0 comentários em “O maior cego”

  1. Desde que os psitacídeos televisos , lacaios obedientes à voz do dono, não alertem para a realidade dos factos ( mais, negando a realidade aos factos ), “no pasa nada” na tranquila , e abjecta, ruminância do bom povo português…
    Repisando o lugar comum , só temos o que merecemos.

  2. Senhor Abreu:
    Nada disto é para admiração, pois estamos a ser governados por incompetentes que nos puseram no rumo errado.
    O que admira foi o resultado dos competentes, que nos mantiveram 4 anos no rumo certo, com o acordo da Troika.
    Os 4 OE tiveram mais 8 OE rectificativos.
    Previsão de défice para 2015, 2,7%.
    Défice real, 3,2%.
    Entre outros parâmetros.
    Investimento em 2015, no mais baixo de sempre, ao nível de 1986.
    E este ano, numa verdadeira quadratura do círculo, a UE prevê, pela 1.ª vez, que o défice fique em 2,7%, abaixo de 3%.
    Veremos no fim se acerta como acertou em 2015.
    Compre uns óculos com duas lentes, ok?
    Uma para o olho esquerdo, outra para o direito.

  3. O meu receio é que este panorama, que bem lembro com o socrates, não desemboque em nada parecido. Voluntarismo é bom, mas com competência e rigor.

  4. antonio costa tem fama de incompetente, mas bom vendedor. ajudado pelo bloco de esquerda era praticamente impossível ter sucesso. Mas podemos rever isso. Todos juntos. Por favor continuem a ler.

    Paraíso Socialista

    A receita é acreditar naqueles que vêem para lá do horizonte, para lá do comum dos mortais. Só temos de acreditar e seremos felizes, haja fé. Vamos a isso? Sim? Então vamos.
    Comecem a acreditar, já, e muito, muito, muito, muito, sem parar, continuem, continuem, sem parar, alto aí! tu o da camisa azul, não penses, para melhorar é preciso acreditar, acredita, já, acredita, acredita, todos a acreditar, acreditar, isso mesmo. E tu ao lado do da camisa, sim tu, a de cabelo negro, não penses, pára de pensar, não questiones, por que senão, não resulta. Isso, concentra-te, deixa-te ir, deixem-se ir, estejam comigo, acreditem, acreditem! Já sentem? É bom, não é? Tudo está melhor, somos felizes, muuuuito felizes. Mas não parem de acreditar! Não parem!… estamos quase lá, é tão bonito, não há palavras para descrever…

    (continua na próxima semana)

    1. Todo este seu relatório (em fascículos) de previsão das desgraças a que estaremos sujeitos no futuro se pode aplicar com propriedade ao anterior governo.
      A este ainda não, ainda não decorreu tempo suficiente.
      O que o senhor escrever não passará, portanto, de palpites que a realidade confirmará ou não.
      Faça duas coisas:
      1.ª – Liste todos os números da economia durante os 4 anos (e uns meses) passados: desemprego, crescimento, investimento, défice, dívida, etc.
      2.ª – Leia a entrevista de Vítor Gaspar ao jornal Expresso, de dia 16 de Abril.
      Nela, o defensor da austeridade expansionista (que deu o que deu), já defende políticas orçamentais além das políticas monetárias que sempre defendeu, com unhas e dentes, como salvadoras do país.
      E convém revisitar a sua carta de demissão, uma confissão de fracasso escrita por ele próprio.
      Incorpore também um fascículo adicional da sua novela criativa sobre a comparação do desastre futuro com o desastre passado do cretino José Sócrates e com a receita dos últimos 4 anos que tão bons resultados deu.

        1. De facto sou riquíssimo.
          Só não sei como fui penalizado em 12% do rendimento durante 4 anos e picos do governo Passos/Portas, quando os meus colegas mais ricos foram penalizados apenas em 11%.
          Já os mais pobres foram em 12%.
          Devem-se ter enganado e meteram-me na lista errada.
          Talvez me tenham trocado consigo, por isso está satisfeito.
          Percebeu agora?

          1. O vencimento dos funcionários públicos devia ser indexado ao défice e à dívida pública. Não devia ter sido penalizado apenas em 12%. Se os funcionários públicos fossem responsabilizados, já não tinham esta conversa demagógica, como a sua.

      1. Meu caro,
        devia era rebater o que estava no artigo. E isso, não consegue.
        Considera que o governo anterior foi mau, o problema é que este está a ser pior. Julgo que se devia preocupar com este, porque vai determinar o seu futuro.

      2. Estava a brincar!

        Agora falando a sério.
        Estou muito, mas mesmo muito satisfeito por ver que o sistema que propus funciona. M.S. é a prova viva. Parabéns por ser o primeiro! Com o seu testemunho, tudo será ainda mais fácil.

        1. Enganou-se mais uma vez.
          Não sou funcionário público.
          E o que referi foi a perda de rendimento dos portugueses em geral.
          Os das classes de rendimento mais elevadas perderam 11%, em média.
          Os das classes de rendimento mais baixas perderam 12%, em média.
          Portanto, o senhor é que é rico, pois concorda com a lógica: quem tem mais perde menos, quem tem menos perde mais.
          Sobre os resultados do actual governo, pense-se o que se pensar dele, é avisado esperar um pouco mais de tempo.
          Pelo menos para se falar com mais propriedade.
          Sobre os resultados do anterior estamos conversados.
          É só alinhar todos os números das previsões dos principais indicadores e à frente pôr os desvios.
          A carta da ML Albuquerque e o telefonema do PP Coelho a pedirem à Comissão Europeia para Portugal não ser penalizado por, mais uma vez, não ter cumprido o défice, é eloquente.

          1. 1.Não disse que era funcionário público. Disse que tinha conversa demagógica, como a de alguns funcionários públicos, e políticos demagogos d esquerda, que consideram que não deviam fazer sacrifícios quando o estado que lhes paga não tem dinheiro. Se fossem responsabilizados, tudo fariam para que o estado não gastasse mais do que podia. Assim, é só exigir.

            2. Afirma (vou acreditar que os seus números são correctos):
            – as classes de rendimento mais elevadas perderam 11%, em média e mais baixas perderam 12%, em média.

            Então, foi uma medida tremendamente injusta, repor salários na função pública, portanto, dos que perderam menos.

            Só isso, devia ser suficiente, para perceber que o caminho que está a ser seguido está errado. Que as intenções não são nobres, como não podiam ser dada a falta de carácter de quem governa e apoia este governo.

            Mas há mais, a crise provocada pela bancarrota, devido ao aumento da dívida pública que o actual governo está a promover, vai-se prolongar por ainda mais tempo do que aquele que era esperado e era muito (com o governo anterior e apesar de mais ou menos erros, estava a ser controlada).

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