O Lello não tem paralello


Rui Rocha,

 

Pensar antes de falar, diziam os antigos. Pensar antes de tuitar, dir-se-á por estes dias. É um conselho válido para muitos. De Carlos Abreu Amorim a José Lello. No caso de Abreu Amorim, o que parece verdadeiramente relevante não é o exagero, o descontrolo do momento, o comentário irreflectido, a eventual ofensa. É a natureza tão básica que se revela sob a fina capa de polimento dos cursos e dos discursos. Uma tristeza. No de Lello, a coisa é mais grave. Lello, por natureza, é incapaz de pensar antes de falar. Ou depois.  E, para dizer tudo, o que os portugueses deveriam querer, indepententemente do que possam pensar sobre Passos Coelho, era verem-se livres de Lello e do que ele representa. Verem-se livres dele vivo. Que a morte não se deseja a ninguém. Nem a brincar. Se sobrar um nadinha de vergonha, resta agora ao PS retirar a confiança política a Lello. E demiti-lo de todos os cargos de que possa ser demitido. Se sobrar, repito, um nadinha de vergonha. E se os meandros do financiamento partidário de que Lello foi responsável no PS permitirem uma decisão razoável e independente. Isto é, se o PS não estiver vergado a uma ditadura lellillista.

23 comentários em “O Lello não tem paralello”

  1. O lello devia ganhar coragem e chegar-se á frente , ou não é Português!
    O lello não sabe mas eu explico :
    Os Portugueses estão é fartos de ladrões , corruptos e incompetentes quando se trata de administrar a coisa pública ,corja á qual pertence e que faz por medrar.

  2. Bem, no caso do Abreu ainda fico na dúvida se o rapaz se referia ao Magreb ou ao Grande Magreb quando chamou magrebinos (olhe que a Líbia tem pitroil do bom). Mas também não tem muita importância porque o rapaz é daqueles outros do norte que em matéria de geografia pouco adianta algumas palavras. Alguns ainda pensam que Portugal é uma espécie de condado portucalense, e esquecem que as matemáticas e não só foram introduzidas por mouros.
    Já agora um desabafo, estou farto das cidades deste país, em particular Lisboa e Porto, porque nunca vi tantos provincianos concentrados por m2 como nestas áreas; eu gosto mesmo do campo e de campónio(a)s. Já cheguei a pensar que estas cidades eram uma espécie de estação de tratamento de saloios residuais, mas afinal não, é outra coisa. E continuam a desaguar nelas saloios ditos instruídos. Mas eu sou suspeito, não por isso (escolham).
    Quanto ao Lello, ele até parece uma livraria – conheci uma, a Livraria Lello -, mas o vocabulário na boca dele sai sempre mal pronunciado.
    Quanto ao Passos, espero que ele se farte depressa, estou ansioso por essa fartura. Espero que o pai, para fazer a tal festa rapidamente, seja capaz de convencer o PR a agir como deve em situações destas. Isto está de tal forma que Portugal sem se dar conta mudou de um regime semi-presidencialista, com palras à mistura, para outro presidencialista, totalmente. Porraaaaaaa!!!

  3. Não tenho assim tanta certeza que os Portugueses não se queiram ver livres do PPC – morto ou vivo; pelas queixas que ouço, até me inclino a julgar que seja mais pela primeira hipótese. Ou isso – ou, não estando em Portugal, para poder confirmar que seja geral – tenho amigos/conhecidos com impulsos homicidas. Um que é (penso que ainda seja) filiado no PSD disse-me literalmente «mas não haverá ninguém com tomates para dar um tiro nos cornos destes gajos…» (O que eu me ri – nunca pensei chegar a um dia em que ouvisse isto daquela pessoa, que é filiada no partido desde a adolescência, e com quem tantas vezes passei fins de tarde a discutir política – fins de tarde obviamente desperdiçados).

    Eu próprio dou comigo a ter muitas ideias homicidas – e clico na cruz ali acima, no canto superior direito, do browser, para fechar os sites de notícias e os blogs que vou lendo – e vou para a rua respirar um pouco de ar puro.

    Sim – infelizmente, por todas as razões, porque a morte é algo que não se deseja a ninguém, porque no fundo é porque estamos numa situação péssima, extrema – sim, o tweet do José Lello espelha o sentimento de muitos portugueses. Agora – o José Lello, pela posição que ocupa, tem responsabilidades…

  4. Como é hábito, qualquer tentativa de humor ou opinião mais ‘desenquadrada’, é logo condenada pelos censores do ‘politicamente correcto’. Triste sina a nossa.

  5. Coitado do Lelo, é um pobre de espírito, além de terminalmente foleiro. E, como já vai quase nos setenta (é ver na Wikipedia), seria suposto saber um pouco da vida. Qualquer pai que veja o filho metido em tarefas como as de Pedro Passos Coelho – e não releva para aqui se as tem desempenhado bem ou não – diz o mesmo, ou muito parecido.

  6. Os portugueses perderam definitivamente o sentido de humor.
    Impera o politicamente correcto, que bom, vamos todos ser certinhos e queridos e não abrir a boca muitas vezes que é o que se espera.
    De repente recuei ao tempo em que proibiram o programa do Herman José porque ofendia personalidades históricas.
    Todos nós percebemos que o homem não queria “matar ” o nosso querido primeiro ministro, mesmo que essa seja a “vontade “de 90% do portugueses.
    Que venha o inocente atirar a primeira pedra.
    Desculpe mas é a minha opinião.

      1. resposta a ” A minha opinião ”
        Já percebi que ainda não lhe passou a azia dos bandalhos. Não leve isso tão a peito, pode fazer-lhe mal.
        Desculpe o seu nome portanto é ” a minha opinião “, ” boa “, ou ” má ” ?
        ou encapotado(a)?
        Vá lá acalme, eu não sou pessoa dada a rancores.

          1. Custódia romão, para sua informação ( embora não lhe deva explicações), só assino assim, por ser mais prático…
            Não sou encapotada, nem agora nem nunca, dou sempre a cara!
            Enxergue-se é o quê?

  7. O problema é ter-se passado a confundir “liberdade de expressão” com dizer tudo o que nos passa pela cabeça, sem qualquer noção de respeito, de bom gosto e, sobretudo, de educação.
    No mínimo, é lamentável!

    Isabel Mouzinho

  8. Boa tarde,

    O seu blog está em destaque na área de Opinião da homepage do SAPO.

    Atenciosamente,

    Catarina Osório,
    Gestão de Conteúdos e Redes Sociais – portal SAPO

  9. Lamentável. Ainda por cima vindo de um individuo que tudo fez para que este país esteja na situação em que está. Esta é uma crise de valores.

  10. Acho que não é preciso ser-se um génio para entender que a morte a que se refere Lello,é a morte política e não a física.Porém,quando se pretende agir de má-fé,fazemos sempre a interpretação mais adequada ao nosso propósito.

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