
Esta foi a semana em que o PSD voltou a cobrir-se de ridículo ao aprovar um relatório, na comissão parlamentar de inquérito às perdas do Novo Banco, em que se acusa o Governo de Pedro Passos Coelho de ter cometido «fraude política» no Verão de 2014, quando deu luz verde ao Banco de Portugal para intervir no Banco Espírito Santo. Os sociais-democratas alinharam, na votação final do documento, com os deputados do PCP e do Bloco de Esquerda.
Assim culminaram oito dias de perfeito desnorte para a bancada parlamentar laranja e para o seu presidente. Adão José Fonseca Silva, de 63 anos, tinha sido derrotado em toda a linha na semana anterior pelo primeiro-ministro no debate mais importante do ano na Assembleia da República – o do chamado “estado da nação”.
Bastou António Costa abrir a boca para reduzir à insignificância o deputado que Rui Rio escolheu para chefiar o seu grupo parlamentar. Podendo dizer-se, neste caso, que um funciona como réplica do outro.
Adão Silva, tal como Rio, parece lidar muito mal com o legado do Executivo de coligação PSD/CDS que governou Portugal num dos piores períodos da nossa história democrática. Quando, no debate que encerrou a sessão legislativa, Costa se gabou repetidamente de haver hoje uma taxa de desemprego inferior à que existia em 2014, o líder parlamentar foi incapaz de lhe dar a resposta que se impunha: os socialistas iniciaram funções governativas, há seis anos, em condições incomparavelmente mais favoráveis do que o PSD de Passos quando sucedeu ao PS de José Sócrates. Em 2015, o país crescia; em 2011, o país afundava-se.
Naquele momento em que o primeiro-ministro o atirou metaforicamente ao tapete, o deputado transmontano que ainda lidera a bancada parlamentar do PSD confirmou não ter aptidão para tal cargo. O que acentua as suspeitas de que Rio só lhe confiou tão relevante função por ter a garantia de receber em troca obediência cega. Mesmo à custa do prestígio do partido, que conta com vários deputados mais qualificados para chefiar a bancada parlamentar embora sejam eventualmente menos fiéis ao líder.
A confrangedora prestação de Adão Silva no confronto com António Costa em São Bento permite também lançar alguma luz sobre a surpreendente decisão do PSD de reduzir drasticamente o número de sessões de fiscalização parlamentar ao Governo: eram quinzenais, passaram a bimestrais em 2020. Iniciativa inédita no historial de um partido da oposição que o PS prontamente acolheu. Na altura, Rio justificou-a desta forma: «O primeiro-ministro não pode passar a vida em debates quinzenais. Tem é de trabalhar.» Como se prestar contas à nação através do parlamento não fizesse parte das tarefas inadiáveis do chefe do Governo.
Para o actual PSD, teve uma vantagem: assim a fragilidade e a inépcia desta oposição nota-se um pouco menos. Mesmo que o sorriso de António Costa seja cada vez maior.
Texto publicado no semanário Novo

Não definir o adversário é caminho de derrota.
O PS não esconde ser desonesto e trauliteiro; para o grunho comum, o trauliteirismo é o modo adequado a compensar a desonestidade com mérito. Assim vamos…
A capacidade desse senhor para debater ou desempenhar o papel de tribuno é nula ou abaixo, mas convenhamos que é difícil tarefa.
Qualquer discurso mais “assertivo” é engolido nas vaias e apupos das bancadas geringoncicas, e o direito de resposta do Dr. Costa é inigualável, ou dispara uns números, entre risos, ou acusa os outros de casos e casinhos ou de estarem sempre a puxar o passado.
Sai sempre por cima. E limpinho, que o homem pode passar o dia a chafurdar na lama mas sai sempre impecável.
No tempo do PC e do PP é que era bom. Um dos períodos mais trágicos da história de Portugal. Com estes dois senhores passou se de trágico a tragédia…..
Certamente foram uma desgraça, salvaram o Socialismo de si próprio. Podemos continuar a definhar e empobrecer com a Economia Política a prosperar: FP, Sindicato, Empresas com o estado como maior cliente, empresa que vivem da regulação do Estado.
Economia não Política: Imposto pesados para tudo o que mexe fora do Estado.
Portugal está doente e a morrer.
Todos querem a cabeça de Rui Rio porque estão convencidos que fazem melhor mas a verdade é que sonham com o regresso do ex dissidente André Ventura .
O Adão e Silva é a vacina mais eficaz que o Rui Rio podia ter encontrado para combater os vírus no PSD.
Cada intervenção do Adão e Silva gera mais anticorpos do que todas as variantes juntas do respectivo grupo parlamentar.
Quando António Costa e o PS sorriem é o país que está a perder. Com o amparo atrapalhado, inglório ou inocente também deste PSD.