez.
Não sou funcionário público.
E o que referi foi a perda de rendimento dos portugueses em geral.
Os das classes de rendimento mais elevadas perderam 11%, em média.
Os das classes de rendimento mais baixas perderam 12%, em média.
Portanto, o senhor é que é rico, pois concorda com a lógica: quem tem mais perde menos, quem tem menos perde mais.
Sobre os resultados do actual governo, pense-se o que se pensar dele, é avisado esperar um pouco mais de tempo.
Pelo menos para se falar com mais propriedade.
Sobre os resultados do anterior estamos conversados.
É só alinhar todos os números das previsões dos principais indicadores e à frente pôr os desvios.
A carta da ML Albuquerque e o telefonema do PP Coelho a pedirem à Comissão Europeia para Portugal não ser penalizado por, mais uma vez, não ter cumprido o défice, é eloquente.
1.Não disse que era funcionário público. Disse que tinha conversa demagógica, como a de alguns funcionários públicos, e políticos demagogos d esquerda, que consideram que não deviam fazer sacrifícios quando o estado que lhes paga não tem dinheiro. Se fossem responsabilizados, tudo fariam para que o estado não gastasse mais do que podia. Assim, é só exigir.
2. Afirma (vou acreditar que os seus números são correctos):
– as classes de rendimento mais elevadas perderam 11%, em média e mais baixas perderam 12%, em média.
Então, foi uma medida tremendamente injusta, repor salários na função pública, portanto, dos que perderam menos.
Só isso, devia ser suficiente, para perceber que o caminho que está a ser seguido está errado. Que as intenções não são nobres, como não podiam ser dada a falta de carácter de quem governa e apoia este governo.
Mas há mais, a crise provocada pela bancarrota, devido ao aumento da dívida pública que o actual governo está a promover, vai-se prolongar por ainda mais tempo do que aquele que era esperado e era muito (com o governo anterior e apesar de mais ou menos erros, estava a ser controlada).