O presidente da ERC não está à mesa do café a falar com amigos e conhecidos. Azeredo Lopes está à mesa de um programa de televisão a ser observado por telespectadores. Mas não se sente inibido: Pacheco Pereira é o Pacheco Pereira, António Costa é o doutor António Costa ou o senhor doutor, António Lobo Xavier tanto é o António como é o António Lobo Xavier ou o doutor António Lobo Xavier. E o moderador? O moderador é o Carlos.
E o presidente da ERC? O professor Azeredo Lopes? Ora: Lopes é o maior.

Estive o tempo todo à espera de ouvi-lo chamar Toni ao Lobo Xavier.
Esteve quase.
Eh!eh! Que mauzinhos!
“Lopes é o maior”.
O maior quê? Só se for o maior candidato a coronel da Censura do Estado Novo Socretino que aí vem, se o país não correr com estes gajos no dia 27.
Este Lopes é “tu cá, tu lá”, com toda aquela malta do círculo. Achei-lhe piada, porém, quando ele começou a falar do (e pelo) Pacheco Pereira, que já estava a ficar com um sorriso amarelo e com a cabeça descaída para o ombro, quando a conversa não lhe agrada de todo. Quanto ao mais, não conseguiu esclarecer absolutamente nada acerca da tal ‘directiva’ e quem não sabia, também não ficou a saber. E desengane-se quem julgar que foi inocente esta escolha de LA para censor-mor do reino. LA é mesmo “Lápis Azul”.
É como diz: à medida que se vai irritando, PP vai deixando a cabeça descair para o ombro. A linguagem corporal dele é muito expressiva.
Aquela cabecinha pensadora é a arma dele. E ele aprendeu na tropa assim: «Ombroooo… arma!»
Tu-cá-tu-lá excepto o senhor doutor António Costa, para que não haja confusões.
O estilo explica muita coisa.
Tocaste no ponto, Sérgio.